IV SIMPÓSIO INTERNACIONAL EDITH STEIN

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O Mistério do Natal





"E o Verbo se fez carne”. Isto se tornou realidade no estábulo de Belém. Mas cumpriu-se ainda de outra maneira. “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, este terá a vida eterna”. O Salvador que sabe que somos e permanecemos humanos, tendo que lutar dia após dia, com fraquezas, vem em auxílio da nossa humanidade de maneira verdadeiramente divina. Assim como o corpo terrestre precisa do pão cotidiano, assim também a vida divina em nós precisa ser alimentada constantemente. “Este é o pão vivo que desceu do céu”. Quem come deste pão todos os dias, neste se realizará, diariamente, o mistério do Natal, a Encarnação do Verbo. E este, certamente, é o caminho mais seguro, para se tornar “um com Deus” e de penetrar dia a dia de maneira mais firme e mais profunda no Corpo Místico de Cristo." (STEIN, Edith. O mistério do natal.[tradução Hermano José Cürten]. -- Bauru, SP: EDUSC, 1999, p.28.)

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Mais uma Associação internacional Filosofica dedicada ao pensamento de Edith Stein





A antropologia de Edith Stein: entre Deus e a filosofia

Mariana Bar Kusano
Resumo

O objeto deste trabalho é voltado para o estudo da antropologia filosófica e teológica de Edith Stein (1891-1942) e as suas implicações com a pedagogia.

Neste sentido; a antropologia de Stein se apresenta como um largo esforço em compreender a estrutura profunda do ser humano; tanto na relação que ele estabelece com as coisas; como na relação que ele mantém com outros seres humanos e; por fim; na sua relação com Deus.

Suas análises procedem do método fenomenológico de Husserl para serem; posteriormente; submetidas à indagação metafísica de Tomás de Aquino e; neste movimento; que vai da fenomenologia ao tomismo; Stein descreve a constituição essencial do ser humano; enquanto formado por corpo; alma e espírito; bem como a individuação dessa estrutura essencial.

A análise steiniana sobre o homem parte de uma exigência pedagógica e; por esta razão; o presente trabalho apresenta como hipótese a tentativa de demonstrar de que maneira a antropologia de cunho filosófico e a antropologia que repousa sobre os dados Revelados; constituem o fundamento da prática e da teoria pedagógica.

http://dominiopublico.qprocura.com.br/dp/111474/a-antropologia-de-edith-stein-entre-deus-e-a-filosofia.html

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

PARABÉNS !!!!!!!!!!!!

CARO MOISÉS, EM NOME DO GRUPO DE TRABALHO EDITH STEIN VENHO POR MEIO DESTA PARABENIZAR PELO SEU DESEMPENHO E RESULTADO DA APROVAÇÃO NO MESTRADO EM FILOSOFIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ.

CORDIALMENTE,
KÁTIA GARDÊNIA

terça-feira, 30 de novembro de 2010

FILOSOFIA E LITERATURA: A FORMAÇÃO DO PENSAR CRÍTICO SEGUNDO WALTER BENJAMIN

Autor: Francisco Kennedy Castro Cunha

Co-autor: Kátia Gardênia da Silva Coelho

E-mail : gardyinj@yahoo.com.br

Orientador(a): Dra. Cleudene Aragão;

Dra. Tereza de Castro Callado


Este trabalho apresenta a questão da formação do pensar crítico do discente universitário, ou seja, o futuro professor de literatura para a aplicação de uma língua estrangeira. Levanta-se a problemática sob a relevância dos textos literários como instrumento para o conhecimento de uma determinada LE. Vale ressaltar que tanto a literatura como a filosofia cumpre o papel na formação de leitores competentes, críticos e reflexivos do pensar. Entretanto, percebemos que quando se fala na questão de se trabalhar com textos literários a compreensão de uma nova língua, surge à dificuldade para perceberem o universo de saberes em que a literatura pode proporcionar ao aprendizado de LE. Com isso, vemos a relação entre filosofia e literatura como meio para a educação inovadora dos jovens universitários. Tendo como fundamento ao desenvolvimento de leitores livres para deixarem o espírito criativo construir um novo conhecimento em comunhão com a sociedade. Nesta perspectiva resolvemos tomar como referência o texto de Walter Benjamin A vida dos estudantes onde o filósofo faz uma crítica sobre a formação dos jovens na universidade. Segundo Benjamin há uma diferença entre o ensinar e o educar. Enquanto que a primeira procura formar o aluno apenas como receptor de conteúdos, sem proporcionar ao estudante a capacidade para criar seu próprio conhecimento, o educar propõe a relação professor – aluno em que ambos possam fazer uma troca de conhecimento e construir um novo olhar sobre a realidade. Então, percebemos a atualidade do pensamento de Benjamin para a formação do pensar crítico dos professores de língua estrangeira com o auxílio do olhar filosófico e literário, visto que ambos nos ajudam a fazermos uma leitura crítica da sociedade.

PALAVRAS- CHAVES: ESPÍRITO, EDUCAÇÃO, FILOSOFIA, LITERATURA

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Edith Stein e Neotomismo

Por Francisco Renaldo da Costa

Digno de ter em conta, para compreender o pensamento centro-europeu nas primeiras décadas do século presente, e o movimento neo-escolástico, forte e animado entre outros documentos por duas encíclicas: Aeterni Patris (1897) de Leão XIII e Pascendi (1907) de Pio X. Ambos documentos exortam a recorrer sobre tudo a Santo Tomas. Com ele se pretendia salvaguardar o pensar católico dos perigos do modernismo; sem parar, esta postura trará como conseqüência uma ruptura mais profunda entre cultura e Igreja. O ressurgir do neotomismo alcançou um forte florescimento em algumas nações centro-européias.

Estava atenta Edith Stein ao movimento neo-escolástico em sinal da Igreja católica segundo confissão própria, considera que sua posição principal há de ser a de servir de ponte entre os dois mundos: o mundo tomista e o pensar moderno. Um primeiro instante seria o estudo Husserls Phanomelogie Und die Philosopie des heiligenl Thomas von Aquino ( A fenomenologia de Husserl e a filosofia de Santo Tomas de Aquino), de 1929; um segundo é a tradução levada a frente do tratado De Veritate de Santo Tomas nos anos 1931 – 1932; o terceiro constituiria sua participação no Congresso Tomista de Juvisy, em 1932, em que se perseguia um aproximar-se da fenomenologia; o quarto é sua grande obra “Ser finito e Ser eterno”, escrita em 1936. A aproximação destas duas cosmovições não estava motivada exclusivamente por motivos de coincidência cronológica; pesam também semelhanças temáticas e influxos mútuos.

