PEREGRINAÇÃO: NOS PASSOS DE EDITH STEIN

PEREGRINAÇÃO: NOS PASSOS DE EDITH STEIN

quarta-feira, 31 de março de 2010

RESUMOS DAS CONFERÊNCIAS DO I COLÓQUIO EM EDITH STEIN

A clínica psicológica refletida a partir de Edith Stein: humanologia

Prof Dr Andrés Eduardo Aguirre Antúnez

Universidade de São Paulo - Instituto de Psicologia

Departamento de Psicologia Clínica

antunez@usp.br

Os estudos sobre a estrutura da personalidade humana e empatia têm ampliado a compreensão do paciente cuidado em psicoterapia em minha prática clínica, no ensino e na pesquisa. Esses estudos me convidaram a uma desconstrução da terapia do psíquico. A partir de Edith Stein encontrei uma humanologia, que se revela mais próxima à realidade do vivido, que os estudos em psicologia e psicanálise. A pessoa humana compreendida em corpo, psique e espírito, amplia a psicologia. O estudo sobre empatia reposiciona o modo de estar com o outro na clínica. Anterior à simpatia e antipatia, a empatia é um modo de conhecimento do outro e de si a partir do que acontece na inter-subjetividade. O mundo contemporâneo nos mostra dificuldades que nós seres humanos temos que enfrentar e considero que qualquer tentativa de diagnosticar uma pessoa nos dirige a um reducionismo de toda a potencialidade que é inerente ao ser humano. A partir de Stein, o diagnóstico se volta à experiência vivida. Nesse sentido, todo e qualquer sintoma passa a ser mero coadjuvante diante da maior doença que afeta o homem, o preconceito. Edith Stein nos mostrou como é possível romper com os preconceitos de modo ético, a começar pela sua própria história, repleta de sofrimentos e aproximações entre o modo de ser judaico e o católico. A essência comum a esses distintos modos de ser se situa na humanidade. Pretendo com esta exposição refletir sobre as profundas contribuições de Stein para a psicologia clínica a partir do estudo do humano.

Palavras-chave: estrutura da personalidade, empatia, psicologia clínica.

MOSTEIRO STEINIANO DE SANTA CRUZ

1. Histórico

Fundado em 09 de agosto de 2006, a partir de uma experiência de cuidado com a “ex-istência” humana do psicólogo (e professor universitário) Dr. Everaldo Mendes (CRP – 03/03212) no “Instituto de Psicologia Fenomenológico-Existencial de Santa Cruz – IFESC”, iniciada em 2005, em Santaluz (Município com alto índice de suicídio), Diocese de Serrinha, Estado da Bahia (Brasil), o MOSTEIRO STEINIANO DE SANTA CRUZ, da “Congregação dos Irmãos Steinianos de Santa Cruz”, mosteiro sui iuris, isto é, que “além do próprio Moderador, não tem outro Superior maior nem está associado a algum instituto de religiosos, de tal modo que sobre esse mosteiro seu Superior tenha verdadeiro poder determinado pelas constituições, é confiado, de acordo com o direito, à vigilância especial do Bispo” (Cân. 615, CDC), tem como patrona a "judia, filósofa, carmelita, mártir, Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein, 1891-1942), que traz em sua intensa vida uma síntese dramática de nosso século (João Paulo II, 1º de maio de 1985).

2. Espiritualidade

Sob a ação do Espírito Santo, servir a Jesus Cristo, à Santa Madre Igreja, à pessoa humana; rezar pela santificação do mundo, a exemplo de Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein).

3. Dons (Carisma)

Educação, sendo que por Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) ser a patrona dos universitários, há uma presença marcante dos “Irmãos Steinianos de Santa Cruz” no ensino superior (institutos, faculdades, centros universitários, universidades); saúde (clínicas, hospitais, etc.); assistência social e religiosa.

4. Formação

4.1. Canônica: Postulado (de 06 a 12 meses), noviciado (12 meses), profissão simples (03 anos) e, por último, profissão perpétua.
4.2. Universitária: Graduação e Pós-Graduação (Lato e Stricto Sensu).

5. Vocações e Doações

Ir. Evero Mendes, C. Stein.
(Prior Geral)
E-mail: mosteirodesantacruz@yahoo.com.br.

sexta-feira, 19 de março de 2010

VISÃO PANORÂMICA DO COLÓQUIO.



A trilha sonora é do coro do Seminário Arquidiocesano São José - Fortaleza que muito nos honrou com sua presença.

