PEREGRINAÇÃO: NOS PASSOS DE EDITH STEIN

PEREGRINAÇÃO: NOS PASSOS DE EDITH STEIN
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Exemplo de vida de Santa Edith Stein -...



Hoje, festa de Santa Edith Stein, estou rezando por você , por sua família, sua missão ! Juntos rezemos pela Paz do mundo, pela unidade dos cristãos,pelas grandes intenções da Igreja. Há 70 anos, abraçando a cruz , EDITH STEIN chegava à VERDADEIRA VIDA! Que seu exemplo nos fortaleça.
Vale a pena rever a entrevista de Angela na CN . Um grande abraço, Ir Jacinta

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Dia litúrgico de Edith Stein.


"Quem busca a VERDADE busca DEUS ,mesmo que não saiba!" EDITH STEIN‏

Hoje, festa de SANTA EDITH STEIN , rezemos e cantemos com ela."
"NELA A SÍNTESE DE NOSSO SÉCULO...ACIMA DE TUDO ...SÍNTESE DA VERDADE SOBRE O SER HUMANO" (JOÃO PAULO II ) .
No Coração de Jesus , um grande abraço! Ir Jacinta


quinta-feira, 12 de maio de 2011

V Convegno Internazionale di Fenomenologia

Il Centro Italiano di Ricerche Fenomenologiche con sede a Roma, affiliato a The World Phenomenology Institute (USA), presieduto dalla Prof.ssa Angela Ales Bello, è lieto di invitarLa al “V Convegno Internazionale di Fenomenologia” dal titolo: “Edmund Husserl – Edith Stein. Fenomenologia Antropologia Religione”, che si terrà il 26-27 maggio 2011 presso l’Aula Magna “Aldo Cossu” dell’Università degli Studi di Bari.


link para o cartaz



Il convegno è dedicato a due pensatori tedeschi del Novecento: ad Edmund Husserl, fondatore della filosofia fenomenologica, e alla sua discepola Edith Stein. Le tematiche prese in considerazione riguardano, in primo luogo, l’approfondimento della stessa fenomenologia, così come è stata proposta da Husserl, in secondo luogo, il loro sviluppo nelle indagini di Edith Stein, in terzo luogo il confronto critico fra i due pensatori rispetto alla questione antropologica e alla religione. La posizione di Edith Stein si presenta con una sua peculiarità nel panorama filosofico contemporaneo, perché ella ha rivisitato in modo personale e teoreticamente molto approfondito il pensiero antico e, in particolare, quello medievale, procedendo ad una originale sintesi con la fenomenologia contemporanea che ha mutuato dal suo maestro Husserl.

Il Convegno promosso dal Centro Italiano di Ricerche Fenomenologiche, in collaborazione con l’Università degli Studi di Bari (Corso di Laurea in Scienze dell’Educazione e della Formazione Primaria – Prof.ssa Luigia Di Pinto) e la Pontificia Universitas Lateranensis, è patrocinato dal Senato della Repubblica, dalla Camera dei Deputati, dall’Ambasciata della Repubblica Federale di Germania, dal Pontificio Consiglio per la Cultura, dall’Associazione Edith Stein onlus, dall’Accademia di Scienze Umane e Sociali (A.S.U.S.), dalla Bayerische StaatsBibliothek di München, dalla Regione Lazio, dalla Provincia di Roma, dal Comune di Roma, dalla Regione Puglia, dalla Provincia di Bari, dalla Provincia BAT, dal Comune di Bari, e, infine, dal Comune di Barletta.

Segreteria Organizzativa:


Francesco Alfieri, ofm – Mobeen Shahid

sábado, 4 de setembro de 2010

MATERIAL ENVIADO POR NOSSA CORRESPONDENTE DE ROMA

O Cardeal Newman será beatificado nos próximos dias e ,nos ambientes Universitários ,muitos estão reavaliando sua obra mais famosa: A idéia de uma Universidade , cuja tradução para o alemão foi feita por EDITH STEIN. A EDUSC tem um livro , organizado por Frank M. Turner , com o texto amplamente comentado por estudiosos renomados do meio acadêmico . Procure conhecer e divulgar o livro NEWMAN e a idéia de uma universidade , EDUSC , Bauru,2001.
Proponho que a EDUSC divulgue mais esse livro para que os interessados possam encontrá-lo com facilidade. Um grande abraço, Ir Jacinta.




O cardeal Newman e a busca da verdade Entrevista a Cristina Siccardi, biógrafa do futuro beatoPor Carmen Elena VillaTURIM, sexta-feira, 3 de setembro de 2010 (ZENIT.org) Depois de viajar cinco horas debaixo de chuva, a 8 de outubro de 1845, o sacerdote passionista Domenico Barberi encontrou-se com o então pastor anglicano John Henry Newman (Londres, 1801- Birmingham, 1890), que lhe pediu que o acolhesse nos braços da Igreja católica, depois de décadas de busca na teologia e filosofia. O cardeal Ratzinger, em 1990, escreveu, a propósito do centenário da morte de Newman: "foi sua consciência que o conduziu dos antigos laços e das antigas certezas para o difícil e estranho mundo do catolicismo".E será agora o Papa Bento XVI que o beatificará em Coventry, centro da Grã-Bretanha, no dia 19 de setembro, durante sua viagem à Inglaterra. Sobre a vida e inquietações de Newman, em que sempre estiveram entrelaçadas fé e razão, ZENIT entrevistou a escritora italiana Cristina Siccardi, autora do livro Nello specchio del cardinale Newman (No espelho do Cardeal Newman, 2010, editora Fede e cultura), cuja publicação na Itália será nos próximos dias. Cristina escreve para vários meios de comunicação católicos da Itália.É autora, entre outros livros, de La 'bambina' di padre Pio (Rita Montella, 2003), Santa Rita da Cascia e il suo tempo, 2004; Paolo VI. Il papa della luce, 2008.



ZENIT: Como foi a infância de Newman?

Cristina Siccardi: John Henry Newman era o primogênito dos seis filhos do casal John Newman e Jemina Fourdrinier. Nasceu em Londres e foi batizado na Igreja anglicana de Saint Bennet Fink.Seu pai, um homem empreendedor, foi subindo de posição social até se converter em banqueiro. Mas depois de vários anos de êxito, veio a derrocada. Foi o próprio John Henry que teve de manter toda a sua família quando frequentou a Universidade de Oxford. "Fui educado durante minha infância para ter o grande prazer de ler a Bíblia, mas não tive sólidas convicções religiosas até os 15 anos". Assim Newman abriu o segundo parágrafo da obra-prima intitulada Apologia pro vita. História de suas convicções religiosas, que escreveu em 1864 para combater quem, à raiz de sua conversão, havia-o atacado ferozmente.Um dia, na ermida de Littlemore, onde se converteu, encontrou e folheou um velho caderno seu de escola. Na primeira página encontrou maravilhado um emblema que lhe cortou a respiração: tinha desenhado a figura de uma cruz robusta e, atrás, uma figura que representava um rosário com uma pequena cruz unida a este. Naquele momento tinha só dez anos. Estas imagens não teriam por que terem sido desenhadas a lápis por Newman, devido à aversão que os protestantes têm às imagens sagradas.


ZENIT: Por que chamavam tanto a atenção dele os Padres da Igreja?


Cristina Siccardi: Quando ainda era anglicano, em 1826, Newman decidiu estudar com um método sistemático os Padres da Igreja, e nasceu assim um grande amor por eles. Em primeiro lugar, examinou-os com a ótica protestante, mas depois, em 1835 e 1839, retomou o estudo com uma ótica mais parecida com a do catolicismo.Em uma carta a seu amigo Pusey, disse: "Não me envergonho de basear-me nos Padres, e não penso em de forma alguma me afastar deles. A história de seus tempos não é para mim um almanaque velho. Os Padres me fizeram católico e eu não pretendo me afastar da escada pela qual subi para entrar na Igreja".Os Padres foram para Newman seu grande amor, neles encontrou a resposta às persistentes perguntas religiosas e de fé que o torturaram durante 44 anos, até que, a 9 de outubro de 1945, foi acolhido na Igreja católica pelo padre Domenico Barberi, passionista italiano que foi beatificado por Paulo VI em 1963.



ZENIT: Conte-nos mais sobre a conversão dele para o catolicismo...

