IV SIMPÓSIO INTERNACIONAL EDITH STEIN

terça-feira, 30 de novembro de 2010

FILOSOFIA E LITERATURA: A FORMAÇÃO DO PENSAR CRÍTICO SEGUNDO WALTER BENJAMIN

Autor: Francisco Kennedy Castro Cunha

Co-autor: Kátia Gardênia da Silva Coelho

E-mail : gardyinj@yahoo.com.br

Orientador(a): Dra. Cleudene Aragão;

Dra. Tereza de Castro Callado


Este trabalho apresenta a questão da formação do pensar crítico do discente universitário, ou seja, o futuro professor de literatura para a aplicação de uma língua estrangeira. Levanta-se a problemática sob a relevância dos textos literários como instrumento para o conhecimento de uma determinada LE. Vale ressaltar que tanto a literatura como a filosofia cumpre o papel na formação de leitores competentes, críticos e reflexivos do pensar. Entretanto, percebemos que quando se fala na questão de se trabalhar com textos literários a compreensão de uma nova língua, surge à dificuldade para perceberem o universo de saberes em que a literatura pode proporcionar ao aprendizado de LE. Com isso, vemos a relação entre filosofia e literatura como meio para a educação inovadora dos jovens universitários. Tendo como fundamento ao desenvolvimento de leitores livres para deixarem o espírito criativo construir um novo conhecimento em comunhão com a sociedade. Nesta perspectiva resolvemos tomar como referência o texto de Walter Benjamin A vida dos estudantes onde o filósofo faz uma crítica sobre a formação dos jovens na universidade. Segundo Benjamin há uma diferença entre o ensinar e o educar. Enquanto que a primeira procura formar o aluno apenas como receptor de conteúdos, sem proporcionar ao estudante a capacidade para criar seu próprio conhecimento, o educar propõe a relação professor – aluno em que ambos possam fazer uma troca de conhecimento e construir um novo olhar sobre a realidade. Então, percebemos a atualidade do pensamento de Benjamin para a formação do pensar crítico dos professores de língua estrangeira com o auxílio do olhar filosófico e literário, visto que ambos nos ajudam a fazermos uma leitura crítica da sociedade.

PALAVRAS- CHAVES: ESPÍRITO, EDUCAÇÃO, FILOSOFIA, LITERATURA

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Edith Stein e Neotomismo

Por Francisco Renaldo da Costa

Digno de ter em conta, para compreender o pensamento centro-europeu nas primeiras décadas do século presente, e o movimento neo-escolástico, forte e animado entre outros documentos por duas encíclicas: Aeterni Patris (1897) de Leão XIII e Pascendi (1907) de Pio X. Ambos documentos exortam a recorrer sobre tudo a Santo Tomas. Com ele se pretendia salvaguardar o pensar católico dos perigos do modernismo; sem parar, esta postura trará como conseqüência uma ruptura mais profunda entre cultura e Igreja. O ressurgir do neotomismo alcançou um forte florescimento em algumas nações centro-européias.

Estava atenta Edith Stein ao movimento neo-escolástico em sinal da Igreja católica segundo confissão própria, considera que sua posição principal há de ser a de servir de ponte entre os dois mundos: o mundo tomista e o pensar moderno. Um primeiro instante seria o estudo Husserls Phanomelogie Und die Philosopie des heiligenl Thomas von Aquino ( A fenomenologia de Husserl e a filosofia de Santo Tomas de Aquino), de 1929; um segundo é a tradução levada a frente do tratado De Veritate de Santo Tomas nos anos 1931 – 1932; o terceiro constituiria sua participação no Congresso Tomista de Juvisy, em 1932, em que se perseguia um aproximar-se da fenomenologia; o quarto é sua grande obra “Ser finito e Ser eterno”, escrita em 1936. A aproximação destas duas cosmovições não estava motivada exclusivamente por motivos de coincidência cronológica; pesam também semelhanças temáticas e influxos mútuos.