ENTREVISTAS COM PARTICIPANTES DO COLÓQUIO.

O blog é um instrumento de divulgação eficaz do pensamento steniano?


Prof. Dra. Jacinta Turolo Garcia.


Qual a importância desse evento para o pensamento steiniano no Brasil?


Prof. doutorando Gilfranco Lucena da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.


Qual sua impressão acerca da conferência sobre a feminilidade em Edith Stein proferida pela Dra. Marli?


Josefa Alves, leiga consagrada.


Nos fale sobre a organização e sobre os temas tratados no evento.


Cynthia Leite , psicologa


Qual sua avaliação do I simpósio em Edith Stein promovido pela Faculdade Católica de Fortaleza?


Prof. Mes. Ir. Everaldo.

AULA INAUGURAL DA TURMA DE 2010 DA PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ


ALUNOS DO MESTRADO DA UECE E CONVIDADOS PARA AULA INAUGURAL.




APRESENTAÇÃO CURRICULAR DA CONFERÊNCISTA.






IR. JACINTA EM SUA AULA CUJO TEMA ERA: OS FUNDAMENTOS FILOSÓFICOS DAS CIÊNCIAS DO ESPIRITO.



AGRADECIMENTO POR PARTE DA COORDENAÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO A IR JACINTA.

quinta-feira, 18 de março de 2010

SALAS TEMÁTICAS

Comunicadores:
José Roberto Freire
Raimundo nonato da Silva Barbosa
Everaldo dos Santos Mendes
Prof. Ms. Maria Célia dos Santos
Prof. Mes. Kátia Gardênia Silva Coelho
Prof. Ms. Antônio Pedro de Oliveira




Comunicadores:
Marister Frota
Eleandro Fernandes
Francisco Josivan Guedes
Francisco José da Silva
Renato do Vale
Maria da Conceição Mota



Comunicadores:
Joaz Camejo de Andrade Júnior
Francisco Guido
Elkenson Silva Costa
Antonnio Marcos Alves
Sidney Mendonça
Marie Santos

Comunicadores:
Francisco Regimero Fonseca
José Jucyér Alves
Neuzivan Alves
Leonardo Ribeiro


sexta-feira, 12 de março de 2010

CONTAGEM REGRESSIVA

Faltam 4 dias para o nosso simpósio.

VOCÊ PODERÁ ACOMPANHAR OS PRINCÍPAIS MOMENTOS PELA EQUIPE DE MÍDIA DO GT AQUI NO BLOG, TRAREMOS FOTOS E MATERIAIS ATUALIZADOS.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

FELICITAÇÕES!


O GT EDITH STEIN DAR SE ALEGRA POR MAIS UMA GRANDE CONQUISTA, NOS FUI INFORMADO QUE A KÁTIA GARDENIA FOI APROVADA PARA O MESTRADO EM FILOSOFIA NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ - UECE.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

INSTALADA A FACULDADE CATÓLICA DE FORTALEZA

Com uma celebração eucarística presidida por dom José Antonio A. Tosi Marques, arcebispo de Fortaleza, foi instalada oficialmente, no Seminário da Prainha, com a junção do Icre e do Itep, a Faculdade Católica de Fortaleza,. A solenidade que contou com a presença de religiosos, acadêmicos e autoridades civis, como o vice-governador Francisco Pinheiro.
A criação da Faculdade Católica de Fortaleza aconteceu em agosto de 2009, por decreto de dom José Antonio e oferece as graduações em Teologia e Filosofia, com 80 vagas, cada uma. Afora essas graduações, os cursos de extensão e pós-graduações. Os alunos podem ser leigos e religiosos, católicos e cristãos das diversas igrejas. Ela conta hoje com 726 alunos.




Fonte: Blog da Sagrada Familia
Pastoral da Comunicação

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010


Inviamo di seguito la segnalazione del libro pubblicato dalla casa editrice Laterza. Ci auguriamo di aver fatto cosa gradita e Le inviamo cordiali saluti.
I curatori

A. Ales Bello - F. Alfieri - M. Shahid (edd.), Edith Stein - Hedwig Conrad-Martius. Fenomenologia Metafisica Scienze, Ed. Laterza, Bari 2010.