No debate sobre a existência ou não de uma filosofia cristã, reativada nos anos 30 de nosso século, Edith Stein defende pelo recurso a quantas fontes contribuem dados. Razão e Fé, longe de excluir-se, muito bem está chamadas a colaborar, são meios legítimos de conhecer humano. O princípio que adapta Edith Stein cai formulado da seguinte maneira: “O filosofo que não quer ser infiel a sua finalidade de compreender o ente até suas últimas causas, se vê obrigado a estender suas reflexões no campo da fé, mais além do que lhe é acessível naturalmente”[1]. Dito de outro modo: “Uma compreensão racional do mundo, é dizer, uma metafísica … só pode ser alcançada pela razão natural e sobrenatural conjuntamente”. O resultado desta colaboração seria o perfectum opus rationis[2].


[1] STEIN. Ser Finito…, op. cit., p. 40.

[2] Id., Ibid., p. 44.


http://blogfilosofiaevida.com/index.php/2010/11/28/edith-stein-e-neotomismo/


sábado, 13 de novembro de 2010

INFORME

Caros colegas,

Venho por meio desta informá-los que irei apresentar uma comunicação com o título A NEGAÇÃO DA VIDA EM EDITH STEIN NA PERSPECTIVA DE NIETZSCHE na Semana de Universidade UECE ( ITAPERI)
data:Dia: 23/11/2010
Local: G-3
Hora Inicial: 18:30

CORDIALMENTE,
KÁTIA GARDÊNIA

Resumo de comunicação

O Estado e Histórico em Edith Stein e Hegel

Autora: Kátia Gardênia da Silva Coelho

Mestranda em Filosofia UECE/Funcap

Email: gardyinj@yahoo.com.br

Orientadora: Dra Maria Celeste de Sousa - FCF

Co - orientador: Mestre Gilfranco Lucena dos Santos - UFRB

O presente trabalho tem como objetivo explicitar segundo o pensamento fenomenológico de Edith Stein sobre a questão do Estado enquanto portador do acontecer histórico como instrumento da moralidade e da liberdade. Para tal empreendimento a autora busca analisar o pensamento Hegeliano, visto que, o filósofo apresenta o desenvolvimento do espírito na história pelo qual o Estado contribui para que a liberdade seja concretizada enquanto união da vontade subjetiva com a vontade racional. Desta maneira, o conteúdo da história tem o Estado como portador para a realização da moral que certamente concebe a história ao processo do desenvolvimento do espírito. Stein concordará quanto à questão de o Estado ter sua origem de um processo espiritual, entretanto, distanciará do filósofo sobre a posição de um Estado absoluto, na medida em que, o valor de toda realidade espiritual do indivíduo perpassa pelo Estado. Poderíamos destacar uma possível aproximação entre ambos quanto à questão do conceito de soberania, para o qual a soberania é do Estado e não do povo como era sustentada por Rousseau. Conclui-se que Hegel escreve uma filosofia da história com a intenção de resolver o problema da efetivação da liberdade no mundo e a razão na história é justamente essa busca da ideia da liberdade que se realiza através do Estado, enquanto Edith Stein a luz do método fenomenológico busca investigar a estrutura ôntica do Estado, pois não estava preocupada em fundamentar um Estado ideal ou universal.

Palavras – Chaves: Estado, História, Liberdade e Soberania.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

COMUNICAÇÃO NO III COLÓQUIO HEQUELIANO

Comunico que irei apresentar no III COLÓQUIO DE ESTUDOS HEGELIANOS UMA COMUNICAÇÃO QUE SERÁ APRESENTADA ÀS 14:00 HORAS NO DIA 12-11-2010 NA SALA 35.

NO CENTRO DE HUMANIDADES NA RUA LUCIANO CARNEIRO BAIRRO DE FÁTIMA

CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA.

TÍTULO
O ESTADO E A HISTÓRIA EM EDITH STEIN E HEGEL
CORDIALMENTE,
KÁTIA GARDÊNIA

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Urgente! Papa Bento XVI se pronunciou aos católicos do Brasil‏



Na última quinta-feira dia 28/10/2010 Sua Santidade nos mandou uma mensagem a nós brasileiros que muito me lembrou a Carta enviada ao Papa Pio XII de nossa querida Edith Stein. Não podemos neste momento crucial negar a nossa fé.



“Amados Irmãos no Episcopado,

«Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo» (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático – que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida «não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo» (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é «necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o “Compêndio da Doutrina Social da Igreja”» (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. «Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana» (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve «encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política» (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica.


PP Bento XVI

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Especialista hablará en la UCSF sobre Edith Stein y la educación


El jueves 7 de octubre a las 15.30 en la Universidad Católica de Santa Fe (UCSF), Echagüe 7151, el sacerdote carmelita descalzo Francisco Javier Sancho Fermín, disertará sobre "Edith Stein y la Educación. Su identificación personal con Santa Teresa de Jesús".

La conferencia, organizada por el Departamento de Filosofía y Teología de la UCSF, se enmarca en los actos conmemorativos por los 500 años del nacimiento de Santa Teresa de Jesús,

El catedrático también ofreció hoy una charla sobre "Educación y mística" en el Colegio Nuestra Señora de Lourdes, de esta capital santafesina.

Asimismo, los días 6, 7 y 8 de octubre, a las 20, en la capilla del Convento de las Carmelitas Descalzas, avenida López y Planes 4116, se referirá a la "Oración Contemplativa - Experiencia Mística".

El doctor Sancho Fermín es profesor en la Facultad de Teología del Norte de España (sede en Burgos) desde 1998; director del Centro Internacional Teresiano-Sanjuanista desde junio de 1999 -afiliado al Teresianum y con convenio con la Universidad Pontificia de Salamanca, la Facultad de Teología del Norte de España con sede en Burgos y con la Universidad Católica de Río de Janeiro-; y especialista en espiritualidad, mística y antropología espiritual, Edith Stein -Santa Teresa Benedicta de la Cruz- y la beata Isabel de la Trinidad.

