IV SIMPÓSIO INTERNACIONAL EDITH STEIN

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Programas de Pós-graduações em filosofia que desenvolvem pesquisa em Edith Stein

Universidade Federal do Ceará
Mestrado
Profª Dra. Ursula Anne Matthias
E-mail: ursula_matthias@yahoo.com.br

Possui doutorado em Filosofia pela Universidade Pontifícia da Santa Cruz (1996). Atualmente é professora da UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ (CE), atuando principalmente nos seguintes temas: Introdução à Filosofia, Filosofia Medieval, Antropologa, Fenomenologia, Edith Stein, Metafísica, Ética, Filosofia da Natureza.









Prof. Dr. Silvestre GrzibowskiSala:
Linha de Pesquisa: Ética Normativa e Metaética
E-mail: silboski@yahoo.com.br

Na Filosofia com ênfase em História da Filosofia Contemporânea, Ética e fenomenologia, atuando sobretudo nas seguintes áreas: História, Subjetividade, Intersubjetidade, Ética, Alteridade, Fenomenologia, Religião e Ética da Libertação (latinoamericana) nos filósofos contemporâneos como Husserl, Levinas, Merleau-Ponty, Michel Henry, Heidegger, Edith Stein, Martin Buber, Enrique Dussel entre outros. É membro colaborador do CLAFEN (Círculo Latinoamericano de Fenomenologia).



Universidade Estadual do Ceará - UECE

MESTRADO

Profª Marly Carvalho Soares

Linhas de pesquisa
Ética Fundamental; Ética e Filosofia Social e Política; Ética e Direitos Humanos.

Para apresentar um projeto alternativo a essa subjetividade lançamos mão de um procedimento epistemológico inspirado na ciência considerada a mais apta a fornecer uma explicação global do homem a partir dos pensadores atuais que se destacam neste campo metafísico, antropológico e ético: Hegel, Éric Weil, lima Vaz e Edith Stein.

http://www.uece.br/cmaf/



Universidade Federal do Espirito Santo - UFES

MESTRADO

Prof. Edebrande Cavalieri

Temas: Fenomenologia da Religião, Hermenêutica da Religião, Fenomenologia do Sagrado.

Autores: Edmund Husserl, Edith Stein, E. Levinas, Martin Buber, Gadamer, Rudolph Otto, Kant e Hegel.

http://www.fil.ufes.br/content/mestrado-em-filosofia







Universidade Federal de São Paulo- UNIFESP

MESTRADO

Grupo de Pesquisa: O pensamento de Edith Stein

Docente responsável: Prof. Dr. Juvenal Savian Filho

Pesquisas em torno da recepção da fenomenologia husserliana na obra de Edith Stein, bem como das principais elaborações filosóficas desenvolvidas pela filósofa.

Coordenador: juvenal.savian@unifesp.br

http://humanas.unifesp.br/filosofia/grupos-de-pesquisa





Pontifícia Universidade Católica do Paraná- PUC/PR

Mestrado e Doutorado

O Silencio em Wittgenstein: o Estatuto da Mística

Responsável: Prof. Dr. Bortolo Valle

Resumo: Nucleada pelo conceito de inefável que se desprende do Tractatus Lógico Philosophicus de Wittgenstein, a pesquisa busca compreender os limites da razão na expressão do Ser. As variações do conceito são analisadas principalmente no que se refere às contribuições oportunizadas pelo pensamento de Simone Weil e Edith Stein.

Palavras-chave: Mística. Inefável. Wittgenstein. Simone Weil. Edith Stein.

http://www.pucpr.br/posgraduacao/filosofia/receptor.php?id=26348

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

XX Congresso de Filosofia, 27-28 fevereiro 2012


A identidade pessoal vista de uma perpectiva filosófica e da neurociência.

Termina amanhã um congresso na Pontifícia Universidade da Santa Cruz.