No debate sobre a existência ou não de uma filosofia cristã, reativada nos anos 30 de nosso século, Edith Stein defende pelo recurso a quantas fontes contribuem dados. Razão e Fé, longe de excluir-se, muito bem está chamadas a colaborar, são meios legítimos de conhecer humano. O princípio que adapta Edith Stein cai formulado da seguinte maneira: “O filosofo que não quer ser infiel a sua finalidade de compreender o ente até suas últimas causas, se vê obrigado a estender suas reflexões no campo da fé, mais além do que lhe é acessível naturalmente”[1]. Dito de outro modo: “Uma compreensão racional do mundo, é dizer, uma metafísica … só pode ser alcançada pela razão natural e sobrenatural conjuntamente”. O resultado desta colaboração seria o perfectum opus rationis[2].


[1] STEIN. Ser Finito…, op. cit., p. 40.

[2] Id., Ibid., p. 44.


http://blogfilosofiaevida.com/index.php/2010/11/28/edith-stein-e-neotomismo/


sábado, 13 de novembro de 2010

INFORME

Caros colegas,

Venho por meio desta informá-los que irei apresentar uma comunicação com o título A NEGAÇÃO DA VIDA EM EDITH STEIN NA PERSPECTIVA DE NIETZSCHE na Semana de Universidade UECE ( ITAPERI)
data:Dia: 23/11/2010
Local: G-3
Hora Inicial: 18:30

CORDIALMENTE,
KÁTIA GARDÊNIA

Resumo de comunicação

O Estado e Histórico em Edith Stein e Hegel

Autora: Kátia Gardênia da Silva Coelho

Mestranda em Filosofia UECE/Funcap

Email: gardyinj@yahoo.com.br

Orientadora: Dra Maria Celeste de Sousa - FCF

Co - orientador: Mestre Gilfranco Lucena dos Santos - UFRB

O presente trabalho tem como objetivo explicitar segundo o pensamento fenomenológico de Edith Stein sobre a questão do Estado enquanto portador do acontecer histórico como instrumento da moralidade e da liberdade. Para tal empreendimento a autora busca analisar o pensamento Hegeliano, visto que, o filósofo apresenta o desenvolvimento do espírito na história pelo qual o Estado contribui para que a liberdade seja concretizada enquanto união da vontade subjetiva com a vontade racional. Desta maneira, o conteúdo da história tem o Estado como portador para a realização da moral que certamente concebe a história ao processo do desenvolvimento do espírito. Stein concordará quanto à questão de o Estado ter sua origem de um processo espiritual, entretanto, distanciará do filósofo sobre a posição de um Estado absoluto, na medida em que, o valor de toda realidade espiritual do indivíduo perpassa pelo Estado. Poderíamos destacar uma possível aproximação entre ambos quanto à questão do conceito de soberania, para o qual a soberania é do Estado e não do povo como era sustentada por Rousseau. Conclui-se que Hegel escreve uma filosofia da história com a intenção de resolver o problema da efetivação da liberdade no mundo e a razão na história é justamente essa busca da ideia da liberdade que se realiza através do Estado, enquanto Edith Stein a luz do método fenomenológico busca investigar a estrutura ôntica do Estado, pois não estava preocupada em fundamentar um Estado ideal ou universal.

Palavras – Chaves: Estado, História, Liberdade e Soberania.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

COMUNICAÇÃO NO III COLÓQUIO HEQUELIANO

Comunico que irei apresentar no III COLÓQUIO DE ESTUDOS HEGELIANOS UMA COMUNICAÇÃO QUE SERÁ APRESENTADA ÀS 14:00 HORAS NO DIA 12-11-2010 NA SALA 35.

NO CENTRO DE HUMANIDADES NA RUA LUCIANO CARNEIRO BAIRRO DE FÁTIMA

CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA.

TÍTULO
O ESTADO E A HISTÓRIA EM EDITH STEIN E HEGEL
CORDIALMENTE,
KÁTIA GARDÊNIA