Informes: (0342) 4603030 y 4603127 o por correo electrónico
institucional@ucsf.edu.ar .+

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Indivíduo e Sociedade em Karl Marx e Edith Stein


Autora: Kátia Gardênia da Silva Coelho - Mestranda em filosofia UECE

E-Mail: gardyinj@yahoo.com.br

Orientadora: Professora Dra Maria Celeste de Sousa – FCF

Co-orientador Professor Mestre Gilfranco Lucena dos Santos- UFRB

Nossa intenção não é de fazer uma confrontação entre Edith Stein (1891- 1942) e Karl Marx (1818- 1883), contudo apresentamos pontos convergentes ou divergentes em ambos ao que concerne a questão da relação entre indivíduo e sociedade. Logo, pode-se perguntar: qual o papel do indivíduo para a sociedade? De que maneira o indivíduo pode está imerso no coletivo e resguardar a sua individualidade, ou mais propriamente a subjetividade? É justamente partindo de tais questionamentos que nos levam em busca de uma compreensão da intersubjetividade como fundante do mundo humano. De fato, ambos procuram conhecer o significado da natureza humana no âmbito das relações, visto que, o homem só se humaniza e se realiza na convivência social. Temos então Edith Stein, em geral, fazendo uso do método fenomenológico que tem como pretensão de averiguar a problemática do indivíduo no seu particular e comunitário. Enquanto Karl Marx, procura analisar a questão da alienação do indivíduo inserido em uma sociedade capitalista como reflexo das relações da vida social. Para Stein, a tentativa de compreender o núcleo do ser humano é necessária analisarmos a complexidade das experiências vividas pela pessoa na sociedade. Podemos concluir que os filósofos levantam a questão, apontam algumas diretrizes que possibilitem o indivíduo viver na sociedade e ser capaz de resguardar a sua individualidade em uma convivência coletiva. Marx nos fala de uma sociedade que já não tivesse o poder e o lucro como o maior valor para a sociedade, mas que fosse capaz de valorizar o ser genérico do homem, enquanto Stein nos apresenta uma sociedade que deixe manifestar o ser espiritual do homem para que ele possa agir na sociedade de forma consciente e livre.

Palavras-chave: alienação, massa, sociedade

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

PARTICIPAÇÃO DE MEMBROS DO GT EDITH STEIN NO MINI-CURSO

Conferência da Dra. Ales Bello com tradução de nossa correspondente Dra. Ir. Jacinta.













Da esquerda para direita: Rita de Cássia, Dra. Ursula, Kátia Gardênia,Dra. Ilana,
Ir. Jacinta, Dra. Ales Bello, na parte de trás na mesma ordem: Ir. Everaldo, ---, Dr. Andrés

Kátia Gardênia e Rita de Cássia









Da direita da esquerda (Dr. Savian, Dra. Ursula e Kátia Gardênia)




Dra. Ales Bello e Kátia gardênia



















Apresentação da Kátia Gardênia no evento










I
nterveção da Dra. Ales Bello após apresentação da Kátia Gardênia

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

The 6th Annual Edith Stein Project






Every Life is a Vocation
February 11-12, 2011
LOCATION: MCKENNA HALL
Conference Leader Profiles


"Every life is a vocation," Pope John Paul II proclaimed on the 2001 World Day of Prayer for Vocations. Although the term "vocation" is frequently used to refer to a special calling to the priesthood or religious life, this usage is too limited, reflecting a common misunderstanding of what it means to have a vocation. The writings of St. Paul, St. Francis de Sales, Ven. John Henry Newman, and Pope John Paul II, among many others, suggest that each and every human being has been called by name and has a unique and multifaceted vocation.

All are recipients of the common Christian vocation: to know, love, and serve God and one's neighbor. To Mother Teresa, who exemplified a willing response to this universal call to charity and service in the name of God, vocation at its most universal meant simply that our vocation is the love of Jesus. One's vocation is also lived out through one's state in life's whether through marriage, the priesthood, single life, or consecrated life. Devoting ourselves to the service of God through our life's work is the only path to a deep and lasting fulfillment, for, as the Second Vatican Council declared, "Man, who is the only creature on earth that God willed for its own sake, cannot fully find himself except through a sincere gift of self."

Through careful, individual discernment, taking our distinct situation and our natural talents into account, each of us can live out each day in response to God's will. Our particular social networks, relationships, commitments, and duties that come with our state in life cause the nature of our vocation to be radically different than anyone else's. In the words of St. Paul, “Just as each of us has one body with many members, and these members do not all have the same function, so in Christ we who are many form one body, and each member belongs to all the others. We have different gifts, according to the grace given us" (Romans 12:4-6). Each one of us is called to perform an irreplaceable role in the Body of Christ that only we can perform, simply by the virtue of being ourselves in our own distinctive situation.

The Edith Stein Project seeks to promote a greater understanding of the intimately personal nature of men and women's vocations and how they can be understood and lived out concretely in our modern world. This understanding is crucial to those who, consciously or unconsciously, are grappling with vocational decisions as well as those who are striving to live out the vocations they have to some extent already discerned. Christ tells us that, "I came that they may have life, and have it abundantly (John 10:10)." It is our fervent hope that the conference will help each individual to meditate on and embrace his or her own unique vocation while coming to better understand of the vocations of others, in order to have the abundant life Christ promised us. We hope to contribute to each person's ability to respond to the high dignity of his or her vocation with the joy of faith and love.

We look to St. Edith Stein (Teresa Benedicta) for inspiration. A philosopher and convert who was martyred in Auschwitz in 1942, Edith Stein discussed questions concerning vocation, particularly the vocation of women, in her own philosophical work. This year, the Edith Stein Project will address the role of vocation, especially as it pertains to how we can act more fully in accord with our human dignity. In keeping with the founding mission of the conference, we will draw on the richness of Catholic teaching on authentic personhood and sexuality, including presentations on masculinity and femininity, marriage, lay vocation, the priesthood and religious life, the family, homosexuality, Pope John Paul II’s theology of the body, and student life.

We invite you to join in our discussion at the sixth annual Edith Stein Project, entitled Irreplaceable You: Vocation, Identity, and the Pursuit of Happiness. This year's conference will take place February 11-12, 2011, at McKenna Hall on the University of Notre Dame campus. We welcome suggestions for presentations. Please join us!

Suggestions for presentations are welcome and encouraged.

