IV SIMPÓSIO INTERNACIONAL EDITH STEIN

terça-feira, 22 de março de 2011

Sacerdotes e teólogos precisam de mais metafísica


Apresentada reforma dos estudos eclesiásticos de filosofia


CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 22 de março de 2011 (ZENIT.org) - É necessário aumentar os estudos dedicados à filosofia, não como uma extensão das ciências humanas, mas entendida no seu núcleo central: a busca da verdade, acompanhada por uma disciplina estrutural como a lógica, em um período histórico em que a razão é ameaçada pelo relativismo.
Este é um dos temas centrais do "Decreto de reforma dos estudos eclesiásticos de filosofia", aprovado pelo Papa Bento XVI em 28 de março e apresentado hoje, em coletiva de imprensa, pelo cardeal Zenon Grocholewski, prefeito da Congregação para a Educação Católica.

Acompanhavam-no o cardeal Jean-Louis Bruguès, secretário da Congregação, e o reitor da Universidade Pontifícia de São Tomás de Aquino (‘Angelicum'), Charles Morerod. Na apresentação, além dos jornalistas, havia também um numeroso público acadêmico.

"‘Ecclesia semper est reformanda' atende às novas exigências da vida eclesiástica nas mutáveis circunstâncias socioculturais", disse o cardeal Grocholewski, lembrando que existe atualmente grande "fraqueza na formação filosófica de muitas instituições da Igreja".

Isso, também, "em uma época em que a própria razão é ameaçada pelo utilitarismo, pelo ceticismo, pelo relativismo e pela desconfiança da razão para conhecer a verdade sobre os problemas fundamentais da vida", constatou.

Esta reforma, portanto, leva a cabo as recomendações feitas na encíclica ‘Fides et ratio', de João Paulo II, já que "a teologia sempre teve e continua tendo necessidade da filosofia". Caso contrário, disse o cardeal, "a teologia não tem o chão sob seus pés".

Que filosofia?

O cardeal Grocholewski explicou que a intenção da Igreja é recuperar a metafísica, isto é, uma filosofia que volte a apresentar as questões mais profundas do ser humano.

Os avanços tecnológicos e científicos, afirmou, "não abrangem a totalidade do saber; sobretudo, não saciam a sede do homem sobre as perguntas últimas: em que consiste a felicidade? Quem sou eu? O mundo é resultado do acaso? Qual é o meu destino? Hoje, mais do que nunca, as ciências precisam de sabedoria".

Pretende-se, portanto, "recuperar a vocação original da filosofia, ou seja, a busca da verdade e da sua dimensão sapiencial e metafísica", insistindo "na necessidade de ampliar os espaços da racionalidade", por um lado, e de "defender-se do perigo do fideísmo", por outro.

Nesse sentido, o reitor da ‘Angelicum', Charles Morerod, explicou a importância da metafísica para o estudo da teologia, e convidou a "recuperar com força a vocação original da filosofia".

"O cristianismo pressupõe uma harmonia entre Deus e a razão humana. A busca filosófica pode, portanto, confiar, e o crente pode evitar opor à sua fé uma verdade encontrada com a razão."

A reforma, portanto, pretende sublinhar "o caráter sapiencial e metafísico da filosofia". "O papel central da metafísica deve ser entendido, assim, à luz da importância da filosofia do conhecimento humano."

"A importância da filosofia está diretamente ligada ao desejo humano de conhecer a verdade e organizá-la. A experiência mostra que o conhecimento da filosofia ajuda a organizar melhor, em cooperação com outras disciplinas, o estudo de qualquer ciência."

"A metafísica quer conhecer o conjunto da realidade - que culmina com o conhecimento da ‘Causa primeira' de tudo - e mostrar a inter-relação entre os vários campos do saber, evitando o encerramento de cada ciência em si", acrescentou o reitor da ‘Angelicum'.