Il contributo che le due filosofe hanno dato alla ricerca fenomenologica si può evidenziare con lo scrupolo con il quale esse hanno applicato il metodo indicato da Husserl, consistente nel lasciar “parlare le cose” senza sovrapporre pregiudizi di sorta, per metterne in evidenza il senso. Lo scavo in questa direzione le ha condotte a penetrare sempre più profondamente nell’esame della realtà senza trascurare alcuna possibile apertura, ma cercando un filo conduttore unitario fra tutte le molteplici prospettive in cui la ricerca si è divisa, si può anche dire “frantumata”, nel pensiero occidentale. L’unità del sapere si coniuga in loro con la molteplicità dei punti di vista che sono lasciati vivere nella loro autonomia, ma non nella dispersione. Lo sguardo attento, intelligente e partecipe con il quale hanno osservato il reale è stato sempre guidato dalla consapevolezza di non poterlo mai esaurire nella descrizione e ciò le ha condotte, al di là di alcune differenze di impostazione esistenti tra loro, ad accettare la trascendenza della verità.
Accanto a singoli studiosi che si sono interessati alla Conrad-Martius l’Italia è l’unico paese in cui esiste un gruppo di ricerca intorno al suo pensiero. Una caratteristica interessante, che riguarda le nostre filosofe e in generale i circoli filosofici che si sono riuniti intorno a Husserl, consiste nella modalità di conduzione della ricerca, una ricerca non solo individuale, ma veramente comunitaria, come dovrebbe essere la ricerca di ciò che è vero. Edith Stein sottolineava, infatti, che ognuno può dare un contributo e chiarire un aspetto, perché la comprensione totale e ultima sfugge sempre alla ricerca umana. Il circolo fenomenologico si presenta, in tal modo, esemplare, indicando come dovrebbe procedere una ricerca in spirito di collaborazione, di amicizia e di condivisione dei risultati raggiunti. Certamente tutto ciò implica una forte tensione etica, oltre che notevoli capacità intellettuali.

(Dall’Introduzione)



sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Centro Loyola de Fé e Cultura

O Centro Loyola de Fé e Cultura / PUC-Rio promove no dia 20 de março de 2010 o mini-curso Edith Stein: antropologia e espiritualidade, com a Ir. Jacinta Turolo Garcia e com a Profª. Maria Lucia Gyrão.
Inscrições e informações pelo site: http://www.clfc.puc-rio.br/edith_stein_2010.html

Não percam!

sábado, 23 de janeiro de 2010

Material envido por nossa correspondente de Roma

Edith Stein o la sed de Verdad

Filósofa, universitaria y mujer a principios del siglo XX, son pistas que llevan a la idea de liberación femenina y libertad suprema. Sin embargo, ésta, la libertad en grande, Edith Stein la abrazó al decidir vivir en un convento de clausura y al aceptar su muerte causada por los nazis. ¿De qué libertad hablaba? ¿Cúal era su sed de Verdad?

Edith Stein (1891-1942), la menor de una familia de alemanes judíos, fue educada según un elevado código ético integrado por virtudes como la sinceridad, el trabajo, el sacrificio y la lealtad. En su magnífica autobiografía, que lleva por título Estrellas amarillas, nos cuenta que conocía la religión judía pero no creía en ella ni la practicaba, y que su búsqueda apasionada de la verdad le llevó a estudiar Filosofía en la Universidad de Gottingen, porque allí enseñaba Edmund Husserl, famoso por su obra Investigaciones lógicas. Husserl, que había abandonado las Matemáticas por la Filosofía, gozaba de un inmenso prestigio y desenmascaraba el cientifismo con palabras severas: «La ciencia no tiene nada que decir sobre la angustia de nuestra vida, pues excluye por principio las cuestiones más candentes para los hombres de nuestra desdichada época: las cuestiones del sentido o sinsentido de la existencia humana. » Edith participa activa y gozosamente en la vida universitaria. Esos años serán para ella una etapa de especial maduración:
Todas las pequeñas bonificaciones que nos proporcionaba nuestro carné de estudiantes -rebajas para el teatro, para conciertos y otros espectáculos- las veía yo como un cuidado amoroso del Estado para con sus hijos predilectos, y despertaban en mí el deseo de corresponder más tarde con agradecimiento a la sociedad y al Estado, mediante el ejercicio de mi profesión. Yo me indignaba por la indiferencia con que la mayoría de mis compañeros reaccionaban ante las cuestiones sociales. Algunos no hacían otra cosa en los primeros semestres que ir tras los placeres. A otros, sólo les preocupaba lo que necesitaban para pasar el examen y más tarde asegurarse el pesebre.