ROMA, segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 (ZENIT.org) – Uma reflexão interdisciplinar com estudiosos de renome internacional sobre temas da consciência e da identidade pessoal, como contribuição ao debate em curso entre a filosofia e a neurobiologia. Isto é o que caracteriza o XX Congresso de estudos da Faculdade de Filosofia da Universidade Pontifícia da Santa Cruz, prevista para hoje e amanhã, 27 e 28 de fevereiro.

A iniciativa parte da constatação de que os problemas da consciência e da identidade pessoal estão hoje entre as questões mais debatidas. Graças à contribuição da fenomenologia e da filosofia da mente - explicam os organizadores - a temática se estende a outros aspectos, tais como a "intencionalidade, a subjetividade em primeira pessoa, o inconsciente, a consciência do corpo e a relação com as outras mentes".

Assim, diante destes "novos horizontes", se faz necessária uma reflexão mais profunda "orientada ao discernimento e à integração dos diversos sentidos da consciência".

Ao Congresso participarão cerca de 100 membros, entre professores de ciência e de filosofia, estudiosos e profissionais interessados nas grandes questões da cultura científica, provenientes de 14 países.

Estão também previstas outras 40 comunicações divididas em várias áreas temáticas, que vão desde a história da filosofia, passando pela fenomenologia, a neurociência, a ética, a dimensão social e a inteligência artificial.

Entre os nove principais palestrantes: a professora Sarah Heinämaa (Universidade de Helsinki), que falará sobre "Uma visão fenomenológica da pessoa, das suas estruturas temporais e das suas dimensões corporais"; a professora Lucia Urbani Ulivi (Universidade Católica de Milão ), sobre "Questões filosóficas sobre a identidade pessoal. A contribuição das neurociências"; o Doutor Fabio Paglieri (Instituto de Ciências e Tecnologias Cognitivas de Roma), sobre a "Auto-consciência, força de vontade e ação deliberada a longo prazo."

Para o segundo dia se prevê a participação da professora Carmen Cavada (Universidade Autónoma de Madrid), sobre "Circuitos neurais envolvidos na consciência e na auto-consciência"; o prof. Fortunato Arecchi (Universidade de Florença e CNR), sobre "O papel das consciências em duas tarefas distintas: a apreensão e o juízo"; A professora Natalia López Moratalla (Universidade de Navarra) sobre "o tempo subjetivo: uma contribuição da neurociência para a questão da consciência e da identidade pessoal", e o prof. Ranulfo Romo (Universidade Autônoma do México), sobre "Percepção consciente dos estímulos sensoriais".

Da Santa Cruz está presente o professor Juan José Sanguineti, sobre "A consistência ontológica da consciência no pensamento clássico", e prof. Ariberto Acerbi, sobre "A abertura do espírito: consciência, vida, diálogo".

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Que viste no meu rosto?