O tomismo

"A Igreja dá destaque à filosofia tomista, não como exclusiva, mas exemplar", recordou o cardeal Grocholewski, em seu discurso, citando a ‘Fides et Ratio', quando afirma que "nem todas as filosofias são compatíveis com fé e com uma razão adequada à verdade".

O Papa Bento XVI aprovou as alterações que reformam três artigos da Constituição Apostólica ‘Sapientia christiana', em 28 de janeiro, dia de São Tomás de Aquino. A maioria das mudanças se relaciona com as normas de aplicação.

O cardeal sublinhou também que a lógica na filosofia é necessária na medida em que é uma disciplina estruturante para a razão, desaparecida sobretudo devido ao atual colapso da cultura cristã.

Mais filosofia

Dom Jean Louis Bruguès explicou que a reforma afeta as faculdades eclesiásticas de filosofia, o primeiro ciclo de teologia, as instituições de filosofia filiadas ou ligadas a uma faculdade de teologia e as instituições teológicas agregadas a uma faculdade de filosofia.

Nas faculdades eclesiásticas de filosofia e nos institutos de filosofia, o primeiro grau dos estudos eclesiásticos dura de 2 a 3 anos. "Isso porque a experiência tem demonstrado que a duração anterior não era suficiente", disse ele. Entre as disciplinas obrigatórias - filosofia do conhecimento, da natureza, do homem e do ser -, agora se acrescenta uma disciplina estrutural: a lógica.

Também se estabelece uma hierarquia entre as disciplinas, de acordo com o grau de obrigação, e se enfatiza a importância de "ler os textos dos autores mais significativos".

Para melhorar a qualidade dos estudos dos futuros sacerdotes, professores e especialistas, portanto, será necessário ter professores devidamente qualificados, com doutorado em filosofia e, na medida do possível, que este título seja eclesiástico. E assim, as faculdades de filosofia precisarão de um mínimo de 7 professores estáveis ​​(5, no caso dos institutos).

Nas faculdades de teologia, no entanto, o número total de anos de estudo não mudará, mas vai aumentar o peso da filosofia nos primeiros anos, também em número de créditos. Além disso, "o número de professores estáveis deve ser de pelo menos 2".



fonte:http://www.zenit.org/article-27556?l=portuguese

quinta-feira, 17 de março de 2011

Once Upon a Saint - St. Edith Stein - August 09th (Inglês)

Lançado CD com letras inspiradas em Edith Stein



‘Busca la Verdad’ é patrocinado pela Universidade da Mística

ÁVILA, quinta-feira, 17 de março de 2011 (ZENIT.org) -

Edith Stein pode agora ser ouvida. Os textos da pensadora, carmelita e santa inspiraram um CD com 14 músicas cantadas e 3 instrumentais, a cargo da cantora espanhola Carmela Martínez.

Edith Stein (Santa Teresa Benedita da Cruz), “tem muito a nos dizer”, afirma Carmela Martínez, artífice da iniciativa, cujo desejo é que as canções ajudem a “conhecer um pouco mais essa fascinante mulher santa, carmelita descalça, cuja vida e martírio foram e são, para todos os homens e mulheres de hoje, um testemunho valente de conversão, fé profunda, absoluta confiança em Deus e incessante busca da Verdade”.

O CD é patrocinado pela Universidade da Mística e pela Fundação CITES. Os lucros serão destinados a bolsas para estudantes carentes. A apresentação será em 2 de abril, no Salão Nobre da universidade.

A letra e a música das canções correm a cargo de Carmela Martínez, enquanto os arranjos e a produção são de Paco M. Aranda.

Carmela Martínez, da diocese espanhola de Cartagena, põe na boca as palavras de Edith “para dar graças a Deus”, já que “sem Ele não podemos fazer nada e só Ele torna possíveis todas as coisas”.

Para a cantora e compositora, o CD é “o resultado amoroso da infinita bondade de Deus, que sempre nos ultrapassa e surpreende”.

O ícone de Edith Stein da capa do CD é do convento do Monte Carmelo de Haifa, em Israel.