Entre los compañeros de Edith, se decía en broma que, mientras otras chicas soñaban con besos, ella soñaba con Husserl. Lo cierto es que, a través de las Investigaciones lógicas, se embarcó en la búsqueda incondicional de la verdad hasta llegar a ser ayudante de cátedra del maestro. Alrededor de Husserl se había formado un grupo de jóvenes bien dotados y tenaces en el estudio: Adolf Reinach, Max Scheler, Roman Ingarden, Hans Lipps, Dietrich van Hildebrand y algunos otros. Todos brindaron a Edith su amistad y dieron a esos años un sabor inolvidable:
¡Querida ciudad de Gottingen! Creo que sólo quien haya estudiado allí entre 1905 y 1914, en el corto tiempo de esplendor de la escuela fenomenológica, puede comprender lo que nos hace vibrar este nombre.

Edith se integró en el grupo gracias a la generosidad de Adolf Reinach, joven profesor de mente aguda y gran corazón. Reinach, ateo, se enfrentó al horror de la guerra en 1914, y la búsqueda de sentido le llevó a la fe cristiana.
Edith también se sintió fascinada por Max Scheler, converso igual que Reinach:
Tanto para mí como para otros muchos, la influencia de Scheler rebasó los límites del campo estricto de la Filosofía. No sé en que año llegó a la Iglesia Católica, pero ya por entonces se encontraba imbuido de ideas católicas y las propagaba con toda la brillantez y la fuerza de su palabra. Éste fue mi primer contacto con un mundo completamente desconocido para mí No me condujo todavía a la fe, pero me abrió a una esfera de fenómenos ante los que yo no podía estar ciega. No en vano nos habían inculcado que debíamos ver todas las cosas sin prejuicios ni anteojeras. Así cayeron los prejuicios racionalistas en los que me había educado sin darme cuenta, y el mundo de la fe apareció súbitamente ante mí. Personas con las que trataba a diario y a las que admiraba vivían en él. Tenían que ser, por lo menos, dignas de ser consideradas en seno.

Los prejuicios de Edith eran los prejuicios de todo racionalismo: la tendencia a pensar que sólo el conocimiento que significa un control exhaustivo de la realidad es digno de una persona culta. Esos prejuicios la encerraron durante años en un mundo estrecho, hasta que el trato con la escuela fenomenológica fue derribando las barreras. Un día, paseando con Pauline Reinach por la ciudad vieja de Francfoft y recordando lo que de ella cuenta Goethe, Edith confiesa que le esperaba una experiencia mucho más impresionante:
Entramos unos minutos en la catedral y, en medio de aquel silencio, entró una mujer con su bolsa del mercado y se arrodilló con profundo recogimiento para orar. Esto fue para mí algo totalmente nuevo. En las sinagogas y en las iglesias protestantes que yo conocía se iba sólo para los oficios religiosos. Aquí, en cambio, cualquiera en medio de su trabajo se acercaba a la iglesia vacía para un diálogo confidencial. Esto no lo he podido olvidar.

La primera guerra mundial hace saltar la paz en mil pedazos. Papini dirá que, en esos años, Europa será un infierno iluminado por la condescendencia del sol. Edith se enfrentará a esa nueva situación con energía y un gran sentido de la solidaridad:
Ahora mi vida no me pertenece, me dije a mí misma. Todas mis energías están al servicio del gran acontecimiento. Cuando termine la guerra, si es que vivo todavía, podré pensar de nuevo en mis asuntos personales. Supe que se preparaba un curso de enfermeras para estudiantes e inmediatamente me inscribí. A partir de ese momento fui a diario al Hospital de Todos los Santos. Asistía a clases sobre cirugía y epidemias de guerra y aprendí a hacer vendajes y a poner inyecciones. También hacía ese curso mi antigua compañera Toni Hamburger, y ambas competíamos por adquirir conocimientos. Como nuestro manual de enfermera no me satisfacía, en casa eché mano del atlas de anatomía de Eroa y sus gruesos manuales de Medicina. Iba frecuentemente a la clínica de ginecología a verlas y para hacer prácticas de asistencia a partos. Se alegraban mucho de mi interés por su especialidad. Tuvimos que declarar si nos poníamos a disposición de la Cruz Roja. Por parte de mi madre encontré una fuerte resistencia. Como sus argumentos no surtían efecto me dijo con toda su energía: «No irás con mi consentimiento.» A lo cual yo repuse abiertamente: «En ese caso tendré que ir sin tu consentimiento.» Mis hermanas asintieron a mi dura respuesta. Mi madre estaba acostumbrada a una resistencia semejante. Amo o Rosa le habían dirigido a menudo palabras mucho peores, pero en momentos de excitación en los que estaban fuera de sí, y que se olvidaban inmediatamente. En este caso la situación era peor.

