IV SIMPÓSIO INTERNACIONAL EDITH STEIN

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

NOVO FILME SOBRE EDITH STEIN PARA 2012

22/02/2011 10:54
Edith Stein ao cinema
por Francesco Vitale

Para marcar o 70o aniversário da morte de Edith Stein, será lançado nos cinemas no próximo ano, um filme sobre sua vida. A copatrona santa carmelita da Europa, passou do judaísmo para o ateísmo, a redescoberta de Deus em Auschwitz. Entrevista com o diretor de Hollywood Joshua Sinclair.


Um filme sobre a vida de Edith Stein, a ser lançado nos cinemas no próximo ano por ocasião do 70o aniversário da morte de Auschwitz do santo copatrona Europa. Depois que o de 1995, dirigido por Marta Mészáros, O sétimo quarto.
É o projeto que ele está trabalhando em um acidente de Hollywood como Joshua Sinclair, nome artístico de João Luís Loffredo. Neto por sua mãe Augusto De Angelis, o mistério da fama nos anos 30, eo filho de um presidente da ANSA, no período pós-guerra, Sinclair nasceu em Nova York em 1956, onde a família havia se mudado para o trabalho, mas manteve um pé na Itália.
Ela tem evoluído nos anos 80 para uma mudança de existência, se tornar um médico envolvido em projetos humanitários, também de voltar a Roma, na Universidade Gregoriana de estudar teologia comparativa, deixando o mundo da arte. Para o seu romance histórico "Shaka Zulu", publicado na Itália pela Mondadori, escrito depois de uma estada na África do Sul do apartheid, e da trilogia no cinema que se seguiu, ele foi premiado com um mérito pelo então primeiro-ministro Zulu governo e U. S. Senado.

Seu currículo vê como um extra "O Jardim dos Finzi Contini", de Vittorio De Sica 15. Quem introduziu a Cinecittà tão cedo?
"A irmã da minha avó materna era Judith Roux, proprietário de costureiros mais famosos do teatro em Roma, o SAFAS. Foi ela quem me trouxe no set durante as férias de verão, quando eu voltei para a Itália a partir de Nova York. Eu conheci De Sica, Visconti, Germi e eu comecei a fazer as primeiras coisas que eu muito jovem. Aos 20 anos eu era o produtor do filme "Just a Gigolo" e eu levei na cena pela última vez Marlene Dietrich. Então eu estudou medicina na Universidade Johns Hopkins, e me especializei em medicina tropical. Eu fui para a Índia, Mumbai, onde foi um dos mais importantes centros de medicina tropical. Não visitei o leproso, depois fui para Calcutá, onde me encontrei com a Madre Teresa e trabalhei com ela e suas irmãs. Eu escolhi a medicina tropical, porque eu queria ser como o Albert Schweitzer. Mas faltava-me a força para tomar uma decisão tão radical e deixar de viver em lugares tão difícil. Continuei a viajar bastante e de trabalho, entre outros, com os Médicos Sem Fronteiras. No ano passado eu tinha passado na Faixa de Gaza e no Haiti. "

Além de Marlene Dietrich, ela era um dos diretores do passado, para levar Patrick Swayze, antes de sua morte, no filme "Jump". Médico Fronteiras, diretor, escritor ... uma mistura curiosa.
"Eu escolhi a profissão médica para desempenhar um sem fins lucrativos. Eu sei que pode soar estranho, mas eu acho que é justo que uma relação entre médico e paciente quando você pagar. Eu faço a minha vida com filmes e livros. "



Conte-nos algo sobre este novo filme.
"Nós simplesmente chamar Edith. Este é um importante co-produção entre a Áustria ea Alemanha, o tiro está prevista entre maio e julho. Estamos completando o elenco, que será principalmente de jogadores europeus. Na América, o filme será lançado, provavelmente, pela Universal Pictures, estamos trabalhando em contratos. A música será uma grande surpresa, mas eu não posso antecipar nada ".