We hope that you can join us!


http://www.nd.edu/~idnd/edithstein/2011.html#essay

domingo, 19 de setembro de 2010

A pessoa humana no pensamento de Edith Stein

Gabriel Mauro da Silva Rosa

gabrielmdsr@yahoo.com.br

É uma grande alegria poder refletir um pouco sobre o pensamento antropológico filosófico de Santa Teresa Benedita da Cruz, mais conhecida no meio acadêmico como Edith Stein, ela, que é modelo para os intelectuais do mundo inteiro, que vivem uma busca constante da VERDADE, que para nós é o CRISTO, caminho e vida. Edith Stein também é um modelo para os religiosos e educadores. E para entendermos a riqueza de seu pensamento antropológico filosófico, é necessário fazer um breve percurso por sua vida pessoal, assinalando os pontos que contribuíram na sua experiência antropológica. Comecemos desde seus primeiros passos.

Stein provém de uma família judia profundamente religiosa. A mãe, Sra. Auguste, é um espelho de virtudes. Com a morte do esposo, Sr. Siengfreld Stein, ela assume o comércio de madeira, ofício que era exercido pelo falecido marido. Com isso, Edith vê que uma mulher também pode ter uma profissão (levemos em conta o período em que Edith viveu sécs. XIX e XX, épocas em que a mulher tinha poucos direitos, como o de votar e o de trabalhar). A filósofa também passa por várias crises pessoais, inclusive em relação à fé, declarando-se ateia até os vinte e um anos de idade.

A família teve um papel muito importante na sua formação. Aprendeu com a mãe e com os irmãos mais velhos, várias virtudes. Isso influenciará na sua educação e no seu caráter, visto que mais tarde trabalhará como professora, no colégio das Dominicanas, em Espira. Sua personalidade é moldada na FAMÍLIA (vejamos como é importante o papel da família na sociedade e na formação de nosso caráter). Aos 15 anos abandona os estudos, pois segundo ela, eles não lhe oferecem as respostas que tanto busca. Não a está ensinando viver. Ela pergunta a si mesma: Que sentido tem ir à escola? Em suma, o período da adolescência é marcado por crises interiores.

Stein vive uma busca incessante da VERDADE, e por isso, retorna a escola.

Em 1910 ingressa na chamada Universidade de Breslau. Edith impressiona por sua grandeza intelectual e sua rara inteligência (quem lê seus escritos sente a vivacidade de sua sabedoria e de seu caráter). Vive com intensidade: luta pelos direitos da mulher e opta pelas questões políticas. Mais tarde, abandona o curso de psicologia, pois no fundo, ela partia da concepção da pessoa sem alma. Para Edith, o curso ainda estava “nas fraldas”. Ela não podia aceitar essa visão reducionista do ente humano, já que ela tem um carinho muito especial por esta parte da estrutura humana. Por sorte, a filósofa encontra citações das “Pesquisas Lógicas” de Edmund Husserl, pai da fenomenologia. Atraída por ele e por esta famosa corrente, transfere-se para a Universidade de Gottingen, onde se encontra o chamado Círculo de Gottingen, constituído pelo mestre Husserl e seus discípulos: Adolf Reinach, Max Scheler, Alexandre Pfander, Hedwig Conrad-Martius, Jean Hering, Heidegger e vários outros discípulos. Stein apaixona-se pela chamada Einfuhlung (empatia) que Husserl emprega no curso “Natureza e espírito”.

Faz sua tese de doutorado sobre a empatia, conquistando nota máxima. Esta será importante na constituição de suas reflexões, desde fenomenóloga até intelectual cristã. Não podemos deixar de citar que Edith trabalhou como enfermeira, que mais do que na Universidade, a levou a ter uma experiência pessoal do verdadeiro valor da pessoa humana. Também não podemos deixar de assinalar que o período em que viveu a judia-cristã, é o período marcado pela primeira guerra mundial. A humanidade não conhece o valor da pessoa humana e por isso faz guerra! Se ela conhecesse o que realmente é o homem, talvez respeitasse melhor sua dignidade. Isso acelera ainda mais a busca de Edith pela VERDADE.

Edith, que se declarou ateia até os vinte e um anos, teve várias experiências religiosas e aos poucos foi se convertendo. Numa noite (etapa decisiva de sua conversão), visitando a biblioteca de sua amiga (e com o batismo se torna sua madrinha), Conrad-Martius, encontra o livro de santa Teresa de Ávila, tão divulgada entre os fenomenólogos por sua grande capacidade de relatar vivências interiores. Leu o livro à noite toda e ao terminar de lê-lo exclamou: Eis a VERDADE! Esta verdade tinha uma face e um nome: JESUS CRISTO! A exemplo de Edith Stein pode-se afirmar que nos dias de hoje o ateísmo também é bastante atual, visto que vivemos em mundo vazio da transcendência, levando muitas pessoas à falta de fé, por vivermos em uma sociedade materialista, onde a espiritualidade, a vida ascética e a busca constante de Deus têm sido banaliza. O ter invade o ser, impedindo o ente humano de ser, de viver, de refletir, levando-o à alienação ao tocável.

Edith se converteu ao cristianismo e como era muito inteligente colocou seus dotes intelectuais a serviço da Igreja, tendo muita influência entre os intelectuais cristãos de sua época. Mais tarde se tornou uma monja carmelita adotando o nome de Theresia Benedicta a Cruce, expressão que traduzida do latim para a nossa língua significa, Teresa abençoada pela cruz. Morreu junto com sua irmã Rosa no dia nove de agosto de 1942, vítimas do nazismo. No dia onze de outubro de 1998 o Papa João Paulo II, por ocasião de sua visita à Alemanha, a proclamou santa, padroeira da Europa. Celebra-se seu dia em nove de agosto.

Como se viu, Stein recebeu sua formação intelectual na escola fenomenológica. Ela “sempre reconheceu esta dependência intelectual do mestre, mas isso não significa que ela não tenha uma originalidade própria, mas que a abordagem é justamente aquela da escola fenomenológica de Husserl” (BELLO). Mais do que uma corrente, a fenomenologia é uma escola, devido à amizade que havia entre os seus membros. Fenomenologia vem de “fenômeno” (aquilo que se manifesta a nós, seres humanos, patente imediatamente na consciência) e “logia” (do grego “Logos” que significa pensamento, discurso, reflexão acerca de... ‘algo’). “A fenomenologia que usamos é, na verdade, uma filosofia, uma postura filosófica, e para fazer isso, utilizamos da ajuda de E. Stein particularmente” (BELLO). Reunindo a palavra, podemos dizer que a fenomenologia é o discurso daquilo que se manifesta a nós, “partindo do mundo físico das coisas que podem se manifestar a nós, até todas as produções culturais do ser humano, e em particular um fenômeno muito importante que somos nós mesmos” (BELLO).