Adolf Reinach muere en el frente de batalla. Edith viaja a Friburgo para asistir al funeral y consolar a la viuda. La entereza de su amiga Ana, su confianza serena en que su marido estaba gozando de la paz y la luz de Dios reveló a Edith el poder de Cristo sobre la muerte. Hubiera sido comprensible la rebelión de Ana ante la desgracia que destruía su vida, y Edith hubiera considerado normal encontrada abatida o crispada. Pero se encontró con algo totalmente inesperado: una paz que sólo podía tener un origen muy superior a todo lo humano:
Allí encontré por primera vez la Cruz y el poder divino que comunica a los que la llevan. Fue mi primer vislumbre de la Iglesia, nacida de la Pasión redentora de Cristo, de su victoria sobre la mordedura de la muerte. En esos momentos mi incredulidad se derrumbó, y el judaísmo palideció ante la aurora de Cristo: Cristo en el misterio de la Cruz.

Esta luz se acrecentó de forma decisiva en la casa de campo de unos amigos. Pasaba Edith unos días de vacaciones. Una noche tomó de la biblioteca un libro al azar, que resultó ser La vida de santa Teresa, su célebre autobiografía:
Empecé a leer y fui cautivada inmediatamente, sin poder dejar de leer hasta el fin. Cuando cerré el libro, me dije: «¡Esto es la verdad!»

El 1 de enero de 1922 Edith sintió que, con el bautismo, renacía a una vida que la colmaba de gozo. Dejó la universidad y trabajó en el Instituto Pedagógico de Münster hasta su destitución, en 1933, por el régimen nacionalsocialista. Un año más tarde profesó como carmelita descalza. En 1938, ante el antisemitismo nazi, sus hermanas del Carmelo de Colonia entienden que es prudente que salga de Alemania y se traslade al convento de Echt, en Holanda. Allí fue hecha prisionera en 1942. El 9 de agosto de ese mismo año entregó su alma al Señor en las cámaras de gas del campo de concentración de Auschwitz. Muchos se han preguntado, empezando por el mismo Husserl, qué pudo hallar Edith Stein en la vida de Teresa de Ávila para decidirse a dar el salto hacia la fe. La respuesta que propone el profesor López Quintás, en su ensayo Cuatro filósofos en busca de Dios, son unas palabras que Edith Stein publicó el mismo año de su conversión en un trabajo de psicología:
Hay un estado de descanso en Dios en el que, haciendo del porvenir asunto de la voluntad divina, se abandona uno enteramente a su destino. He experimentado ese estado hace poco, como consecuencia de una experiencia que, sobrepasando todas mis fuerzas, consumió totalmente mis energías espirituales y me sustrajo a toda posibilidad de acción. No es la detención de la actividad que sigue a la falta de impulso vital. El descanso en Dios es algo completamente nuevo e irreductible. Antes era el silencio de la muerte. Ahora es un sentimiento de íntima seguridad, de liberación de todo lo que la acción entraña de doloroso, de obligación y de responsabilidad. Cuando me abandono a este sentimiento, me invade una vida nueva que, poco a poco, comienza a colmarme y -sin ninguna presión por parte de mi voluntad- a impulsarme hacia nuevas realizaciones. Este flujo vital me parece ascender de una Actividad y de una Fuerza que no me pertenecen, pero que llegan a hacerse activas en mí. La única suposición previa necesaria para un tal renacimiento espiritual parece ser esta capacidad pasiva de recepción que está en el fondo de la estructura de la persona.

Tomado de "Dios y los náufragos", de J. R. Ayllón (ed. Belacqua 2002).


extraido: http://www.elsentidobuscaalhombre.com

sábado, 16 de janeiro de 2010

COLOQUIO DEL COLEGIO DE BERNARDINS DE PARÍS



Edith Stein y la alegría de vivir

Communicationes

PARÍS (28-12-2009).- Los carmelitas Didier-Marie Golay, del Carmelo de Avon, y Christofer Betschart, de la Universidad de Friburgo, participaron el pasado 5 de diciembre en el Coloquio organizado en París por el Colegio de Bernardins en torno a la figura intelectual y espiritual de Edith Stein y el tema de la alegría.