Onde é que esse interesse na forma da santa carmelita?
"Descobri há dois anos, por curiosidade. Depois de ter ouvido tanta coisa que eu comecei a ler seus escritos, daqueles da fenomenologia. E questionou a experiência de uma mulher que reconheceu a grandeza de Jesus sem repudiar suas origens. Uma mulher que caiu do judaísmo ao ateísmo para a redescoberta de Deus através de Jesus o seu judeu, ao invés de uma conversão, você pode definir uma progressão para uma consumação final. E não era nada, mas uma fuga dos males do seu tempo. Quando um judeu se tornou católico foi ainda mais odiado pelos nazistas, que eram profundamente pagã. Hitler foi proibir o ensino da religião nas escolas el'esibizione o crucifixo. E na vida de Edith Stein, também houve espaço para o amor humano, o único com Hans Lipps. A vida de uma mulher na rodada, curto, e um místico, um mártir que morreu em Auschwitz e do mundo judaico que a Igreja Católica ".

Ela se move em um caminho de diálogo. Você não acha que um filme como esse poderia ainda criar algum desconforto ou incômodo em alguns círculos judaicos?
"Pelo que eu já disse antes Eu acho que não. As personalidades do mundo judaico que estão em contacto saber sobre a seriedade com que ele lida com a questão. E eu pensei que a história era tão importante para se tornar um filme:. Um filme com apelo comercial, mas pode transmitir a profundidade desta figura "

Você ainda pode fazer o trabalho como "desafiador" para o público em geral?
"Certamente, hoje há um vazio espiritual no cinema comercial, se pensarmos que o sucesso de Frank Capra ou Milagre De Sica no Milan. Ele mergulha no best-seller do momento, como o livro Código Da Vinci "eo filme sobre os absurdos históricos e teológicos, sem a menor preocupação com o impacto que pode ter para milhões de pessoas. Questionando o valor de uma fé, uma igreja, para ridicularizar as pessoas devem ser respeitadas ... se nós, como os cineastas tinham mais respeito por estas coisas. Eu sei que Ron Howard, eu falei com ele sobre isso. Eu disse a ele: "Você é um grande cineasta, você não precisa de um livro para fazer um filme." Precisamos usar a película para trazer mais esperança e espiritualidade no mundo. - Eu também falará em março, em Viena, uma conferência "

traduzido pelo google tradutor
EXTRAIDO: http://www.edizioniocd.it/news.php?nid=1001

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

CÍRCULO DE PALESTRAS PÚBLICAS



AS PALESTRAS PÚBLICAS SERÃO NAS DATAS, LOCAIS E HORÁRIOS ABAIXO:

CENTRO DE HUMANIDADE DA UECE
As 09:00
Dia 18/03 Kant, Prof. Ms. Noé Martins de Sousa - UECE
Dia 01/04 Eric Weil,Prof. Dr. Evanildo Costeski - UFC

Av. Luciano Carneiro, 345 - Bairro de Fátima, Fortaleza - CE
Fone: (85) 3101.2033


FACULDADE CATÓLICA DE FORTALEZA
As 19:00
Dia 25/03 Hegel, Profª Dra. Marly Carvalho Soares - UECE
Dia 08/04 Lima Vaz, Profª Dra. Mª Celeste de Souza - FCF
Dia 15/04 Edith Stein, Profª Dra. Ursula A. Mathias - FCRS

Rua Tenente Benévolo, 201 – Centro, Fortaleza - CE
Fone: (85) 3219-9023


Promoção
GT Um olhar interdisciplinar sobre a subjetividade humana – UECE
Projetos de pesquisa:
Hegel – UECE, Eric Weil – UECE, Edith Stein – FCF e Lima Vaz – FCF

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

I Encontro Ludovicense de Fenomenologia Psicologia Fenomenológica e Filosofias da Existência



Dia: 20 de abril de 2011

18:00 às 19:30 – A Fenomenologia e a Psicologia Fenomenológica em Edmund Husserl e Edith Stein

Prof. Dr. Tommy Akira Goto (PUC-Minas)

Moderação: Prof.a. Cristianne Almeida Carvalho

Monitor: Acadêmico Victor Santos

maiores informações: https://sites.google.com/site/profjeanmarlos/

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Eliminar Deus da educação destrói círculo do saber


O Papa Bento XVI

Papa recebe participantes da plenária do dicastério para a Educação Católica
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - O Papa Bento XVI sublinhou hoje a importância da presença de Deus no contexto da educação, ao receber em audiência os participantes da Plenária da Congregação para a Educação Católica.