Entre as canções está Quien busca la Verdad, Pequeña Ester, La fuerza de la cruz e Confía y ten calma.

O CD pode ser adquirido pelo site www.citesavila.org ou pelos endereços pedidos@citesavila.org e carmela.edith@gmail.com.

(Miriam Díez i Bosch)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Edith Stein: a aproximação ao sofrimento


Morta no campo de concentração, Edith Stein tomou o nome de Benedita da Cruz quando entrou no Carmelo. Cécile Rastoin, carmelita, acaba de lançar uma biografia desta filósofa judia, canonizada por João Paulo II - «Edith Stein, enquête sur la source», ed. CERF. Em entrevista à «Croire», a autora explica o sentido que a Irmã Benedita da Cruz dava ao sofrimento.

Porque é que Edith Stein, quando entrou no Carmelo, escolheu o nome de Benedita da Cruz?
Cada carmelita escolhe o seu mistério. Se uma irmã se chama da Cruz, da Trindade, da Incarnação, isso mostra que ela se reconhece nele, que esse é o caminho que a leva ao coração de Deus. Toda a sua vida será marcada por esse mistério, que elegeu em diálogo com a superiora, e que está em relação com o que Deus escolheu para ela. Edith Stein disse que entrou no Carmelo com esse nome dentro dela. Foi esse verdadeiramente o seu mistério, pelo qual ela se aproximou de Deus. Gosto de dizer de Benedita da Cruz quer dizer “bendita da cruz”. Cristo fez da cruz uma fonte de bênção. É esse o reverso espectacular da cruz. E Edith Stein embateu muitas vezes no mistério da cruz.

Que sofrimentos é que ela passou?
Em criança viveu numa família muito unida, mas perdeu o pai aos dois anos. Para mais, os seus dois tios suicidaram-se, e ela diz com muita franqueza que tinha tendências depressivas. Edith Stein era muito exigente, apaixonada pela verdade, e sofria com os seus limites. A sua inteligência era admirada mas ela só via as limitações! A sua fragilidade era ampliada por esta exigência. Durante a I Guerra Mundial, enquanto enfermeira da Cruz vermelha, sentia uma resistência a entrar nos sofrimentos do outro, ao mesmo tempo que se dava completamente. Penso que ela ressentia o sofrimento e que via nele o triunfo paradoxal: Edith era completamente solidária com o sofrimento do povo judeu.

Edith Stein entrou tardiamente no Carmelo, muito depois da sua conversão. Mas dá a impressão que teve o pressentimento do seu destino desde muito jovem.Como jovem filósofa agnóstica, ela já tinha concebido um pensamento sobre a responsabilidade e a solidariedade. Ela teve, desde a adolescência, ambições absolutas para a humanidade, mas também a ambição de ser ela própria. Edith desejava sofrer com o povo judeu: desejava partilhar o seu destino. A sua tese foi sobre a empatia e ela pressentia desde logo que, diante de um sofrimento, não há discurso possível, e que a única resposta é a capacidade de entrar em relação com o outro. Cristo não deu explicações sobre o sofrimento, mas tornou-o comunicável e partilhável. A Virgem e Cristo não se fecharam no seu sofrimento, mas acolheram os outros no seu coração. Vemos a fecundidade da cruz com o centurião e o ladrão: ambos se abrem ao amor. Edith gostava de contemplar Maria ao pé da cruz. Não nos é dito que Maria chora mas que recebe um filho – Cristo dá-lhe João; Edith diz que acolhe todos os seus no seu coração. É esta co-presença, esta empatia pelo outro que a toca. Ela diz que se Deus existe, ele é capacidade infinita de entrar na alegria ou no sofrimento do outro. O sofrimento fixa-nos sobre nós mesmos, corta-nos a respiração. Cristo, por seu lado, mostra-nos o sofrimento como lugar de partilha, de comunhão. Ele não nos diz que se trata de um bem escondido, que será compreendido mais tarde, mas junta-se àquele que sofre, cura, faz perguntas para saber se o outro deseja ser curado.