Cristina Siccardi: Esta chegou através de um cansativo percurso intelectual e espiritual. Sua biografia identifica-se com a elaboração do pensamento e com o empenho da alma. John Henry Newman está situado entre os grandes pensadores, filósofos e teólogos da história da humanidade. Sua bibliografia, que se têm edificado no mundo no transcurso dos 120 anos desde sua morte, é enorme.Com espírito de explorador, atento e escrupuloso pesquisou o interminável nó de caminhos que é o protestantismo. Primeiro como calvinista e depois como anglicano, para depois chegar com alegria à Igreja de Pedro, como pôde experimentar também outro convertido excepcional: Santo Agostinho. Newman comportou-se como o capitão que governa seu navio de guerra com destreza e competência e, sem trégua alguma, alcançou com grande humildade, e sobretudo com zelo, a meta desejada.



ZENIT: Que seus amigos disseram quando ele deu este passo?



Cristina Siccardi: Newman, apesar de dar uma especial importância ao valor da amizade e aos laços profissionais, quando viu e compreendeu a verdade e onde estava, não se preocupou com mais nada nem ninguém e abandonou tudo e todos, assim como fizeram os apóstolos. Seus amigos anglicanos compreenderam que tinham perdido um grande homem: alguns lamentaram, outros o julgaram ferozmente, outros, em contrapartida, o apoiaram.O elogio mais belo, a nosso parecer, que lhe deram em vida, foi a carta que Edward Pusey enviou a um amigo: "Deus está ainda conosco e nos permitirá seguir adiante, apesar desta grande perda. Não devemos esconder sua importância, porque foi a maior perda que tivemos. Quem o conheceu sabe bem dos seus méritos. Nossa igreja não soube se beneficiar. Era como se uma espada afiada dormisse em sua bainha porque ninguém sabia empunhá-la. Era um homem predestinado a ser um grande instrumento divino, capaz de realizar um amplo projeto que restabelecesse a Igreja. Foi-se como todos os grandes instrumentos de Deus inconsciente de sua própria grandeza. Foi-se para cumprir um simples ato de dever, sem pensar em si mesmo, abandonando-se completamente nas mãos do Altíssimo. Assim são os homens em quem Deus confia. Poder-se-ia dizer que se transferiu para outra área da vinha, onde pode utilizar todas as energias de sua poderosa mente".


ZENIT: Ele recebeu muitos ataques da parte da Igreja anglicana e dos intelectuais da época?
Cecila Siccardi: Certamente da Igreja anglicana, dos intelectuais protestantes e também da própria Igreja católica. Os primeiros o consideravam um traidor, os segundos, alguém de quem se deve desconfiar. Também alguns católicos na Irlanda estiveram contra: ele foi removido do cargo de reitor da Universidade de Dublin. John Henry Newman escreveu a Apologia pro vita justamente para se defender dos ataques dos intelectuais. Este livro engendrou muitas conversões. Recordemos que o Papa Leão XIII afastou muitos rumores maliciosos, quando concedeu a Newman o barrete cardinalício.ZENIT: Em uma sociedade onde reina o relativismo moral e intelectual, que nos diz a beatificação de Newman?Cristina Siccardi: O cardeal Newman combateu sincera e lealmente o liberalismo, trazendo, com seu método sistemático e analítico, um dos perfis mais reais daquela Europa em fase de corrupção, de abandono da civilização cristã e de agonizante apostasia. Conseguiu identificar as conotações de secularização e relativismo de nossos dias, fruto da presunção que já os gregos pagãos, depositários de verdadeiras sementes do Verbo, definiam ύβρις (übris = a arrogância de quem não se submete aos deuses), ou o que é o mesmo, a ideia de antepor os lugares comuns supostamente racionais da própria época à razoabilidade e racionalidade da Tradição.Newman, quem, como disse o cardeal Ratzinger em 1990, "pertence aos grandes doutores da Igreja", esse grande cavalheiro do século XIX inglês, alcançou a Verdade quando tinha 44 anos, depois de décadas de estudo e aprofundamento. Com valentia, forçou sua própria mente para entender, indagar, sondar os meandros da história, da filosofia, teologia e descobrir finalmente a pedra preciosa. Foi assim que "vi meu rosto naquele espelho: era o rosto de um monofisista, o rosto de um herege anglicano e o descobri quase com terror".O epitáfio na tumba do futuro beato Newman, cuja vida é a prova mais evidente e concreta de que a razão pode se unir à fé para trazer à terra a Igreja de Jesus Cristo, a única verdade que leva à salvação eterna. Crer na verdade e ser livre: "Se permanecerdes em minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres" (Jo 8, 31-32). John Henry Newman é o modelo que a Igreja, sob o pontificado de Bento XVI, propõe aos cristãos e aos católicos para seguir: é a resposta claríssima do Papa ao mundo relativista.

Newman e a Idéia de uma Universidade
FRANK W. TURNER

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Material enviado por nossa correspondente em Roma.









Um grande abraço! Veja quanta coisa importante para nossos estudos e para que possamos divulgar . Ir Jacinta

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ZENIT, O mundo visto de Roma
Agência de Noticias
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Edith Stein: santa e filósofa para século 21

Entrevista ao filósofo Rodrigo Guerra

Por Jaime Septién

QUERÉTARO, segunda-feira, 16 de agosto de 2010 (ZENIT.org - El Observador) - No dia 19 de agosto de 1942, Edith Stein - Santa Benedita da Cruz - morreu na câmara de gás do campo de concentração de Auschwitz. Em 11 de outubro de 1998, foi canonizada por João Paulo II no Vaticano.


ZENIT-El Observador entrevistaram Rodrigo Guerra López, doutor em Filosofia pela Academia Internacional de Liechtenstein, membro da Academia Pontifícia para a Vida, diretor do CISAV (www.cisav.org), e especialista em fenomenologia e personalismo, sobre a atualidade do testemunho e do pensamento desta importante filósofa, mística, carmelita e mártir.

ZENIT: Que importância tem uma figura como a de Edith Stein no momento atual?

Rodrigo Guerra: Edith Stein é relevante para a nossa época principalmente porque é uma santa. Com sua vida e sua morte, ela mostrou que é possível viver com radicalidade a adesão a Jesus Cristo e o amor aos seus irmãos em meio a um mundo que parece cair no absurdo, na irracionalidade e na violência.

ZENIT: Edith Stein é santa, mas também foi uma grande intelectual...

Rodrigo Guerra: O itinerário de Edith Stein rumo à santidade não se encontra à margem do seu perfil intelectual. Ao contrário, toda a sua imensa contribuição filosófica é parte de sua vida e de uma maneira misteriosa também é parte de sua preparação para o martírio. Mártir significa testemunha. Edith Stein buscou ser testemunha da verdade ao amar apaixonadamente o trabalho intelectual que exerceu em parte acompanhada por seu professor Edmund Husserl e por outros brilhantes filósofos, como Adolf Reinach, Roman Ingarden e Hedwig Conrad-Martius.

Da mesma forma, ela procurou ser testemunha da verdade no momento de aderir afetiva e efetivamente a Jesus Cristo crucificado, ao ser chamada ao Carmelo e, finalmente, ao morrer em Auschwitz nas mãos dos nazistas. Todo este caminho parece indicar que a vocação mais profunda do filósofo cristão não termina ao escrever livros e fazer carreira acadêmica, mas principalmente educando o coração em uma disponibilidade particular para seguir a verdade até a cruz.

ZENIT: O pensamento de Edith Stein é pertinente para os que vivem na primeira década do século 21?

Rodrigo Guerra: Suas contribuições na metafísica, na antropologia da mulher, na teoria da pessoa humana, na teoria do Estado e nas relações filosofia-cristianismo são sumamente lúcidas e adiantadas para a sua época. Sou da opinião de que seu pensamento será valorizado com maior amplitude e profundidade no século 21, após a queda do racionalismo ilustrado e das rupturas pós-modernas.

Em Edith Stein, é possível encontrar importantes intuições que colaboram para superar tanto o racionalismo como a desconfiança da razão. Penso, por exemplo, na forma como utiliza o método fenomenológico: sempre fiel ao dado da experiência e sempre aberta a reconhecer que o que aparece revela o ser. Edith Stein, com sua fenomenologia realista, contribui de maneira sumamente relevante para realizar o que Bento XVI chama de "ampliar os horizontes da razão".

ZENIT: As opiniões de Edith Stein sobre a mulher também foram adiantadas com relação à sua época. No entanto, talvez hoje se necessitasse ir além delas para construir um "novo feminismo". O que você acha disso?