"O Beato John Henry Newman falava do ‘círculo do saber' para indicar que existe uma interdependência entre os diversos ramos do conhecimento", explicou, citando o cardeal inglês que foi recentemente beatificado, durante sua viagem à Grã-Bretanha, em setembro passado.

"Mas Deus e só Ele está relacionado com a totalidade do real e, consequentemente, eliminar Deus significa romper o círculo do saber."

Para Bento XVI, a educação e a formação são "um dos desafios mais urgentes que a Igreja e suas instituições estão chamadas a enfrentar".

"A tarefa educativa parece ter-se tornado cada vez mais árdua, porque, em uma cultura que muitas vezes faz do relativismo seu credo, falta a luz da verdade; em contraste, é considerado perigoso falar da verdade, infiltrando-se, assim, a dúvida sobre os valores básicos da existência pessoal e comunitária", reconheceu.

Por isso, "é importante o serviço que levam a cabo no mundo inteiro as numerosas instituições de ensino que se inspiram na visão cristã do homem e da realidade".

"Educar é um ato de amor, exercício da ‘caridade intelectual', que exige responsabilidade, dedicação, coerência de vida."

Portanto, disse ele, tanto as universidades como as escolas católicas, "com sua identidade específica e abertura à ‘totalidade' do ser humano, podem realizar um trabalho valioso para promover a unidade do saber, orientando estudantes e professores à Luz do mundo, à ‘luz verdadeira que ilumina todo homem'".

O Papa exortou os presentes à "coragem de proclamar o valor ‘amplo' da educação, para formar pessoas sólidas, capazes de colaborar com os outros e de dar sentido à própria vida", e a uma "fidelidade valente e inovadora, que saiba conjugar a consciência clara da própria identidade com a abertura à alteridade, pelas exigências do viver juntos nas sociedades multiculturais".

O Pontífice também falou sobre o ensino da religião, que, segundo ele, "contribui amplamente não só para o desenvolvimento integral do aluno, mas também para o conhecimento dos outros, para a compreensão e o respeito mútuos".
Fonte: http://www.zenit.org/

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A LIBERDADE NO MAIS PROFUNDO DO HOMEM.

EDITH STEIN: A LIBERDADE NO MAIS PROFUNDO DO HOMEM.