“O homem é uma manifestação para ele mesmo, e nós sabemos que Edmund Husserl havia falado de um paradoxo, isto é, que o ser humano é capaz de analisar a si mesmo, e, portanto ele é contemporaneamente sujeito e objeto da análise” (BELLO). Aqui não será possível descrever este método, que requer muito estudo e atenção, atentando com rigor nos seus aspectos. Para compreendê-lo é necessário seguir as obras de E. Husserl. A própria Edith nos ajuda a compreender muito deste método. Apenas destacamos que este, bem como o pensamento de Santo Tomás de Aquino, foi fundamental no pensamento antropológico da Stein. Também fazemos questão de enfatizar que “um dos pontos fundamentais desta escola é justamente a análise que o homem faz sobre ele mesmo, e essa análise busca ir à profundidade”, como que uma escavação fenomenológica, “para compreender como é que ele é feito” (BELLO).

Em nosso século XXI, a pessoa humana tem perdido cada vez mais o seu valor. Cada vez mais dominada pela técnica e pelos bens materiais, ela tem sido impulsionada pelo ter, se esquecendo de seu ser. O ter infelizmente tem tido predominância sobre o ser, e o homem se esquece de si mesmo, de buscar saber quem ele é. Alienado pelo trabalho, pelas tarefas do dia-a-dia e ainda pelos bens materiais, ele se esquece de tirar um tempo para si mesmo e refletir. No meio de tanta correria, parece que estamos no meio de máquinas, que infelizmente tem sido controlada por tantas coisas (pelo governo, pelo poder, pelas ideologias, etc.). Heidegger dizia que “o homem é o pastor do ser” e Gabriel Marcel, que “ser é mistério”. Sendo assim, no mundo, por ser o homem o pastor do ser, ele é um mistério, e por isso, por mais que investiguemos sobre o que seja o homem, nosso conhecimento permanecerá sempre limitado, pois ele é um ser que vela e se desvela (alethéia).

É com a finalidade de resgatar o valor do ser humano que recorremos à filósofa Edith Stein, com o objetivo de encontrarmos respostas sobre o que é o homem, mas sem a pretensão de esgotar todo o pensamento da referida filósofa, apenas assinalando alguns pontos do seu pensamento antropológico, com a finalidade de resgatar o valor e a dignidade da pessoa humana. Edith Stein, desde sua juventude, procurou buscar respostas sobre si mesma e sobre o outro humano. E conseguiu este intento através das análises que fez sobre o tema da empatia, que é uma experiência intersubjetiva que permite sentir o que o outro sente (calçar o sapato apertado do outro para sentir o quanto o calo de outrem dói), além de reconhecer o outro como um outro eu (um alter ego). Ela foi filósofa, conferencista, pesquisadora, professora, pregando muito sobre a dignidade da pessoa. Tudo o que envolvia o ente humano lhe chamava a atenção: a comunidade, o direito, a estrutura da pessoa humana, o ser finito em relação com o Ser eterno, enfim, tudo o que envolve a pessoa humana lhe atrai. Sua antropologia filosófica é uma costura que envolve fenomenologia, e, após sua conversão, a filosofia cristã (com base nos autores: Santo Tomás, Santo Agostinho, Duns Scoto e Pseudo-Dionisio) bem como a mística carmelita apoiada em Santa Teresa de Ávila e São João da Cruz. É uma maravilhosa filosofia cristã, tal como a filósofa o define.

Edith quer saber sempre mais sobre o homem, por isso deixa sempre em aberto em suas obras, várias questões com a finalidade de respondê-las. Assim, cada obra da filósofa visa responder as diversas questões que envolvem o ente humano. Por ter sido professora, Stein acreditava que o formador deveria ter uma base sólida de antropologia filosófica, integrada com a antropologia teológica. Acreditava que somente aquele que foi verdadeiramente formado deveria ser um formador. Seu pensamento a respeito do ente humano já aparece no seu primeiro trabalho “O problema da empatia”. Na extensa obra, “Ser finito e Ser eterno”, ela resume todo o seu pensamento.

A interioridade é um dos temas fortes de Edith. Para ela, o que explica o ente humano é sua interioridade, a sua espiritualidade como um ser chamado a transcender a si mesmo, na relação pessoal, aberta ao Absoluto de Deus. A criatura humana esclarece, a seu modo, o problema do ser. A essência do homem é ser pessoa. Por ser espiritual, tanto Stein quanto Husserl usam o termo PESSOA. A tradição aplica este termo ao homem, esta palavra que, em sua plenitude, convém somente a Deus. Pode-se aplica-la somente por analogia. Pessoa exige espiritualidade. E nela há um centro, no qual ela se pertence plenamente, podendo entrar e sair de si mesma. Cada ente humano encontra a si mesmo como um “eu”. Por ser pessoa, assim como o Criador (veremos que o homem é a imagem mais perfeita das Pessoas Divinas) ele é sagrado e tudo o que é humano tem um imenso valor, partindo deste núcleo original. Mas não podemos reduzi-lo somente a este núcleo, porém, é impossível prescindir dele. O homem “é” e “se faz”. Ele aspira à plenitude, está aberto a tudo o que é nobre, grande e belo, para aperfeiçoar-se progressivamente.

Dos temas da antropologia steiniana, o da diferenciação entre homem e mulher merece ser destacado. Na época de Stein, a formação das jovens estava submetida aos mesmos padrões dos homens, por isso, Edith insiste que tanto as funções biológicas como espirituais das mulheres, são diferentes das dos homens, propondo desta forma, projetos de reforma. A judia-cristã também resgata o valor da mulher, tão banalizada em sua época. Com a diferenciação dos sexos, Stein não quer reduzir o homem ou a mulher, mas resgatar a dignidade de pessoa presente em cada um. Na obra, “Mulher, sua missão segundo a natureza e a graça” nós encontramos suas exposições acerca deste assunto.