Rodrigo Guerra: De fato, o pensamento cristão deve ser concebido como um caminho que é preciso continuar em cada geração. Edith Stein conseguiu desenvolver com grande valentia intelectual uma teoria sobre a pessoa feminina fortemente associada ao modo como ela compreendia a natureza da alma humana e o princípio de individuação. Na atualidade, temos de aprofundar justamente em aspectos como este para mostrar que a diferenciação sexual não é um mero acidente do corpo, mas sim que tem sua raiz mais profunda naquilo que constitui a pessoa humana como pessoa.

O magistério de João Paulo II recolheu justamente estas intuições que é necessário prosseguir através de um trabalho interdisciplinar. Da mesma forma, Stein apreciou a originalidade da feminilidade sem desconhecer os condicionamentos culturais nos quais a sexualidade se encontra submersa em cada época.

Por isso, na antropologia do feminino desenvolvida por Stein se encontra a semente de uma teoria personalista sobre a sexualidade e sobre que o hoje se costuma denominar "gênero". Em momentos como o atual, em que se afirma que a consistência da pessoa é principalmente uma construção cultural, é necessário voltar a autores como Stein para encontrar uma adequada articulação entre natureza e cultura que não negue nenhum desses aspectos, mas que os reconheça em sua unidade e diferença.

ZENIT: Figuras como a de Edith Stein - Santa Benedita da Cruz - são importantes, mas não se encontram facilmente como referências religiosas e culturais na sociedade atual. A que se deve esta situação? É possível corrigi-la?

Rodrigo Guerra: Por um lado, o irracionalismo pós-moderno gerou que certos ambientes acadêmicos, muitos ambientes políticos e inúmeros meios de comunicação banalizassem ao máximo o tema da verdade.

O esforço por voltar às coisas em si e encontrar nelas a verdade - como queria Edith Stein - é sumamente árduo na atualidade. Por isso, é preciso criar novos espaços que deixem que os jovens possam viver uma experiência educativa alegre, que permita a assimilação racional e criativa do pensamento de Edith Stein e de outros autores que fazem parte do legado antigo e contemporâneo do pensamento cristão.

Um dos meus professores - John Crosby - costumava dizer que a communio é o método educativo para fazer uma filosofia que ame a verdade em qualquer lugar onde esta se encontrar. Amar a verdade e manter-se fiel a ela é mais fácil quando isso é feito em comunidade. Por outro lado, é preciso reconhecer que nos falta, como cristãos, uma nova paixão pessoal e comunitária pela verdade.

A insistência de Bento XVI com relação a uma nova racionalidade, mais aberta e comprometida, parece-me que se encontra justamente nesta direção. Acho que por isso é preciso trabalhar para criar comunidades científicas que, nutridas pela experiência cristã, permitam ser ajuda para a nossa frágil razão e para a nossa enfraquecida vontade.

ZENIT: Edith Stein viveu uma amizade desse tipo com Husserl, com Ingarden e com alguns dos seus amigos: é possível hoje encontrar pessoas e comunidades assim?

Rodrigo Guerra: Durante longos anos, filósofos como Angela Ales Bello, Anna Maria Pezzella, Alasdair MacIntyre, Josef Seifert, Walter Redmond, Urbano Ferrer, Juan Caballero Bono, Francisco Javier Sancho, Eduardo González di Pierro, Diego Rosales e outros promoveram o estudo do pensamento de Edith Stein com grande sacrifício e remando contra a maré.

Seu testemunho e exemplo motivaram a criação de círculos de estudo, instituições, congressos e, no fundo, um verdadeiro movimento que reconhece que Edith Stein é um marco intelectual e espiritual para o mundo de hoje. Na Academia Internacional de Filosofia de Liechtenstein e do Chile, na Universidade Lateranense, no Instituto Edith Stein de Granada e no CISAV do México também encontramos este movimento vivo de diversas formas.

ZENIT: Edith Stein fez uma filosofia cristã e deu testemunho cristão de amor à verdade até o sacrifício de sua própria vida. Que lição ela nos dá para o momento atual?

Rodrigo Guerra: Acho que Stein, entre outras coisas, nos ensina que a vida cristã não está separada da vida intelectual e que a atividade intelectual realiza melhor sua vocação quando se deixa provocar pelo acontecimento cristão. Assim como Balthasar dizia que é preciso voltar a fazer "teologia de joelhos", parece-me que os filósofos cristãos também deveriam recuperar a consciência da necessidade de unir a vida espiritual ao trabalho filosófico.

Stein também mostra que a adesão à verdade e a Cristo, quando levada a sério, não pode estar associada à cômoda vida burguesa, mas deve se projetar em compromisso real pelas pessoas, em especial pelas mais vulneráveis e perseguidas. Um personalismo que não passe por um compromisso militante e solidário a favor da dignidade humana e da justiça desaba por falta de congruência.

ZENIT: É possível que o pensamento cristão volte a ter um lugar na cultura contemporânea? Tanto na Europa como na América Latina, as sociedades parecem cada vez mais configurar-se como se Deus não existisse...

Rodrigo Guerra: Quando Husserl morreu, Edith Stein escreveu uma breve reflexão a uma de suas amigas: "Não tenho preocupação alguma pelo meu querido professor (Edmund Husserl). Estive sempre muito longe de pensar que a misericórdia de Deus se reduzisse às fronteiras da Igreja visível. Deus é a verdade. Quem busca a verdade, busca Deus, seja ou não consciente disso".

Este breve texto reflete uma atitude de honesta simpatia por tudo o que é humano, por todas as buscas sinceras da verdade, ainda quando estejam repletas de fragilidade. Da mesma forma, mostra uma confiança grande na graça, que age de maneira misteriosa, mas real em todos.

O pensamento cristão, em particular a filosofia cristã, ressurgirá como uma proposta culturalmente relevante para a Europa e para a América Latina não tanto à base de planos estratégicos, mas quando formemos novas gerações de jovens capazes de reconhecer no seio da modernidade e de sua crise a voz das exigências fundamentais que brotam do coração humano. Estas exigências sempre estão marcadas pela fome de verdade, bondade e beleza.

No final, estas exigências são desejo de que um Deus vivo e encarnado se torne presente e reconstrua a vida, dando sentido a tudo. Todo ser humano busca Cristo, ainda que não o saiba. Toda busca honesta da verdade contribui para que uma nova cultura emirja, uma cultura na qual o cristianismo possa viver com liberdade e, a partir dessa experiência, ofereça o incentivo necessário para pensar a verdade com novos olhos.



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ZP10081608
16-08-2010
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Mensagem da Ir. Jacinta pela passagem do dia de Edith Stein

Neste ano, estarei em Retiro Espiritual no dia 9 de agosto, festa da querida Santa Edith Stein. Nesse dia, rezarei , especialmente, por você, que com ela, busca continuamente, o CAMINHO da VERDADE que conduz à VIDA ,no Coração DAQUELE que é CAMINHO, VERDADE E VIDA! Unindo-se a todos os que a celebram,veja o vídeo que está no site abaixo. Reze por mim! Ir Jacinta

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

MINI-CURSO SOBRE EDITH STEIN


Prezados amigos e colegas,

Ocorrerá nos dias 28 e 29 de setembro e 01 de outubro próximos o
mini-curso Introdução à Filosofia de Edith Stein, na UNIFESP (Campus
Vila Clementino - Metrô Santa Cruz), com a Profa. Dra. Angela Ales
Bello, da Universidade Lateranense de Roma.


Maiores informações: www.proex.unifesp.br/eventos10/edithstein/index.htm

EL SIMPOSIO FUE ORGANIZADO POR LA FACULTAD DE TEOLOGÍA










El profesor visitante José Luis Caballero, del Instituto de Filosofía Edith Stein de Granada, España, dio la charla inaugural.

Aunque nació en el seno de una familia judía en 1891, en Yom Kippur o el día del perdón, Edith Stein se convirtió en una religiosa carmelita e incluso fue canonizada por el Papa Juan Pablo II en 1998. Sus aportes a la filosofía y su pensamiento en torno a la mujer tienen gran relevancia actual, de ahí que fuera el tema central de un simposio organizado por la Facultad de Teología UC.