O encontro entre Edith Stein e Etty Hilesum no campo holandês de Westerbork
Os olhares de duas mulheres extraordinárias cruzaram-se antes de enfrentar o inferno de AuschwitzPublicamos o prefácio ao livro Il volto. Principio di interiorità. Edith Stein, Etty Hillesum (Milano, Marietti, 96 páginas, 14 euros) de Cristiana Dobner Duas das intelectuais mais interessantes do século XX, duas mulheres extraordinárias, além do mais tendo em comum o facto de serem judias, deportadas e mortas em Auschwitz, Edith Stein e Etty Hillesum, encontraram-se pessoalmente.
Sabemos que este encontro teve lugar no campo holandês de Westerbork, precisamente antes da deportação para o campo de extermínio. Sabemos isto por uma breve anotação de Etty, que narra a chegada de duas freiras, «nascidas numa família judia, rica e culta, de Breslau», Edith e a irmã Rosa. Mas nunca saberemos o que disseram, nunca poderemos assistir à troca de olhares. Partilhamos, com Cristiana Dobner, a certeza que se tenham «reconhecido» pelos seus rostos, aqueles rostos que, escreve a autora, revelam «a singularidade e a individualidade concreta da pessoa».
Existem géneros literários que simulam encontros nunca realizados, em geral entre o autor e uma personagem que viveu noutros tempos, sem dúvida famoso. Chamam-se «entrevistas impossíveis» e gozaram de grande sorte. Ao contrário, o ensaio de Cristiana Dobner escolheu outro percurso, mais difícil e profundo: imaginar e descrever o que cada uma das duas mulheres viu no rosto da outra.
Sabendo que se trata de rostos que revelavam uma longa reflexão interior, rostos que eram espelho da interioridade, conscientes do significado das relações humanas, rostos que tinham escrito o vestígio de outros encontros que tinham vivido, densos de sentido.Precisamente repercorrendo o seu pensamento e os encontros importantes tidos, Cristiana Dobner procurou reconstruir o que o rosto de cada uma dissera à outra sem palavras, até só com um olhar. Um olhar que, sobretudo num momento tão dramático, sem dúvida era capaz de ler dentro, de captar o significado essencial daquele olhar-se recíproco.
O rosto de Edith é reconstruído através de um exame atento das poucas fotografias e sobretudo através das palavras de quantos se encontraram com ela, fielmente recordadas nos autos do processo de beatificação de que a autora dispõe. Uma fonte em geral ignorada, mas muito rica. Alguns destes encontros narrados realizam-se quando Edith está em clausura, portanto só um rosto velado por detrás da grade, e a sua alma se revela pela voz, pelas palavras. As palavras mais intensas sobre elas são as do amigo sacerdote Eric Pržywara, que descreve «o amor fiel e inabalável ao seu povo e (…) a força que emanava». Confirmando um estilo que, escreve Dobner, «vibra de força clássica, filosófica – na união entre a filosofia fenomenológica de Edmund Husserl, então dominante, e o pensamento de Tomás de Aquino – de força artística, preferindo Bach e Reger e a hinologia da Igreja».Também Etty, quando encontra Edith, transmite força. Nela a terrível angústia da espera do momento da deportação «inexplicavelmente se torna força de vida e não debilidade assustadora». O longo e doloroso percurso de Etty é menos intelectual que o de Edith, mais experiencial: o verdadeiro rosto da jovem judia holandesa sobressai graças ao encontro com um original psicanalista quirólogo, Julius Spier, que a conduzirá a um longo e doloroso caminho dentro de si mesma. Etty é guiada neste percurso por um fio condutor, as palavras que conheceu na Torah «Deus criou o homem à sua imagem», mas sabe que este fio é submetido a tensões contínuas. Em cadernos, cartas e diários, Etty narra minuciosamente esta sua viagem interior, esta descoberta do seu verdadeiro rosto. Precisamente porque conseguiu compreendê-lo, não leva para o campo retratos de pessoas queridas, sabe que os seus rostos são conservados nas paredes do seu eu interior, onde os encontrará sempre. A escolha do rosto como intermediário privilegiado de comunicação, por parte da Dobner, não é casual: a autora está consciente de que o tema do rosto se tornou «o novo e mais nobre discurso filosófico da modernidade», como explicou claramente Emmanuel Lévinas, grande filósofo judeu, que escreveu que o rosto, permitindo o encontro com o outro, abre à ideia de infinito.«Desta forma instaura-se – escreve Cristiana Dobner – uma relação na qual se procura o outro, mas o sentido profundo não é contido na própria relação mas reenvia mais além». E sem dúvida esta abertura ao infinito estava muito presente na mente e no coração das duas mulheres, quando se encontraram, ambas abertas à epifania do divino. Talvez o tenham encontrado juntas, mesmo se por poucos instantes, e o seu olhar recíproco foi um dom antes do inferno que estavam para enfrentar.
Lucetta Scaraffia
23 de Fevereiro de 2012

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O feminino e o mistério

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A contribuição de mulheres como Hildegard de Bingen, Marguerite Porete, Teresa de Ávila, Maria Madalena, Rabi’a al-’Adawiyya, entre outras, para uma compreensão mais profunda do que é a Mística é o tema de capa da última edição da revista do Instituto Humanitas Unisinos On-Line.