Na diferenciação dos sexos, a filosofia é chamada a perscrutar a essência, já a teologia diz quais são as funções masculinas ou femininas e as ciências positivas se ocupam em estabelecer os fatos naturais, como ocorre com a fisiologia e com a psicologia. Para fazer a diferenciação, a filósofa parte do conceito fenomenológico “hyle”, que significa matéria. Partindo deste conceito, a discípula de Husserl encontra no homem e na mulher um feixe de diferenças, tanto nos aspectos anatômicos, quanto nos aparelhos biológicos. E por um instante a filósofa deixa a fenomenologia e acrescenta a máxima tomista: anima forma corporis. E ainda, avançando nas suas pesquisas, ela descobre o chamado ethos, que é uma atitude de alma, também chamado pelos escolásticos de hábito. Tanto o homem como a mulher possui ethos.

Eis suas características. A mulher visa o pessoal vivente e o todo. Velar, cuidar, conservar e alimentar é seu desejo natural, genuinamente maternal. O inanimado lhe interessa. Está a serviço do pessoal vivente, menos em si mesma. Ela é avessa a abstrações em qualquer sentido. A mulher tem como característica a disponibilidade em servir. Nela, se revela claramente a empatia, o que não significa que esta também se revele no homem. A mulher é aberta aos outros seres humanos e tem a capacidade de se colocar no lugar de seus outros semelhantes. Quanto ao homem, seu corpo e sua mente estão equipados para a luta e a conquista submetendo a terra e tornando-se seu senhor e rei. Ele se apropria dela pelo espírito, mas a adquire também como posse. Tem como objetivo transformar a terra em sua própria criação e ação formadora. O homem está voltado para as coisas do seu interesse. A luta, a exploração, a conquista, o domínio e a proteção são características da sua vocação natural. Em suma, o homem visa abraçar o todo.

Com estas características podemos perceber que a pessoa humana, bem como a humanidade, gira em torno da harmonia entre estes dois pólos: homem e mulher. Um não exclui o outro, mas se integram e se complementam. Com a máxima tomista, E. Stein conclui que o corpo e a alma da mulher foram formados para uma missão específica, destinada a ser a mãe de todos os viventes. Em relação à estrutura da pessoa humana, desde sua tese doutoral a jovem aluna de Husserl se encanta pela constituição do ser humano – corpo-vivo, alma e espírito, pois para que possa ocorrer a empatia, é preciso haver um indivíduo estruturado. Cada ser humano possui um corpo, porém um corpo animado onde reside a sua alma. O homem não possui plena liberdade sobre seu corpo, pois não pode sair dele para contemplá-lo sob diversos ângulos. Mas ele não se prende a observação externa, pois é constituído pela alma que dá vida a seu corpo.

Posso me separar de meu corpo pela imaginação, porém estarei sempre ali onde está o meu corpo. Stein concebe uma imagem muito positiva do corpo humano, diferentemente de muitos filósofos que o desprezam, como por exemplo, Platão. Para ela, o corpo é o que define a pessoa, é fonte de vida espiritual, ou seja, tudo que afeta a pessoa humana. O homem, porém, às vezes sente seu corpo como um “fundo escuro”, no sentido de que este o limita. Ele recebe essa dominação porque expressa o lado da experiência negativa. O homem reside no seu corpo como num domicílio inato tendo consciência do que se passa nele. Na sua integração harmônica, o corpo encontra-se no exterior.

Além do corpo, o ente humano possui uma alma, dividida em partes psíquica e espiritual. O aspecto psíquico está ligado às reações do mundo exterior. Se eu receber um susto, por exemplo, a parte psíquica irá reagir. Não sou eu quem escolhe ter susto, mas é algo que me acontece, que eu encontro. Já a parte espiritual é a parte em que eu escolho, reflito, tomo decisões. Diante do susto, por exemplo, eu posso tomar a decisão de me proteger. A alma é aberta e tende para o além. Edith demonstrou isso na sua tese doutoral sobre a einfuhlung. O espírito me permite colocar bondade ou maldade em meus atos. Na sua tríplice estrutura, o espírito encontra-se no alto.

Os entes humanos podem participar do reino da natureza, o que é típico somente dos animais, ou somente do reino do espírito, o que é próprio deste. Se eles decidem aniquilar seus semelhantes, não reconhecendo neles um “alter ego”, o que aconteceu no nazismo, por exemplo, no extermínio de uma grande massa de judeus e não arianos, eles se encontram somente no reino da natureza, mas quando há um acordo de paz entre os indivíduos de uma comunidade, eles estão no reino espiritual, o que é típico somente do ente humano. A pessoa humana pode seguir sua tendência instintiva, mas graças ao reino espiritual ele também pode superá-la. A vida moral não é algo que se acrescenta no homem, mas algo que o acompanha. O ente humano não é apenas corpo-vivo, alma ou espírito separadamente, mas juntas, estas partes constituem a pessoa humana. Ambas as partes estão interligadas umas às outras.

Como já se viu, por analogia, dizemos que o homem é PESSOA. No mundo, o ser finito é a imagem mais perfeita do Ser eterno. É um espelho trinitário. Na relação entre Pai e Filho, surge o Espírito Santo, que é Deus, saindo de si, suma expressão de espiritualidade. Ao mesmo tempo, é um ser plenamente livre, que se entregando continuamente não perde seu ser, sua essência. Observa-se, portanto, na Trindade, a íntima ligação entre as dimensões individual e relacional em sua plenitude. Três pessoas, porém um só Deus. Três pessoas com sua realidade individual, mas que não podem se separar de sua relacionalidade. Assim como as Pessoas Divinas, a pessoa humana é um ser espiritual, alguém que se realiza somente na transcendência. Edith demonstrou isso na sua tese doutoral sobre a empatia. O homem também conserva em seu ser a liberdade, que é condição, algo que o acompanha. É também um ser individual e relacional, alguém que têm uma identidade própria, o que se chama personalidade. O ser finito, não é uma realidade fechada, mas aberta. Seu ser espiritual lhe abre continuamente para o outro, fazendo com que com sua identidade ganhe sentido na relacionalidade, na comunidade. A individualidade não o encerra em si mesmo, mas o abre e faz com que adquira plenitude e sentido na relação.

Na concepção da filósofa, a imagem da Trindade está presente em toda a criação, porém no ser humano a vê mais intensa, principalmente nos processos dinâmicos. Entretanto, é importante afirmar que o ser finito não é totalmente semelhante ao Ser eterno, senão ocorreria o que chamamos de panteísmo (tudo é Deus). Na concepção de E. Stein, a criatura é nada menos do que uma “imagem parcial”, um “raio quebrado”. Deus, o Eterno, o Incriado e o Infinito não poderia criar nada absolutamente semelhante a si mesmo, posto que não há um segundo Eterno, Incriado e Infinito.