A cruz é portanto a passagem obrigatória para estar junto de Deus?
É possível compreender hoje esse discurso?
A cruz é o caminho para o céu. As pessoas têm necessidade de o compreender, dado que demasiadas vezes culpabilizam o sofrimento. Os cristãos são muito pouco audaciosos quanto ao sofrimento! É verdade que depois do Holocausto há um bloqueio no entendimento desse discurso... Mas o cristianismo rompe essa atitude, porquanto é o inocente que sofre, sem explicação. Cristo assume plenamente esse sofrimento até o inverter. Uma certa piedade diz-nos que Cristo nos salva pelo seu sofrimento, ou que é preciso oferecer o próprio sofrimento. Há aí uma parte de verdade, mas é uma diminuição da linguagem. Cristo não nos salva pelo seu sofrimento, mas pela sua vida dada até ao extremo do sofrimento.

Então, o que dizer a alguém que sofre?
Oferece o coração do teu ser, que é amor, até ao sofrimento e une-o ao de Cristo. É-se consolado ao contemplar o sofrimento de Cristo: há uma partilha que se faz. A passagem obrigatória do mistério pascal é a união a Cristo, na alegria e no sofrimento. É preciso assumir o sofrimento e a alegria em união a Cristo. Não há nenhum lugar da vida onde Cristo esteja ausente. Ele abarca tudo. O sofrimento deixa de ser um fechamento sobre si para se tornar um lugar de encontro com Cristo! Não é o sofrimento que é canonizado, é o amor!

Entrevista realizada por Sophie de VilleneuveIn CroireTrad.: rm

terça-feira, 8 de março de 2011

Resumo do livro:As pessoas em questão Rumo a uma Antropologia da interioridade de Éric de Rus


Edith Stein está interessado em campos muito diferentes: política, ética, antropologia, pedagogia, epistemologia, metafísica, religião, etc. No entanto, a mesma coisa que faz a riqueza de sua obra - e abre as áreas pesquisador vasto de investigação - é para o leitor que desejam se familiarizar com esse pensamento uma grande dificuldade. Na verdade, o escopo de questões e as steinienne trabalho altamente pessoal pose, particularmente agudo o problema de saber o ângulo de abordagem para entrar na unidade.

No entanto, Edith Stein diz-nos se o centro de gravidade do seu percurso intelectual e espiritual ". Constituição da pessoa humana" A coerência do compromisso intelectual e existencial de Edith Stein é justamente essa busca constante da verdade do homem, de acordo com um movimento que ainda está acima da compreensão da pessoa ea realização do sentido de seu ser. O livro oferecido aqui tem como objetivo identificar a linha que está subjacente ao pensamento antropológico de Edith Stein. Pensamento inseparável de uma etapa vital, uma vez que é um caminho de unificação da pessoa humana a partir do seu interior.

Edith Stein fala sobre humanos nos coloca no coração do desafio que o nosso endereço tempo antropológico à consciência: "Que homem é eo que viver autenticamente, no sentido de seu ser? "Esta é uma palavra que pode atingir a todos, pois ninguém pode, se ele quer viver humanamente e com toda a plenitude possível, evitar perguntas sobre a forma que seu a vida. Ouvindo este discurso, descobrimos a proximidade de um guia e um amigo que abre um caminho de luz da liberdade interior e da vida plena.

Eric Rus apresenta "interioridade" de Edith Stein




Eric Rus é um professor de filosofia, professor de educação centro Madeleine Daniélou (Rueil-Malmaison) e associado com o grupo de pesquisa "Ética e personalismo" da Faculdade de Filosofia do Instituto Católico de Toulouse.