“Edith Stein: La alegría de vivir” puso título a este evento en el que se discutió acerca del lugar que ocupa la alegría en la vida, más allá de las situaciones concretas y de un mero sentimiento. La experiencia que la santa carmelita traslada es la de una alegría interior, que se gana y se construye. Una alegría que se da incluso en medio de los momentos más oscuros y difíciles de la vida, y que la propia filósofa vivió a pesar de haber sido víctima de la persecución antisemita.

Alrededor de 150 personas abarrotaron el salón de actos del centro Bernardins de París, el mismo lugar donde el papa Benedicto XVI se dirigió a los intelectuales franceses en su visita a París, en septiembre de 2008.

Fonte: http://www.carmelitaniscalzi.com/vercommunicationes.php?Id=2214

www.carmelitasdescalzos.com

sábado, 2 de janeiro de 2010

EPIFANIA (Edith Stein)





“Os Magos tem também para nós um sig­nificado especial. Mesmo que já pertençamos à Igreja visível, percebemos muitas vezes a necessidade in­terior de superar os limites das concepções e costumes herdados. Conhecíamos a Deus, porém sentíamos que Ele queria ser bus­cado e encontrado de uma maneira nova. Por isso buscamos uma estrela que nos indique um caminho reto. Esta estrela manifestou-se na graça de nossa vocação. Nós a seguimos e no final do caminho encontramos o Menino divino. Ele estendeu suas mãos para receber nossos dons e esperava de nós o ouro de um coração libertado dos bens terrenos, a mirra da renúncia à felicidade deste mundo, para receber em troca a par­te da vida e dos sofrimentos de Cristo, e finalmente, o incenso de uma vontade com altas aspirações, que se entrega totalmente, para submeter-se à vontade divina. Em troca destes dons, o Menino divino entrega-nos sua própria vida.

Este admirável intercâmbio não foi sem dúvida o único. Ele plenifica nossa vida inteira. Depois da hora solene da nossa entrega nupcial, seguiu-se o afazer cotidiano da vida religiosa. Tivemos que «voltar ao nosso país de origem», mas «por outro caminho», conduzidos pela luz nova que havia iluminado aquela hora solene. Esta luz nova exige também que busquemos com novos olhos. «Deus se deixa buscar», disse Santo Agustinho, «para deixar-se encontrar. E Ele se deixa encontrar para que possamos buscá-lo novamente». Depois de cada hora marcada pela graça, temos a impressão de que começamos a compreender nossa vocação. Por isso, o fato de renovar cada ano nossos votos responde a uma profunda necessidade interior e tem especial importância que o façamos no dia da festa dos três Reis Magos, cuja peregri­nação, e adoração ao Menino é um modelo para nossa própria vida. O Menino divino responde a cada uma das renovações de nossos votos, feitas com sinceridade de coração, com uma renovada aceitação de nossa vida numa íntima comuni­cação interior. Esta aceitação representa, por sua parte, uma nova e silenciosa ação da graça em nossa alma. Quem sabe expressa-se inclusive, numa «epifania», numa revelação da obra de Deus em nossa conduta exterior e em nossas ações, que até possam ser percebidas à nossa volta. Mas pode ser também que produza frutos que permaneçam ocultos aos outros, dos quais brotam fontes misteriosas de vida.

Vivemos hoje numa época que necessita urgente­mente de uma renovação a partir das fontes escon­didas das almas intimamente unidas a Deus. Há muita gente que tem suas últimas espe­ranças postas nestas fontes da salvação. Esta é uma admoestação muito séria: de cada um de nós se exige uma entrega total ao Senhor que nos chamou, para que possa ser renovada a face da terra. Numa total confiança devemos abandonar nossa alma às inspirações do Espírito Santo. Não é necessário que experimentemos a «epifania» de nossa vida, e sim que temos que viver na certeza da fé de que, o que o Espírito de Deus faz de forma es­condida em nós, produz seus frutos no reino celestial. Nós os veremos na eter­nidade.

Desta maneira queremos apresentar ao Senhor nossas oferendas e as depositamos nas mãos de sua Mãe. Este primeiro sábado foi consagrado especialmente ao seu nome e nada pode significar para seu coração uma alegria maior que a entrega cada vez mais profunda de nosso coração ao co­ração de Deus. Além disso, ela intercederá ante o Menino no presépio, para que tenhamos santos sa­cerdotes e para que suas obras sejam plenas de bênçãos. Esta é a petição que este sábado sacer­dotal exige de nós e que a Mãe de Deus colocou em nosso coração como elemento essencial de nossa vocação carmelitana.”

(Trecho de Edith Stein, Epifania. Escrito provavelmente a 6 de janeiro de 1940. Trad. Fr. Alzinir).