Durante a sua vida, a essencialista procurou aprofundar no tema da estrutura da pessoa humana, pois para que pudesse oferecer uma boa formação às suas alunas, ela não poderia ficar na superfície do ente humano, mas ancorar-se nas suas profundezas, à procura da essência. Nesta perspectiva, a filósofa procura aprofundar no tema da constituição do indivíduo psicofísico. Utilizamos a sua obra “A estrutura da Pessoa Humana” bem como a obra “Ser finito e Ser eterno. Ensaio de uma ascensão ao sentido do ser.” Para Edith Stein e todos os fenomenólogos o homem é corporeidade e ele pode sentir isso através da sensação. Somos corpo vivo. Para isso Husserl e Stein fazem uma diferenciação rigorosa do nosso corpo. Eles chamam de “korper”, o nosso corpo material, sem vida (um cadáver, por exemplo). Nós não somos pura materialidade, pois possuímos a vida e este é o fenômeno que mais chama a atenção do ente humano, pois ele sente em si este viver. Para designar nosso corpo como corpo vivo, os dois fenomenólogos utilizam o termo alemão “leib” que significa exatamente corpo vivo.

O corpo é o que nos torna visíveis, e segundo Edith, na sua tese sobre a empatia, é o que nos permite ter um contato com a vida interior da pessoa (quando ela chora, por exemplo, sei que ela está passando por um sentimento de tristeza). O corpo é o que nos torna visíveis. No corpo vivo reside a alma, que é o lugar dos sentimentos, da vontade, das tomadas de decisões. Através do corpo, nós também podemos ter várias percepções, que para o pai da fenomenologia é a porta de entrada para adentrar na pessoa, a fim de compreender como ela é feita. Em suma, não somos somente korper, mas leib. Partindo da fenomenologia, suspendendo os nossos preconceitos e colhendo aquilo que primeiro salta aos nossos olhos, vemos que a pessoa é uma coisa material, carregando consigo diversas características como, forma, cor, altura, peso, etc.

Quando encontramos uma pessoa desconhecida, ela nos chama a atenção pela sua cor, sua altura, sua forma. Portanto, pela sua constituição corporal o homem é uma coisa material. Mas Stein faz uma diferenciação muito importante. Se fossemos pura materialidade, estaríamos reduzidos a uma pedra, a uma mesa, enfim, pelo fato de ambas serem coisas materiais. Por isso, Edith afirma que o homem é korper (é matéria), mas é também leib, ou seja, um corpo animado. Na fenomenologia, o que é muito comum fazer comparações entre o mundo humano e o mundo animal, a filósofa faz várias comparações em suas análises. Quando estamos em relação com um outro humano, sentimos sua vida corpórea, psíquica e espiritual, e sabemos que ele é como nós (ocorre a empatia de forma completa). Mas quando estamos com um animal, sentimos nele a vida corpórea e psíquica, mas não captamos nele a parte espiritual, bem como sabemos que não se trata de um outro como nós (com o animal também ocorre a empatia, porém de forma limitada).

O “eu” está ligado ao ente humano e não é possível que ele se desvincule dele, a não ser através da vivência da fantasia e da recordação. Stein afirma que nós somos matérias, mas diferentemente das demais, nós não podemos ser partidos e depois unidos a outros pedaços, com a finalidade de formar uma massa homogênea. Edith utiliza a audição e a visão para colher características do corpo humano. Diferente das demais coisas materiais, o homem revela sons interiores, como por exemplo, quando está com fome. Ele tem movimentos próprios diferente dos objetos, que só se movem se empurrados pelo homem. Utilizando das reflexões do Aquinate, Edith não deixa de considerar que o corpo do homem é configurado pela forma interna. E partindo de Aristóteles podemos chamar esta forma interna de alma, entendida aqui como alma vital (“anima vegetativa”). O corpo humano é matéria formalizada (anima forma corporis). A forma é o que comunica existência ao nosso corpo. Sem a forma somos coisas mortas. Podemos designar o homem como um microcosmo (um pequenino mundo dentro do mundo), pois nele se reúnem a alma animal, vegetal e racional. Ele é também anjo, animal, planta, de forma unitária.

Agora vamos partir para a concepção de homem como organismo. Definição muito cara a Edith. O homem é um organismo, pois possui em si a alma, que o direciona a um processo de desenvolvimento. Durante seu crescimento, podemos verificar diversas atividades que servem de base para que a pessoa possa alcançar a maturidade do seu ser, como a alimentação, a respiração, etc. Mas há os estados mutáveis, como a doença, a saúde, a fraqueza, o vigor, que comprovam que há no homem uma ‘força vital’ presente no organismo influenciando nos processos dinâmicos da pessoa humana. A força vital é o que faz do ente humano um organismo e segundo Edith, quando nele não há essa força, ele passa a ser uma coisa material morta como qualquer outra coisa.

Para Stein há um núcleo no homem (corpo – alma – espírito). A alma do homem é especificamente distinta da alma dos seres vivos, por ser racional. Como sabemos, a alma da planta é classificada de alma vegetativa e a do animal sensitiva. O homem, assim como as plantas e os animais, também possui em seu ser a alma vegetativa e a alma sensitiva, porém de forma unitária. O ente humano é o que é devido sua alma racional. A alma da planta (anima vegetativa) é “forma corporis” e nada mais que isso. Nela falta a abertura interna e na concepção de Stein, a falta de consciência, bem como está desprendida de si mesma, dando um aspecto de inocência. A pessoa humana em relação à planta conserva em seu ser a posição vertical. È um triunfo sobre a matéria. Comparado a uma flor, o rosto humano é a mais perfeita revelação de si mesma. Para a filósofa e conferencista, não é uma imagem meramente poética quando se compara as crianças com as flores, pois elas nos dão mais do que o jovem e o adulto, um aspecto de pureza e inocência, certo desprendimento de si mesmas.

Edith era apaixonada pela alma humana. Definir o que seja a alma parece ser algo totalmente fora de nosso alcance, pois nós não podemos tocá-la, mas podemos senti-la em nós e no outro humano. Husserl e seus discípulos dividiram a alma em dois aspectos: a parte psíquica, chamada de “seele” e a parte espiritual denominada “geist”. A parte psíquica (seele) é a parte dos nossos instintos. Se por exemplo, eu escuto um barulho muito forte, terei uma reação de medo. Não sou eu que provoco ou escolho ter medo, mas como afirma Stein, eu o encontro. A parte espiritual, denominada “geist”, é a esfera que reflete, decide, toma decisões. Diante do forte barulho, no exemplo acima, eu posso tomar a decisão de me proteger, de me controlar, tendo uma reação espiritual.