Eric Rus apresenta "interioridade" de Edith Stein

Luz sobre o Holocausto como

"A pessoa humana em questão. Rumo a uma Antropologia da interioridade "é o título do terceiro livro de Eric Rus sobre Edith Stein. Foi lançado nas livrarias em França - Editions du Cerf, do Carmo e Solem Ad - 03 de março passado. Eric Rus é um professor de filosofia no Centro Educacional Madeleine Daniélou Rueil-Malmaison e colabora na unidade de pesquisa "Antropologia, Ética, Educação da Faculdade de Filosofia no Instituto Católico de Toulouse.

ZENIT - Eric Rus, você é um professor de filosofia: você começou seu interesse por Edith Stein como professor?

Eric Rus - Estou falando sério sobre Edith Stein - Santa Teresa Benedita da Cruz - desde 2005. Primeiro, meu trabalho tem, efectivamente, focada no pensamento educacional de Edith Stein. Foi para mostrar a ligação vital entre a antropologia ea educação. Isso resultou em uma primeira publicação, "dentro da pessoa e da Educação em Edith Stein" (Cerf, 2006). Então eu queria aprofundar o significado espiritual da arte de educar Edith Stein concebido como um gesto cheio antropológico, uma vez que assume todas as dimensões da pessoa: corpo, mente, alma . Este foi o tema de uma segunda publicação, com prefácio de Marguerite Lena, e que abriu a coleção da Revista de Estudos steiniennes: "A arte de educar por Edith Stein. Antropologia, Educação, Vida Espiritual "(Cerf, 2008)

Este terceiro volume é dedicado à "pessoa humana" a partir, você diz, de "interioridade". Isso quer dizer?

Sim, o livro acaba de ser publicado é o terceiro, intitulado: "A pessoa humana em questão. Rumo a uma Antropologia da interioridade "(Cerf, 2011). Neste trabalho, mais compacta que as duas anteriores, deixei o problema de como captar a unidade do steinienne trabalho. Não foi o suficiente para mostrar que é construído em torno da questão da pessoa humana, mas era adequado para atualizar a base da visão antropológica desenvolvida por Edith Stein. No entanto, na minha opinião, essa chave é interioridade. Este é o centro em torno do qual a sua visão do indivíduo gira.

Qual é o atual pensamento de Edith Stein sobre o "homem"?

Desde o início, que me agarrou pelo mergulho nos escritos antropológica de Edith Stein é a luz que trazem a beleza da pessoa humana. Compreender essa beleza de sua interioridade pode construir a dignidade inviolável radicalmente humano. E, ao que Bento XVI chama de "ditadura do relativismo", representa um verdadeiro serviço de "família humana". Isso é o que eu usei durante o primeiro período de minha pesquisa, isto é, durante minhas duas primeiras publicações.

Parte da fenomenologia de Husserl, o pensamento do filósofo tem evoluído para se concentrar sobre a pessoa?

E interioridade. Eu era sensível a esta importante dimensão da reflexão sobre a interioridade steinienne. Pareceu-me com força que o pensamento antropológico de Edith Stein é um itinerário especial existencial. Ao perscrutar o mistério da pessoa humana, Edith Stein destaca a existência, em cada espaço irredutível, lugar de tirar o fôlego a partir do qual é possível assumir a fragilidade das nossas vidas.

A precariedade de sua existência todos nós sentimos, não só em termos do nosso ser social - como o ambiente econômico impõe certas restrições que podem alterar significativamente o nosso compromisso profissional, por exemplo - mas também em termos de nossa integridade - o tanto física como psicológica -. Refiro-me especificamente ao estudo de doenças ou falhas que prejudicam a nossa segurança. Finalmente, a experiência de tocar precariedade nossas convicções mais profundas sobre o sentido da vida e da fé em Deus, quando o absurdo eo caos parecem engolir tudo em torno de nós e em nós, abalando os alicerces pacientemente conquistado que o nosso povo tinha anteriormente tinha sido.

Edith Stein parecia que todos nós, um suporte estável, uma base para sua vida. E ela encontrou na mais profunda interioridade do seu ser que é ao mesmo tempo, a "casa de Deus".