Nacida en la entonces ciudad alemana de Breslavia (hoy Wroc aw, Polonia), se interesó por la filosofía desde muy joven. Atraída por la fenomenología ciencia que estudia la esencia de las cosas- fue discípula del célebre filósofo Edmund Husserl. La autobiografía de Santa Teresa de Ávila fue, según lo confesó la propia Stein, lo que determinó su conversión definitiva al cristianismo, bautizándose en enero de 1922, pese a haberse declarado atea en su juventud.

A partir de entonces, se dedica a estudiar intensamente las obras de Santo Tomás de Aquino y del beato Duns Escoto. En 1933, después de dar cursos y conferencias sobre el tema de la mujer y la pedagogía, ingresa al Convento de las Carmelitas Descalzas de Colonia, donde toma los hábitos con el nombre de Sor Teresa Benedicta de La Cruz. Sin embargo, el 2 de agosto de 1939, fue arrestada por la Gestapo junto a su hermana Rosa, también convertida al catolicismo. Después de pasar por dos campos de concentración en Holanda, fue enviada a Auschwitz, donde murió tres años más tarde.

Conocida por su particular inteligencia y cultura, esta mujer dejó numerosos escritos de elevada doctrina y de honda espiritualidad. De acuerdo a José Luis Caballero, profesor del Instituto de Filosofía Edith Stein de Granada, España, el concepto clave para entender su pensamiento es el espíritu. Para Stein, el espíritu significa apertura, tanto hacia la naturaleza como hacia la subjetividad ajena, y es lo que distingue al ser humano como tal.

Stein también desarrolló el concepto de la empatía, elemento que origina su programa filosófico temprano. Según esta filósofa, la empatía es la experiencia inmediata de sujetos distintos a nosotros mismos y de sus vivencias; y es en la experiencia intersubjetiva cuando nos damos cuenta de la jerarquía de valores de una persona. De hecho, Stein habla de la religiosidad como una experiencia empática con Dios.

Además de su labor filosófica, Edith dedicó buena parte de su tiempo a dictar conferencias sobre la mujer. Estaba convencida de que "no es por afán revanchista frente al varón como la mujer debe lograr su puesto en la sociedad moderna, sino prestando atención a lo que desde sí misma ya es". Incluso, para Stein la distinción entre hombre y mujer no es sólo corporal, sino espiritual.

En el simposio que es una de las primeras actividades previas a la creación del Centro Edith Stein- participaron el profesor de Filosofía UC Mariano Crespo quien se refirió a los aspectos fundamentales del método de Edith Stein; el Vice Decano de Teología UC Padre Rodrigo Polanco, con su conferencia "Los supuestos prácticos que Edith Stein encuentra en la lectura del Aeropaquita"; y la profesora de Teología UC Hermana Annelise Meis, quien profundizó en la relación con Tomás de Aquino. También expusieron los estudiantes y doctarandos Haddy Bello, Hermano Bernardo Álvarez, Cristina Bustamante, Agustina Serrano, María Paz Díaz, María Teresa Greene, Sofía Seguel y Eliana Martínez.

extraído: http://www.uc.cl/comunicaciones/site/artic/20100512/pags/20100512213243.php

sábado, 23 de janeiro de 2010

Material envido por nossa correspondente de Roma

Edith Stein o la sed de Verdad

Filósofa, universitaria y mujer a principios del siglo XX, son pistas que llevan a la idea de liberación femenina y libertad suprema. Sin embargo, ésta, la libertad en grande, Edith Stein la abrazó al decidir vivir en un convento de clausura y al aceptar su muerte causada por los nazis. ¿De qué libertad hablaba? ¿Cúal era su sed de Verdad?

Edith Stein (1891-1942), la menor de una familia de alemanes judíos, fue educada según un elevado código ético integrado por virtudes como la sinceridad, el trabajo, el sacrificio y la lealtad. En su magnífica autobiografía, que lleva por título Estrellas amarillas, nos cuenta que conocía la religión judía pero no creía en ella ni la practicaba, y que su búsqueda apasionada de la verdad le llevó a estudiar Filosofía en la Universidad de Gottingen, porque allí enseñaba Edmund Husserl, famoso por su obra Investigaciones lógicas. Husserl, que había abandonado las Matemáticas por la Filosofía, gozaba de un inmenso prestigio y desenmascaraba el cientifismo con palabras severas: «La ciencia no tiene nada que decir sobre la angustia de nuestra vida, pues excluye por principio las cuestiones más candentes para los hombres de nuestra desdichada época: las cuestiones del sentido o sinsentido de la existencia humana. » Edith participa activa y gozosamente en la vida universitaria. Esos años serán para ella una etapa de especial maduración:
Todas las pequeñas bonificaciones que nos proporcionaba nuestro carné de estudiantes -rebajas para el teatro, para conciertos y otros espectáculos- las veía yo como un cuidado amoroso del Estado para con sus hijos predilectos, y despertaban en mí el deseo de corresponder más tarde con agradecimiento a la sociedad y al Estado, mediante el ejercicio de mi profesión. Yo me indignaba por la indiferencia con que la mayoría de mis compañeros reaccionaban ante las cuestiones sociales. Algunos no hacían otra cosa en los primeros semestres que ir tras los placeres. A otros, sólo les preocupaba lo que necesitaban para pasar el examen y más tarde asegurarse el pesebre.

Entre los compañeros de Edith, se decía en broma que, mientras otras chicas soñaban con besos, ella soñaba con Husserl. Lo cierto es que, a través de las Investigaciones lógicas, se embarcó en la búsqueda incondicional de la verdad hasta llegar a ser ayudante de cátedra del maestro. Alrededor de Husserl se había formado un grupo de jóvenes bien dotados y tenaces en el estudio: Adolf Reinach, Max Scheler, Roman Ingarden, Hans Lipps, Dietrich van Hildebrand y algunos otros. Todos brindaron a Edith su amistad y dieron a esos años un sabor inolvidable:
¡Querida ciudad de Gottingen! Creo que sólo quien haya estudiado allí entre 1905 y 1914, en el corto tiempo de esplendor de la escuela fenomenológica, puede comprender lo que nos hace vibrar este nombre.

Edith se integró en el grupo gracias a la generosidad de Adolf Reinach, joven profesor de mente aguda y gran corazón. Reinach, ateo, se enfrentó al horror de la guerra en 1914, y la búsqueda de sentido le llevó a la fe cristiana.
Edith también se sintió fascinada por Max Scheler, converso igual que Reinach:
Tanto para mí como para otros muchos, la influencia de Scheler rebasó los límites del campo estricto de la Filosofía. No sé en que año llegó a la Iglesia Católica, pero ya por entonces se encontraba imbuido de ideas católicas y las propagaba con toda la brillantez y la fuerza de su palabra. Éste fue mi primer contacto con un mundo completamente desconocido para mí No me condujo todavía a la fe, pero me abrió a una esfera de fenómenos ante los que yo no podía estar ciega. No en vano nos habían inculcado que debíamos ver todas las cosas sin prejuicios ni anteojeras. Así cayeron los prejuicios racionalistas en los que me había educado sin darme cuenta, y el mundo de la fe apareció súbitamente ante mí. Personas con las que trataba a diario y a las que admiraba vivían en él. Tenían que ser, por lo menos, dignas de ser consideradas en seno.

Los prejuicios de Edith eran los prejuicios de todo racionalismo: la tendencia a pensar que sólo el conocimiento que significa un control exhaustivo de la realidad es digno de una persona culta. Esos prejuicios la encerraron durante años en un mundo estrecho, hasta que el trato con la escuela fenomenológica fue derribando las barreras. Un día, paseando con Pauline Reinach por la ciudad vieja de Francfoft y recordando lo que de ella cuenta Goethe, Edith confiesa que le esperaba una experiencia mucho más impresionante:
Entramos unos minutos en la catedral y, en medio de aquel silencio, entró una mujer con su bolsa del mercado y se arrodilló con profundo recogimiento para orar. Esto fue para mí algo totalmente nuevo. En las sinagogas y en las iglesias protestantes que yo conocía se iba sólo para los oficios religiosos. Aquí, en cambio, cualquiera en medio de su trabajo se acercaba a la iglesia vacía para un diálogo confidencial. Esto no lo he podido olvidar.