Após a conversão de Stein, a alma ganhará um sentido especial. Ela define a alma, no exemplo de Teresa de Jesus, um espaço interior ou ainda um castelo interior, no qual o “eu” pode se mover livremente. Na obra “Ser finito e Ser eterno” há bonitas reflexões em torno desta parte do ser humano. Para Edith, a alma é um ser em evolução. Ela “é” e “se faz”. O homem tem a missão de plasmar a imagem de Deus em sua alma, por isso o homem deve aprofundar em sua vida íntima, com a finalidade de conhecer sua dimensão anímica. Por isso, no “Castelo Interior”, irá apresentar os caminhos de acesso à realidade íntima da alma.

Até aqui, considerou-se dois aspectos do ente humano: corpo e alma. Antes de refletirmos sobre a parte espiritual, é importante assinalar que o ente humano não é tripartido, mas unitário. Todas as partes estão unidas entre si. Diante de um barulho muito alto meu corpo irá reagir. Meus batimentos cardíacos irão acelerar. Constato aí o meu corpo-vivo. Ao mesmo tempo, eu também terei uma reação de medo. Esta é a parte psíquica. E diante deste barulho, eu tomo a decisão de me proteger, de me acalmar. Essa é a parte espiritual. Na sua tese sobre a einfuhlung, a judia-cristã aborda com claridade o tema do espírito. Este permite ao ente humano entrar em comunicação com seus outros semelhantes, amar, conhecer, transcender a si mesmo. O espírito é uma abertura para... (algo). Para Stein, o espírito é uma chama que se ascende saindo de um lugar tenebroso. Ainda no tema do espírito, Edith define o ser finito como um ser livre e espiritual.

E por ser pessoa, ele é diferente de todos os seres da natureza. Por ser pessoa, ele é espiritual, cuja espiritualidade se traduz em despertar e abertura. E só haverá pessoa se houver liberdade. Esta é um dever que o ser finito deve realizar em si mesmo. Mas mesmo sendo livre, sua liberdade será sempre limitada. As coisas não se impõem sobre a pessoa humana, mas a convida a penetrar na sua essência, a possuí-las, a ir a sua direção. Se o homem nega as coisas que estão ao seu redor, sua imagem de mundo permanecerá sempre pobre e fragmentaria, mas se ele vai ao encontro destas, dispondo de seus preconceitos, estas a ele se abrem, tendo a seu dispor sempre coisas novas.

Depois de ter refletido sobre o ser finito, não é incoerente falar sobre formação, pois já que conhecemos um pouco mais sobre nossa humanidade, na concepção de Edith o formador terá condições de oferecer uma boa formação àqueles que estão na etapa de desenvolvimento, que estão no processo da potência ao ato. Conhecendo melhor a pessoa, a sua estrutura – corpo-vivo, alma e espírito – saberemos das fragilidades que o sujeito da formação estará sujeito. Para santa Teresa Benedita, o formador é aquele que foi verdadeiramente formado. Seguindo as etapas da vida pessoal de nossa santa formadora, vimos que isso é verdadeiro, pois ela recebeu uma verdadeira formação, de sua mãe e de seus irmãos, em sua FAMÍLIA. Stein é um modelo para os educadores, e seguindo-a, tendo ela como exemplo, eles serão bons formadores.

No curso “A estrutura da pessoa humana”, a filósofa dá um salto da razão à fé, da filosofia a teologia. Para Edith há dimensões no ente humano que a racionalidade não consegue alcançar por si mesma, por isso precisará da ajuda da revelação. Por ser espiritual, o homem precisa ser considerado teologicamente. Todo finito remete a um infinito. Mas também nós não podemos esquecer que não podemos considerar somente uma parte do corpo humano, mas toda a sua estrutura. Na Grécia antiga, o corpo era demasiadamente valorizado. Vê-se isso nas esculturas, em que se dá muito valor à forma do corpo. Na nossa cultura hoje, a parte espiritual tem sido esquecida, sendo mais valorizada a parte psicofísica. A pessoa humana deve ser valorizada no seu todo, corpo-vivo, alma e espírito.

A partir das reflexões de E. Stein, podemos afirmar que a pessoa humana é o ser mais sublime da terra. E estuda-lo é uma aventura instigante e cheia de desafios. Mais do que coletar informações sobre o ente humano, o estudo de antropologia filosófica deve servir para um crescimento na vivência da nossa própria humanidade, bem como respeitar o outro humano na sua alteridade. E os estudiosos do pensamento steiniano são chamados a colocá-lo em prática e por meio da empatia, tema preferido da filósofa em questão, alcançar a solidariedade dentro da comunidade. Um indivíduo que passa por mim, pode me causar a vivência de simpatia ou antipatia, pode me atrair ou repelir, porém, como afirma a própria Stein em sua obra “Ser finito e Ser eterno”: “O meu próximo não é aquele que ‘amo’, mas todo ser que passa por mim.” Que Edith Stein possa nos ajudar a buscar sempre mais a verdade do ente humano, respeitando cada pessoa na sua individualidade.

Referências:

BELLO, Ângela Ales. A antropologia filosófica de Edith Stein e o mundo contemporâneo. Tradução de Jacinta Turolo Garcia. São Paulo: UNIFAI, 05 a 09 out. 2009. Palestra realizada por ocasião da semana de filosofia.

FERMIN, Francisco Javier Sancho. Curso de Espiritualidade sobre Edith Stein (Teresa Benedita da Cruz). Centro de Espiritualidade Teresiano de São Roque. São Paulo. 9 a 12 nov. 2008. 59 p.

JULEN, Urkiza. SANCHO, F. Javier. Obras Completas. In: Stein. E. Ser finito y Ser eterno: ensayo de uma ascensión al sentido del ser. Burgos: Monte Carmelo, 2007, v. 3, 1229 p.

STEIN, Edith. La estructura de la persona humana. Madrid: Biblioteca de autores cristianos. 2002. 201 p.

Obs. As partes que estão entre parênteses dentro do texto são da própria Ângela Ales Bello, no curso intitulado: Edith Stein e o acolher: o outro, o diferente, o estranho.