ELISÂNGELA MARIA DE JESUS *



Edith Stein de maneira consciente se incorpora a corrente fenomenológica , convencida que Husserl era o filósofo de seu tempo. É na fenomenologia que Edith se forma filósofa, identifica-se plenamente, configurando seu pensamento com o espírito fenomenológico.
A conversão ao catolicismo não supõe renúncia à fenomenologia, quando em 1936, redige sua obra filosófica: Ser finito e Ser eterno, da cela de carmelita, recorda que sua pátria filosófica é a escola de Husserl.
Na busca constante de Edith Stein em compreender o homem, situa em todas as suas obras o homem como ser livre. Na visão steiniana razão e liberdade são constitutivos da pessoa, assim pois a razão deverá agregar-se à liberdade.
O homem nasce para ser livre, porém seguramente o que mais opõe resistência a liberdade, é a própria natureza humana tão complexa. Edith Stein afirma que a pessoa é livre diante de tudo, pois determina sua vida diante de si mesmo. Reconhecendo aqui sua afirmação, o principal determinante para ser livre é o defrontar com seu próprio interior, pois é no mais profundo que está a liberdade para ser.
É do lugar mais inconstante, o eu, que o homem está mais próximo de se encontrar e tomar decisões que determinam a evolução do ser, onde as limitações e circunstâncias perdem o poder.
Edith Stein, caminha para o encontro do véu que encobre a verdade sobre o homem. Mulher judia convertida ao cristianismo, fala-nos de maneira maravilhosamente simples da síntese dramática do homem moderno.
A preferência pelo homem a coloca em sintonia com o existencialismo, o homem steiniano não está sem sentido sobre a terra; mas é a sua natureza, que coloca obstáculo ao sentido. A pessoa na visão de Edith Stein, possui potencial para alcançar a plenitude. Aqui vale ressaltar que para chegar a um estado de espírito pleno, o homem faz a travessia pela caverna dos sentidos, onde o cautério, as chagas, são abrandadas pelo toque suave da descoberta do místico, da arte, da liberdade no mais profundo do homem.
A caverna dos sentidos, na visão steiniana é o lugar onde emana o potencial para ser livre. E para Edith Stein compreender o homem como ser livre ultrapassa o conceito clássico: “rationalis natural”, a partir daí o princípio que adapta Edith Stein cai formulado da seguinte maneira: “o filósofo que não quer ser infiel a sua finalidade de compreender o ente até suas últimas causas, se vê obrigado a estender suas reflexões no campo da fé, mais além do que lhe é acessível naturalmente.”
Procurando compreender um pouco esta subjetividade steiniana, percebemos em correlação com as inquietudes existencialistas, que Edith Stein concebe a vida do homem como um projeto, algo inacabado, aperfeiçoamento, porém pertencente ao homem mesmo. A liberdade humana possui um potencial suficiente para conseguir fazer a passagem de um indivíduo para uma pessoa singular.
A liberdade para Edith Stein está no plano do auto-domínio e para essa liberdade acontecer o homem deve estar no seu “lugar”. Este lugar não supõe uma subjetividade infrutífera, mas situa-se no constante “devir” da existência humana.
Cabe aqui salientar que Edith Stein, não esmaga a razão, mas plenifica-a, no sentido de que a razão dirige-se sobre o mundo porque este é inteligível, está impregnado de racionalidade; e ainda que não estivesse, haveria de projetá-lo para fazê-lo compreensível.
Edith Stein defende o conceito amplo de racionalidade, tão amplo como são os múltiplos recursos cognitivos do homem, por isto ultrapassa a idéia clássica : O homem racional.
Esta visão steiniana do homem livre nos faz buscar no próprio caminho traçado por cada um, o sentido que nos faz livres, pois somos livres se consentimos isto.
Em um momento de sua vida, exclama Edith: “Eis a verdade”, ao ler a autobiografia de Santa Teresa de Ávila, entre um fim de tarde e o raiar do dia seguinte e após, pediu o batismo na Igreja Católica, deixando após anos de inquietação o judaísmo, religião em que fora introduzida quando criança.
Vemos Edith na academia, tendo como mestre Husserl, mantendo contato com grandes figuras como Heidegger, que a ajudou para que elaborasse sua tese: “Sobre o problema da Empatia”, em 1916 defende esta tese, torna-se doutora.
Em 1933 entra para o Carmelo de Colônia onde viveu uma vida simples de carmelita, com todas as abnegações pertinentes a clausura. Mais tarde é transferida para Echt, na Holanda onde em 1942, a Gestapo invade o carmelo e leva Edith para Auschwitz, aqui revela a liberdade para Edith, quando em silêncio caminha para o holocausto, nenhuma expressão é proferida: resta o silêncio.
Morre aos 09 de agosto, numa câmara de gás. Seu caminho constitui-se de escolhas que contribuem para uma apreciação sobre a liberdade do homem que pode ser compartilhada de forma simples e dramática ao mesmo tempo.
Em Edith Stein, não achamos respostas para o homem conseguir a liberdade, uma vez que estar livre é consentir estar. Não deriva do pensamento Steiniano a verdade plena do homem, mas a percepção do caminho, das escolhas, das decisões que são tomadas a partir do próprio homem diante de si mesmo. A resignação, o silêncio, pode ser ou não liberdade. A angústia da morte, neste caso o holocausto, permite ao silêncio, uma série de interpretações subjetivas a partir do nosso próprio conceito de liberdade.
E este conceito, nasce e morre a cada instante, pois somos senhores e escravos dos nossos atos, determinamos a vida diante de nós mesmos. Não cabe aqui concluir nada, pois o homem com toda sua limitação, não se opõe a gozar de liberdade, uma vez que esta é constitutiva de seu ser e legitimada pelo livre arbítrio.


BIBLIOGRAFIA:

GARCIA, J. T. Santa Edith Stein: da universidade aos altares. São Paulo, EDUSC,1998.
STEIN, Edith. Estrellas Amarillas. Madrid, Ed. Espiritualidad, 1973
STEIN, Edith. Ser finito y Ser Eterno. México, Fundo de Cultura Econômica, 1994.

* Pedagoga
Pós-graduada em Pedagogia Empresarial
e-mail: elisdejesus@hotmail.com
São João da Cruz em A Subida do Monte Carmelo
Ser finito e Ser eterno

Elisângela Maria de Jesus

Publicação: www.paralerepensar.com.br - 07/04/2006