La primera guerra mundial hace saltar la paz en mil pedazos. Papini dirá que, en esos años, Europa será un infierno iluminado por la condescendencia del sol. Edith se enfrentará a esa nueva situación con energía y un gran sentido de la solidaridad:
Ahora mi vida no me pertenece, me dije a mí misma. Todas mis energías están al servicio del gran acontecimiento. Cuando termine la guerra, si es que vivo todavía, podré pensar de nuevo en mis asuntos personales. Supe que se preparaba un curso de enfermeras para estudiantes e inmediatamente me inscribí. A partir de ese momento fui a diario al Hospital de Todos los Santos. Asistía a clases sobre cirugía y epidemias de guerra y aprendí a hacer vendajes y a poner inyecciones. También hacía ese curso mi antigua compañera Toni Hamburger, y ambas competíamos por adquirir conocimientos. Como nuestro manual de enfermera no me satisfacía, en casa eché mano del atlas de anatomía de Eroa y sus gruesos manuales de Medicina. Iba frecuentemente a la clínica de ginecología a verlas y para hacer prácticas de asistencia a partos. Se alegraban mucho de mi interés por su especialidad. Tuvimos que declarar si nos poníamos a disposición de la Cruz Roja. Por parte de mi madre encontré una fuerte resistencia. Como sus argumentos no surtían efecto me dijo con toda su energía: «No irás con mi consentimiento.» A lo cual yo repuse abiertamente: «En ese caso tendré que ir sin tu consentimiento.» Mis hermanas asintieron a mi dura respuesta. Mi madre estaba acostumbrada a una resistencia semejante. Amo o Rosa le habían dirigido a menudo palabras mucho peores, pero en momentos de excitación en los que estaban fuera de sí, y que se olvidaban inmediatamente. En este caso la situación era peor.

Adolf Reinach muere en el frente de batalla. Edith viaja a Friburgo para asistir al funeral y consolar a la viuda. La entereza de su amiga Ana, su confianza serena en que su marido estaba gozando de la paz y la luz de Dios reveló a Edith el poder de Cristo sobre la muerte. Hubiera sido comprensible la rebelión de Ana ante la desgracia que destruía su vida, y Edith hubiera considerado normal encontrada abatida o crispada. Pero se encontró con algo totalmente inesperado: una paz que sólo podía tener un origen muy superior a todo lo humano:
Allí encontré por primera vez la Cruz y el poder divino que comunica a los que la llevan. Fue mi primer vislumbre de la Iglesia, nacida de la Pasión redentora de Cristo, de su victoria sobre la mordedura de la muerte. En esos momentos mi incredulidad se derrumbó, y el judaísmo palideció ante la aurora de Cristo: Cristo en el misterio de la Cruz.

Esta luz se acrecentó de forma decisiva en la casa de campo de unos amigos. Pasaba Edith unos días de vacaciones. Una noche tomó de la biblioteca un libro al azar, que resultó ser La vida de santa Teresa, su célebre autobiografía:
Empecé a leer y fui cautivada inmediatamente, sin poder dejar de leer hasta el fin. Cuando cerré el libro, me dije: «¡Esto es la verdad!»

El 1 de enero de 1922 Edith sintió que, con el bautismo, renacía a una vida que la colmaba de gozo. Dejó la universidad y trabajó en el Instituto Pedagógico de Münster hasta su destitución, en 1933, por el régimen nacionalsocialista. Un año más tarde profesó como carmelita descalza. En 1938, ante el antisemitismo nazi, sus hermanas del Carmelo de Colonia entienden que es prudente que salga de Alemania y se traslade al convento de Echt, en Holanda. Allí fue hecha prisionera en 1942. El 9 de agosto de ese mismo año entregó su alma al Señor en las cámaras de gas del campo de concentración de Auschwitz. Muchos se han preguntado, empezando por el mismo Husserl, qué pudo hallar Edith Stein en la vida de Teresa de Ávila para decidirse a dar el salto hacia la fe. La respuesta que propone el profesor López Quintás, en su ensayo Cuatro filósofos en busca de Dios, son unas palabras que Edith Stein publicó el mismo año de su conversión en un trabajo de psicología:
Hay un estado de descanso en Dios en el que, haciendo del porvenir asunto de la voluntad divina, se abandona uno enteramente a su destino. He experimentado ese estado hace poco, como consecuencia de una experiencia que, sobrepasando todas mis fuerzas, consumió totalmente mis energías espirituales y me sustrajo a toda posibilidad de acción. No es la detención de la actividad que sigue a la falta de impulso vital. El descanso en Dios es algo completamente nuevo e irreductible. Antes era el silencio de la muerte. Ahora es un sentimiento de íntima seguridad, de liberación de todo lo que la acción entraña de doloroso, de obligación y de responsabilidad. Cuando me abandono a este sentimiento, me invade una vida nueva que, poco a poco, comienza a colmarme y -sin ninguna presión por parte de mi voluntad- a impulsarme hacia nuevas realizaciones. Este flujo vital me parece ascender de una Actividad y de una Fuerza que no me pertenecen, pero que llegan a hacerse activas en mí. La única suposición previa necesaria para un tal renacimiento espiritual parece ser esta capacidad pasiva de recepción que está en el fondo de la estructura de la persona.

Tomado de "Dios y los náufragos", de J. R. Ayllón (ed. Belacqua 2002).


extraido: http://www.elsentidobuscaalhombre.com

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

MATERIAL ENVIADO POR NOSSA CORRESPONDENTE DE ROMA

PREPARANDO O NATAL COM EDITH STEIN



Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padoreira da Europa
O Presépio e a Cruz

«Cumpriram-se os tempos […] Segui-me, vinde após mim»


O menino no presépio é o Rei dos reis, Aquele que reina sobre a vida e a morte. Ele diz : «Segue-me», e quem não está com Ele está contra Ele (Lc 11,23). Isto Ele di-lo também para nós e dá-nos a escolher entre a luz e as trevas. Ignoramos aonde o Menino divino nos quer conduzir aqui na terra, e não o devemos perguntar antes do tempo certo. O que sabemos, é que tudo contribui para o bem daqueles que amam o Senhor (Rm 8,28), e que os caminhos traçados pelo Senhor vão para lá desta terra.
Ao tomar um corpo, o Criador do género humano ofereceu-nos a sua divindade. Deus fez-se homem para que os homens pudessem tornar-se filhos de Deus. «Ó troca admirável!» É por essa obra que o Salvador veio ao mundo. Um de entre nós houvera rompido o laço da nossa filiação em Deus; de entre nós um deveria renunciar e expiar a sua falta. Mas rebento algum da velha cepa, doente e degenerada, o pôde fazer; era preciso que nesse tronco fosse enxertada uma planta nova, sã e nobre. Ele tornou-se assim um de nós e muito mais do que isso: um em nós. Aqui está o que de mais maravilhoso há no género humano: que todos sejamos um. […] Ele veio para formar connosco um corpo misterioso: Ele é o Chefe, a cabeça, e nós os seus membros (Ef 5, 23.30).
Se aceitarmos pôr nas mãos do Menino divino as nossas, se respondermos «Sim» ao seu «Segue-me», então seus seremos e o caminho ficará livre para que Ele nos passe a sua vida divina. Assim é o início da vida eterna em nós. Não é ainda a visão beatífica na luz da glória, é ainda a obscuridade da fé; mas já não é a obscuridade deste mundo – é estarmos já no Reino de Deus.


VOCÊ PODE ENCONTRAR ESTA TRADUÇÃO NO LINK "BIBLIOGRAFIA TRADUZIDA PARA O PORTUGUÊS" QUE FICA A SUA DIREITA.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

MATERIAL ENVIADO POR NOSSA CORRESPONDENTE DE ROMA


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA

DISCIPLINA

A ESTRUTURA DA PESSOA HUMANA

Profa. Dra. Ângela Ales Bello
Filósofa - Especialista em fenomenologia
Universidade Lateranense Roma – Itália

Coordenação: Profa. Dra. Carmen Lucia Cardoso
Profa. Titular Marina Massimi


Periodo: 28 de setembro a 02 de outubro de 2009

Horário: 9:00 às 12:00
14:00 às 17:30

Local: Anfiteatro André Jaquemin e Sala de Seminários 1

Instituição: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto — USP
O curso da Profa. Angela Ales Bello é credenciado junto a Pós graduação da Psicologia da FFCLRP ( Ribeirão Preto). Os interessados podem fazer suas inscrições com Denise, Ines ou Cesar: deniseas@ffclrp.usp.br