Ela disse que desde o centro do ser é possível recuperar, para "dar e oferecer", que é a maior vocação da pessoa humana, a vocação ao amor que é doação.

Edith Stein, uma freira carmelita, filósofo e judeu, é morto ao chegar em Auschwitz, 09 de agosto de 1942, depois de incursões solicitado por um protesto dos bispos da Holanda contra o tratamento dado aos judeus. A prisão pela 2 SS agosto de 1942, o campo de Westerbork, transporte, câmara de gás, o crematório. Podemos ver o abismo que existe entre a sua concepção da pessoa humana, o respeito dele, incondicionalmente, e o tratamento reservado pelos nazistas o paganismo monstruosa seis milhões de judeus. Em retrospecto, a filosofia da pessoa desenhada por Edith Stein, ela traz a luz para pensar o Holocausto falta?

Falando de "pensar o Holocausto", você aponta para um grande problema. Como acho que este "desastre" (Holocausto), o que dizer quando, nas palavras de Cecil Rastoin em seu livro, Edith Stein, o mistério de Israel, o Holocausto realmente é esse "abismo da não-intervenção" .

Vou levantar apenas três pontos. Primeiro, como recordou Bento XVI em seu discurso por ocasião da sua visita a Auschwitz em 2006, e que inspira o desejo de aniquilar o povo judeu em particular, destina-se a " matar aquele Deus que chamou Abraão, que falou no Sinai e estabeleceu os critérios orientadores da humanidade que permanecem válidos para a eternidade. " Em outras palavras, foi de negar qualquer fundamento transcendente para substitui-lo com "a dominação do homem pela força." Em segundo lugar, a ideologia nazista foi muito bem ciente de que negar a pessoa tinha que afetam drasticamente o pensamento eo discurso. Como assim? 'Pedaços' indivíduos Reduzir, para usar o termo comumente usado por Primo Levi e recordou em "Se é um homem". Ser privado de seu nome, não tendo rosto, caem no anonimato do mundo de coisas que não acho. Em terceiro lugar, o que resultou em profunda minar a confiança na racionalidade humana como um baluarte contra o mal. Gertrud von le Fort e alemão amigo escritor católico de Edith Stein, fala a este respeito "Nossa descoberta da extrema fragilidade de tudo o que temos previamente designados pela expressão da cultura, da civilização, comportamento humano".

Edith Stein disse a sua irmã Rosa que ela vai morrer por seu "povo": ela estava lúcida?

Edith Stein demonstra uma lucidez impressionante muito cedo contra a ideologia nazista como evidenciado pela famosa carta enviada ao Papa Pio XI, em 1933, recusando-se quando escreve sobre "vista grossa". Na sua relação sobre como eu vim para o Carmelo de Colônia, enfatiza o quanto a antropologia católica que visa aprofundar e difundir através de suas palestras e seu compromisso com a educação está em oposição ao "mainstream" porque é constantemente lembrar que cada pessoa humana tem uma dignidade inalienável.

Estou confiante de que inserindo o carmelita Edith Stein alcança a sua visão da pessoa: é o ponto culminante do pensamento humano e um compromisso com a dignidade. Ela vai até o fim da realidade antropológica que permanece nega a ideologia cega a pessoa, que a dignidade humana tem um fundamento transcendente: imagem e semelhança de Deus somos criados. O homem tem um indestrutível interior é a morada de Deus e, a partir desse centro podem viver sua vocação ao amor é doação. Edith Stein, por oferecer o dom de si mesma, vai até o final da lógica do amor, contra todas as forças das trevas que se recusam a aceitar a luz de Cristo. Num momento em que ele entra nos limites do discurso e soluções simplesmente humano, ela colocou toda a sua vida no mistério pascal que deseja participar. Esta não é uma renúncia ao mal, mas uma maneira de estar no centro de uma batalha para a humanidade.

Você acha que Edith Stein une as preocupações do nosso tempo?