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

MATERIAL ENVIADO POR NOSSA CORRESPONDENTE DE ROMA


Curia OCD
ROMA (15-09-2009).-
El 30 de junio pasado se constituyó en Granada (España) la Sociedad de
Pensamiento “Edith Stein” (SPES). El acto tuvo lugar en el marco del I
Congreso Internacional de Filosofía de la ciudad andaluza. Firmaron el
acta el arzobispo de Granada, Mons. Javier Martínez, la secretaria de
la SPES y profesora del Instituto de Filosofía “Edith Stein”,
Feliciano Merino, el director del Instituto de Filosofía “Edith
Stein”, Marcelo López, el profesor del Instituto José Luis Caballero,
el profesor de la universidad de Murcia, Urbano Ferrer, el filósofo
Fernando Haya y el director de la editorial “Palabra”, Juan Manuel
Burgos. Entre los asistentes se encontraba también el rector de la
Academia Internacional de Filosofía con sede en Lichtenstein, Dr.
Joseph Scheifert.
“La SPES se crea –se dijo en el acto- para promover la profundización
en su pensamiento, en su vida, en su obra, en la persona de Edith
Stein; para promover su difusión y para realizar todas las actividades
culturales y formativas dirigidas a favorecer un conocimiento más
profundo de su figura. Con ello pretendemos también fomentar el
crecimiento en el diálogo filosófico, tal y como lo entendía Edith
Stein …”
Mons. Javier Martínez añadió que la Sociedad, creada bajo el amparo
del arzobispado de Granada, es “una bella esperanza para la razón y,
por lo tanto, para el ser humano”. Entre las iniciativas previstas de
la SPES están la edición de una revista on line de los estudios
filosóficos y fenomenológicos de nuestra Santa Carmelita y la
preparación de un congreso internacional sobre su pensamiento en 2011.
Fonte: http://www.carmelitaniscalzi.com/vercommunicationes.php?Id=1950

VOCÊ PODE ACESSAR PELO MARCADOR "EDITH STEIN PELO MUNDO" ESPANHA

sábado, 8 de agosto de 2009

MATERIAL ENVIADO POR NOSSA CORRESPONDENTE DE ROMA

HOJE, 9 de agosto, é a festa de SANTA EDITH STEIN ! Com ela ,busquemos sempre mais, AQUELE que é CAMINHO, VERDADE, VIDA ! No Coração DELE , eu lhe desejo MUITA PAZ! Ir Jacinta.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

Material enviado por nossa correspondente de Roma

CARTA ENCÍCLICA


CARITAS IN VERITATE

DO SUMO PONTÍFICE BENTO XVI
AOS BISPOS, AOS PRESBÍTEROS E DIÁCONOS
ÀS PESSOAS CONSAGRADAS, AOS FIÉIS LEIGOS
E A TODOS OS HOMENS DE BOA VONTADE

SOBRE O DESENVOLVIMENTO HUMANO INTEGRAL
NA CARIDADE E NA VERDADE

INTRODUÇÃO

1. A caridade na verdade, que Jesus Cristo testemunhou com a sua vida terrena e sobretudo com a sua morte e ressurreição, é a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira. O amor — « caritas » — é uma força extraordinária, que impele as pessoas a comprometerem-se, com coragem e generosidade, no campo da justiça e da paz. É uma força que tem a sua origem em Deus, Amor eterno e Verdade absoluta. Cada um encontra o bem próprio, aderindo ao projecto que Deus tem para ele a fim de o realizar plenamente: com efeito, é em tal projecto que encontra a verdade sobre si mesmo e, aderindo a ela, torna-se livre (cf. Jo 8, 22). Por isso, defender a verdade, propô-la com humildade e convicção e testemunhá-la na vida são formas exigentes e imprescindíveis de caridade. Esta, de facto, « rejubila com a verdade » (1 Cor 13, 6). Todos os homens sentem o impulso interior para amar de maneira autêntica: amor e verdade nunca desaparecem de todo neles, porque são a vocação colocada por Deus no coração e na mente de cada homem. Jesus Cristo purifica e liberta das nossas carências humanas a busca do amor e da verdade e desvenda-nos, em plenitude, a iniciativa de amor e o projecto de vida verdadeira que Deus preparou para nós. Em Cristo, a caridade na verdade torna-se o Rosto da sua Pessoa, uma vocação a nós dirigida para amarmos os nossos irmãos na verdade do seu projecto. De facto, Ele mesmo é a Verdade (cf. Jo 14, 6).

2. A caridade é a via mestra da doutrina social da Igreja. As diversas responsabilidades e compromissos por ela delineados derivam da caridade, que é — como ensinou Jesus — a síntese de toda a Lei (cf. Mt 22, 36-40). A caridade dá verdadeira substância à relação pessoal com Deus e com o próximo; é o princípio não só das micro-relações estabelecidas entre amigos, na família, no pequeno grupo, mas também das macro-relações como relacionamentos sociais, económicos, políticos. Para a Igreja — instruída pelo Evangelho —, a caridade é tudo porque, como ensina S. João (cf. 1 Jo 4, 8.16) e como recordei na minha primeira carta encíclica, « Deus é caridade » (Deus caritas est): da caridade de Deus tudo provém, por ela tudo toma forma, para ela tudo tende. A caridade é o dom maior que Deus concedeu aos homens; é sua promessa e nossa esperança. Estou ciente dos desvios e esvaziamento de sentido que a caridade não cessa de enfrentar com o risco, daí resultante, de ser mal entendida, de excluí-la da vida ética e, em todo o caso, de impedir a sua correcta valorização. Nos âmbitos social, jurídico, cultural, político e económico, ou seja, nos contextos mais expostos a tal perigo, não é difícil ouvir declarar a sua irrelevância para interpretar e orientar as responsabilidades morais. Daqui a necessidade de conjugar a caridade com a verdade, não só na direcção assinalada por S. Paulo da « veritas in caritate » (Ef 4, 15), mas também na direcção inversa e complementar da « caritas in veritate ». A verdade há-de ser procurada, encontrada e expressa na « economia » da caridade, mas esta por sua vez há-de ser compreendida, avaliada e praticada sob a luz da verdade. Deste modo teremos não apenas prestado um serviço à caridade, iluminada pela verdade, mas também contribuído para acreditar a verdade, mostrando o seu poder de autenticação e persuasão na vida social concreta. Facto este que se deve ter bem em conta hoje, num contexto social e cultural que relativiza a verdade, aparecendo muitas vezes negligente senão mesmo refractário à mesma.

3. Pela sua estreita ligação com a verdade, a caridade pode ser reconhecida como expressão autêntica de humanidade e como elemento de importância fundamental nas relações humanas, nomeadamente de natureza pública. Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade. Esta luz é simultaneamente a luz da razão e a da fé, através das quais a inteligência chega à verdade natural e sobrenatural da caridade: identifica o seu significado de doação, acolhimento e comunhão. Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade; acaba prisioneiro das emoções e opiniões contingentes dos indivíduos, uma palavra abusada e adulterada chegando a significar o oposto do que é realmente. A verdade liberta a caridade dos estrangulamentos do emotivismo, que a despoja de conteúdos relacionais e sociais, e do fideísmo, que a priva de amplitude humana e universal. Na verdade, a caridade reflecte a dimensão simultaneamente pessoal e pública da fé no Deus bíblico, que é conjuntamente « Agápe » e « Lógos »: Caridade e Verdade, Amor e Palavra.

4. Porque repleta de verdade, a caridade pode ser compreendida pelo homem na sua riqueza de valores, partilhada e comunicada. Com efeito, a verdade é « lógos » que cria « diá-logos » e, consequentemente, comunicação e comunhão. A verdade, fazendo sair os homens das opiniões e sensações subjectivas, permite-lhes ultrapassar determinações culturais e históricas para se encontrarem na avaliação do valor e substância das coisas. A verdade abre e une as inteligências no lógos do amor: tal é o anúncio e o testemunho cristão da caridade. No actual contexto social e cultural, em que aparece generalizada a tendência de relativizar a verdade, viver a caridade na verdade leva a compreender que a adesão aos valores do cristianismo é um elemento útil e mesmo indispensável para a construção duma boa sociedade e dum verdadeiro desenvolvimento humano integral. Um cristianismo de caridade sem verdade pode ser facilmente confundido com uma reserva de bons sentimentos, úteis para a convivência social mas marginais. Deste modo, deixaria de haver verdadeira e propriamente lugar para Deus no mundo. Sem a verdade, a caridade acaba confinada num âmbito restrito e carecido de relações; fica excluída dos projectos e processos de construção dum desenvolvimento humano de alcance universal, no diálogo entre o saber e a realização prática.

5. A caridade é amor recebido e dado; é « graça » (cháris). A sua nascente é o amor fontal do Pai pelo Filho no Espírito Santo. É amor que, pelo Filho, desce sobre nós. É amor criador, pelo qual existimos; amor redentor, pelo qual somos recriados. Amor revelado e vivido por Cristo (cf. Jo 13, 1), é « derramado em nossos corações pelo Espírito Santo » (Rm 5, 5). Destinatários do amor de Deus, os homens são constituídos sujeitos de caridade, chamados a fazerem-se eles mesmos instrumentos da graça, para difundir a caridade de Deus e tecer redes de caridade. A esta dinâmica de caridade recebida e dada, propõe-se dar resposta a doutrina social da Igreja. Tal doutrina é « caritas in veritate in re sociali », ou seja, proclamação da verdade do amor de Cristo na sociedade; é serviço da caridade, mas na verdade. Esta preserva e exprime a força libertadora da caridade nas vicissitudes sempre novas da história. É ao mesmo tempo verdade da fé e da razão, na distinção e, conjuntamente, sinergia destes dois âmbitos cognitivos. O desenvolvimento, o bem-estar social, uma solução adequada dos graves problemas sócio-económicos que afligem a humanidade precisam desta verdade. Mais ainda, necessitam que tal verdade seja amada e testemunhada. Sem verdade, sem confiança e amor pelo que é verdadeiro, não há consciência e responsabilidade social, e a actividade social acaba à mercê de interesses privados e lógicas de poder, com efeitos desagregadores na sociedade, sobretudo numa sociedade em vias de globalização que atravessa momentos difíceis como os actuais.

6. « Caritas in veritate » é um princípio à volta do qual gira a doutrina social da Igreja, princípio que ganha forma operativa em critérios orientadores da acção moral. Destes, desejo lembrar dois em particular, requeridos especialmente pelo compromisso em prol do desenvolvimento numa sociedade em vias de globalização: a justiça e o bem comum. Em primeiro lugar, a justiça. Ubi societas, ibi ius: cada sociedade elabora um sistema próprio de justiça. A caridade supera a justiça, porque amar é dar, oferecer ao outro do que é « meu »; mas nunca existe sem a justiça, que induz a dar ao outro o que é « dele », o que lhe pertence em razão do seu ser e do seu agir. Não posso « dar » ao outro do que é meu, sem antes lhe ter dado aquilo que lhe compete por justiça. Quem ama os outros com caridade é, antes de mais nada, justo para com eles. A justiça não só não é alheia à caridade, não só não é um caminho alternativo ou paralelo à caridade, mas é « inseparável da caridade »[1], é-lhe intrínseca. A justiça é o primeiro caminho da caridade ou, como chegou a dizer Paulo VI, « a medida mínima » dela[2], parte integrante daquele amor « por acções e em verdade » (1 Jo 3, 18) a que nos exorta o apóstolo João. Por um lado, a caridade exige a justiça: o reconhecimento e o respeito dos legítimos direitos dos indivíduos e dos povos. Aquela empenha-se na construção da « cidade do homem » segundo o direito e a justiça. Por outro, a caridade supera a justiça e completa-a com a lógica do dom e do perdão[3]. A « cidade do homem » não se move apenas por relações feitas de direitos e de deveres, mas antes e sobretudo por relações de gratuidade, misericórdia e comunhão. A caridade manifesta sempre, mesmo nas relações humanas, o amor de Deus; dá valor teologal e salvífico a todo o empenho de justiça no mundo.

7. Depois, é preciso ter em grande consideração o bem comum. Amar alguém é querer o seu bem e trabalhar eficazmente pelo mesmo. Ao lado do bem individual, existe um bem ligado à vida social das pessoas: o bem comum. É o bem daquele « nós-todos », formado por indivíduos, famílias e grupos intermédios que se unem em comunidade social[4]. Não é um bem procurado por si mesmo, mas para as pessoas que fazem parte da comunidade social e que, só nela, podem realmente e com maior eficácia obter o próprio bem. Querer o bem comum e trabalhar por ele é exigência de justiça e de caridade. Comprometer-se pelo bem comum é, por um lado, cuidar e, por outro, valer-se daquele conjunto de instituições que estruturam jurídica, civil, política e culturalmente a vida social, que deste modo toma a forma de pólis, cidade. Ama-se tanto mais eficazmente o próximo, quanto mais se trabalha em prol de um bem comum que dê resposta também às suas necessidade reais. Todo o cristão é chamado a esta caridade, conforme a sua vocação e segundo as possibilidades que tem de incidência na pólis. Este é o caminho institucional — podemos mesmo dizer político — da caridade, não menos qualificado e incisivo do que o é a caridade que vai directamente ao encontro do próximo, fora das mediações institucionais da pólis. Quando o empenho pelo bem comum é animado pela caridade, tem uma valência superior à do empenho simplesmente secular e político. Aquele, como todo o empenho pela justiça, inscreve-se no testemunho da caridade divina que, agindo no tempo, prepara o eterno. A acção do homem sobre a terra, quando é inspirada e sustentada pela caridade, contribui para a edificação daquela cidade universal de Deus que é a meta para onde caminha a história da família humana. Numa sociedade em vias de globalização, o bem comum e o empenho em seu favor não podem deixar de assumir as dimensões da família humana inteira, ou seja, da comunidade dos povos e das nações[5], para dar forma de unidade e paz à cidade do homem e torná-la em certa medida antecipação que prefigura a cidade de Deus sem barreiras.

8. Ao publicar a encíclica Populorum progressio em 1967, o meu venerado predecessor Paulo VI iluminou o grande tema do desenvolvimento dos povos com o esplendor da verdade e com a luz suave da caridade de Cristo. Afirmou que o anúncio de Cristo é o primeiro e principal factor de desenvolvimento [6] e deixou-nos a recomendação de caminhar pela estrada do desenvolvimento com todo o nosso coração e com toda a nossa inteligência [7], ou seja, com o ardor da caridade e a sapiência da verdade. É a verdade originária do amor de Deus — graça a nós concedida — que abre ao dom a nossa vida e torna possível esperar num « desenvolvimento do homem todo e de todos os homens »[8], numa passagem « de condições menos humanas a condições mais humanas »[9], que se obtém vencendo as dificuldades que inevitavelmente se encontram ao longo do caminho. Passados mais de quarenta anos da publicação da referida encíclica, pretendo prestar homenagem e honrar a memória do grande Pontífice Paulo VI, retomando os seus ensinamentos sobre o desenvolvimento humano integral e colocando-me na senda pelos mesmos traçada para os actualizar nos dias que correm. Este processo de actualização teve início com a encíclica Sollicitudo rei socialis do Servo de Deus João Paulo II, que desse modo quis comemorar a Populorum progressio no vigésimo aniversário da sua publicação. Até então, semelhante comemoração tinha-se reservado apenas para a Rerum novarum. Passados outros vinte anos, exprimo a minha convicção de que a Populorum progressio merece ser considerada como « a Rerum novarum da época contemporânea », que ilumina o caminho da humanidade em vias de unificação.

9. O amor na verdade — caritas in veritate — é um grande desafio para a Igreja num mundo em crescente e incisiva globalização. O risco do nosso tempo é que, à real interdependência dos homens e dos povos, não corresponda a interacção ética das consciências e das inteligências, da qual possa resultar um desenvolvimento verdadeiramente humano. Só através da caridade, iluminada pela luz da razão e da fé, é possível alcançar objectivos de desenvolvimento dotados de uma valência mais humana e humanizadora. A partilha dos bens e recursos, da qual deriva o autêntico desenvolvimento, não é assegurada pelo simples progresso técnico e por meras relações de conveniência, mas pelo potencial de amor que vence o mal com o bem (cf. Rm 12, 21) e abre à reciprocidade das consciências e das liberdades. A Igreja não tem soluções técnicas para oferecer [10] e não pretende « de modo algum imiscuir-se na política dos Estados »[11]; mas tem uma missão ao serviço da verdade para cumprir, em todo o tempo e contingência, a favor de uma sociedade à medida do homem, da sua dignidade, da sua vocação. Sem verdade, cai-se numa visão empirista e céptica da vida, incapaz de se elevar acima da acção porque não está interessada em identificar os valores — às vezes nem sequer os significados — pelos quais julgá-la e orientá-la. A fidelidade ao homem exige a fidelidade à verdade, a única que é garantia de liberdade (cf. Jo 8, 32) e da possibilidade dum desenvolvimento humano integral. É por isso que a Igreja a procura, anuncia incansavelmente e reconhece em todo o lado onde a mesma se apresente. Para a Igreja, esta missão ao serviço da verdade é irrenunciável. A sua doutrina social é um momento singular deste anúncio: é serviço à verdade que liberta. Aberta à verdade, qualquer que seja o saber donde provenha, a doutrina social da Igreja acolhe-a, compõe numa unidade os fragmentos em que frequentemente a encontra, e serve-lhe de medianeira na vida sempre nova da sociedade dos homens e dos povos[12].