Após esta reflexão sobre o interior levou para o lugar da reflexão antropológica de Edith Stein, fiquei convencido de que esta última leva uma vida excepcionalmente inteligente capaz de iluminar a aventura humana .

O que é eminentemente presente na visão da pessoa a quem Edith Stein apresenta-nos, e eu arriscaria mesmo que antecipa o futuro, é fundamental essa aliança entre o interior ea vida que j "Eu queria destacar. Se a obra ea vida de Edith Stein pode se juntar a nós, é precisamente na medida em que sua voz nos convida a estar no cerne do desafio dirigido a todos: "Como, por todos, continuam vivos? "

Você achou é o ponto de unificação do seu negócio: a sua vida como professor leigo cristão casado, a sua vida espiritual e intelectual?

É este apelo da vida para me levar em todos os aspectos da minha vida e me inspira em minha vocação como um marido, um professor, escritor.

Estou firmemente convencido de que a intuição como está além de mim e tem sua origem na experiência do Deus vivo, que é o brilho do coração da fé cristã. Esta experiência, cada cristão recebe as instalações no batismo como uma nova vida que começa a se mover. Uma vida cujo crescimento e maior apelo à participação constante de nossa liberdade.

Isso para mim é o convite mais emocionante dado aos seres humanos: movimento agora rumo à plena comunhão com Deus, cuja parte superior é brilhante na visão beatífica além da morte.

Este é também o que o levou a pensar sobre a aventura espiritual de Mireille Negro em "A Arte ea Vida" (Ed. do Carmo, 2009), co-escrito com ela?

De fato, o apelo da vida, eu não posso parar o declínio nas diferentes abordagens. Isso é o que motivou o meu trabalho com a primeira bailarina da Ópera de Paris e membro da Ordem das Virgens consagradas Mireille Negro. Meu interesse pela dança é que é uma maneira de abordar a vida, envolvendo todo o seu ser. É ainda a relação essencial com o mistério da vida é para mim o coração da aventura poética (A Canção do fogo bruxuleante ou fala. Atlantica, 2009). Porque nas palavras tão só Terzieff Lawrence: "Antes de ser uma arte, a poesia é um modo de vida e sentimento. Na verdade, eu acho que é a essência da vida. "In" Sozinha com todos os "Presses de la Renaissance, p. 107). Em tudo isto, existe apenas uma coisa: responder à consulta da vida.

O que a "tradição espiritual" a sua procura de uma vida unificada alimenta?

A espiritualidade do Carmelo. Esta espiritualidade que Edith Stein viveu tão profundamente de lado a lado é uma celebração do Deus vivo. Ela enfatiza a primazia do Absoluto, a vocação do homem para a união com Deus. Vivendo o Deus vivo, como é o apelo a todos os batizados, nos termos do seu estado de vida particular. Como ensinado pelo Padre carmelita Marie-Eugene do Menino Jesus, o fundador do Instituto de Notre Dame de Vie, que minha esposa e eu nos sentimos profundamente ligados, em especial através de sua obra-prima, eu quero ver Deus, não há uma ligação orgânica entre a vocação do homem à divina intimidade e da vida de oração, se inseparável da vida teologal. Pai lembrete Marie-Eugène forte que a comunicação interna para a vida de Deus é para ser verdadeiramente vivos é trazer vida ao mundo. Isto significa que a contemplação é essencialmente apostólica, e que "estamos aqui para testemunhar que Deus existe. A testemunha não é apenas aquele que transmite a verdade ... é alguém que prove que a vida emana dele. Ele acrescentou: "Vocês têm a missão de ser testemunhas de Deus ... de amor que quer espalhar. " Edith Stein precede-nos este testemunho. Para cada um a descobrir a sua "nota" apenas para atender tal apelo tão grande!

Entrevista com Anita S. Bourdin

Para ir ao site do livro clik na foto

Traduzido pelo Google


Extraido:http://www.zenit.org/article-27203?l=french