Material enviado por nossa correspondente de Roma do site Agencia ecclesia.

Edith Stein homenageada na Alemanha


http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=73847
Um busto de Santa Edith Stein, religiosa de origem judaica assassinada
por nazistas e canonizada em 1998 por João Paulo II, foi instalado
esta Quinta-feira no templo Walhalla, em Donaustauf (sul da Alemanha).

Desde o século XIX, esta igreja acolhe, por tradição, estátuas e
placas de homenagem a personalidades alemãs de destaque.

A escultura da religiosa, carmelita e filósofa é a número 129 do
panteão e a sexta de uma mulher, depois de há seis anos, ter sido
honrada a memória de Sophie Scholl, integrante do grupo «La Rosa
Blanca», de resistência estudantil contra o nazismo. O pedido para que
esta santa da Igreja católica tivesse um busto na igreja foi
apresentado por um particular, em 1986. A aprovação chegou 20 anos
depois.

Edith Stein, devia ser, segundo o arcebispo emérito de Munique e
Freising, o Cardeal Friedrich Wetter, "um exemplo para os jovens".

"Precisamos de pessoas coerentes nas suas ideias e actos, que tenham
os pés no chão, comprometidas com valores que tornem a vida mais
humana".

Edith Stein, nascida em Wroclaw, na Polónia, converteu-se do judaísmo
ao catolicismo aos 30 ano. Trabalhou como professora de pedagogia até
ser inabilitada pelo nazismo, devido à sua origem judia, em 1933.

Naquele mesmo ano, ingressou na Ordem das Carmelitas em Colónia, onde
adoptou o nome de Irmã Teresa Benedita da Cruz. Em 1938, fugiu para a
Holanda, e quatro anos depois, foi presa e deportada para o campo de
concentração de Auschwitz, onde morreu.

Em 1933, Stein escreveu uma carta ao Papa Pio XII, advertindo sobre a
crescente perseguição contra os judeus na Alemanha nazista e os crimes
cometidos pelo Terceiro Reich.

Redacção/Rádio Vaticano

Internacional | Agência Ecclesia | 2009-06-26 | 15:01:39 | 1973
Caracteres | História da Igreja

terça-feira, 30 de junho de 2009

Material enviado por nossa correspondente de Roma do site AIES

28/05/2008 16.53Convegno Edith Stein: formazione, percorsi e identita'by Segreteria

Il 16 Maggio c.m. presso l'Istituto Interreligioso "S. Fara" di Bari si è tenuto un Convegno Internazionale di Filosofia su Edith Stein dal titolo: Il percorso intellettuale di Edith Stein. Il Convegno è stato organizzato in collaborazione con la Facoltà Teologica Pugliese e con il Centro Italiano di Ricerche Fenomenologiche, con sede a Roma, affiliato al The World Phenomenology Institute (USA) e al Centro studi Edith Stein (sezione del C.I.R.F.).
Dopo i saluti di S. Ecc. Rev.ma Mons. Francesco Cacucci (Arcivescovo di Bari-Bitonto) e l'introduzione ai lavori del Prof. Mons. Salvatore Palese (Preside della Facoltà Teologica pugliese), nell'obiettivo di scandire lo sviluppo e l'evolversi del pensiero della filosofa e santa Edith Stein, il Convegno si è aperto con una relazione della Prof.ssa Angela Ales Bello, Ordinario di Storia della Filosofia contemporanea dell'Università Pontificia Lateranense nonché più grande interprete italiana del pensiero della filosofa. Scopo principale di tale intervento, oltre che quello di introdurre gli aspetti fondamentali del percorso filosofico di Edith Stein, è stato quello di fissare alcuni dei punti nodali della fenomenologia del suo Maestro Edmund Husserl, presenti nell'impianto generale delle sue opere. Da questa prospettiva ci si è riferiti alla questione della soggettività e dell'antropologia che ne deriva. La considerazione della spiritualità dell'essere creato ha condotto poi a trattare la questione dell'esperienza religiosa e del rapporto che essa mantiene con l'istanza propriamente filosofica. Da questa prospettiva, è emerso un nuovo modo di guardare alla storia della filosofia "con occhi nuovi", che comprende il processo conoscitivo alla luce di un disegno più grande alla cui consapevolezza soltanto la fede è, da ultimo, in grado di pervenire.
Il secondo intervento di Anna Maria Pezzella, Docente di Filosofia dell'Educazione presso l'Università Pontificia Lateranense e più importante traduttrice italiana delle opere della Stein, è stato incentrato sul confronto tra Husserl e Stein nei riguardi dell'antropologia. Muovendo dalla considerazione della differenza tra la posizione assunta da Husserl dopo la svolta trascendentale e la considerazione della persona della Stein, la Pezzella ha messo in luce una "concretezza" dell'Io della persona umana che, nella Stein, sembra allontanarsi definitivamente dal trascendentale husserliano. Nella parte più intima dell'anima, inoltre, Dio si manifesta conferendo all'anima una sua personale struttura che rende la persona unica e irripetibile. L'Io husserliano, per contro, si presenta come non reale e, in un certo qual modo, "privo di qualità". In tale senso, si è sostenuto, esso non può rendere conto di questa dimensione, che "giace in fondo all'anima". Per tali ragioni, fa notare la Pezzella, Husserl secondo la Stein "ha sganciato l'Io dalle sue radici".
La relazione seguente di Nicoletta Ghigi, Ricercatrice di Filosofia teoretica dell'Università di Perugia e studiosa del pensiero fenomenologico, è stato incentrato sul problema dell'essere e di come, nelle differenti opere della Stein, esso si sia venuto trasformando da una concezione propriamente fenomenologica ad una ontologico-metafisica. I vari momenti, quello dell'essere dell'altro, della motivazione come legge ontica, dell'essere comunitario appartengono alla prima formulazione di un essere che "si rivela nel mondo". L'essere che invece, oltre a rivelarsi nel mondo si rivela più peculiarmente "nello spirito", è contrassegnato da varie caratteristiche che si rendono presenti nell'essere della persona umana, angelica e divina. Nell'anima poi diviene possibile l'esperienza dell'incontro con Dio, fonte dell?essere ed Essere di per sé.
La mattina si è conclusa con l'interevento di Jacinta Turolo Garcia, già Rettora dell'Università del Sacro Cuore di Baurù, San Paolo (Brasile). La sua relazione ha focalizzato l'attenzione intorno al problema dell'identità femminile di Edith Stein ed ha messo in evidenza il percorso che ella ha compiuto, sia come filosofa che come donna e suora, nel cercare di portare in luce un'"antropologia duale" che sappia riconoscere l'identità femminile rispetto a quella maschile, conferendo ad essa la dignità che le spetta. In tale direzione si è parlato di un'"antropologia totale" che tiene conto dell'essere umano nei suoi differenti modi di manifestazione dell'essenza, che unisce entrambi i generi.
Gli incontri del pomeriggio hanno avuto inizio con la relazione di Francesco Alfieri, Docente di Antropologia ed Etica filosofica presso la Facoltà Teologica Pugliese, che ha posto in evidenza il problema dell'individuazione nel confronto tra la Stein e Duns Scoto e ha mostrato come, nella posizione della filosofa, vi sia una ripresa della concezione di Scoto piuttosto che di Tommaso. Se per quest'ultimo il principio di individuazione è la materia signata quantitate, per Scoto esso dovrebbe essere ricercato in un'entità positiva (Ord. II, d. 3 q. 2 n. 4). E questo, viene dimostrato, è presente anche nella visione steiniana, per la quale non si può dare l'individuazione senza la realtà ultima di una forma (anima). Rispetto all'"unicità della persona determinante" in Scoto e Stein, laddove l'anima è il luogo del riempimento, si rende così evidente la radice steiniana del principio di individuazione.
Allo stesso problema, ma da un'altra angolazione, sono rivolte le analisi dell'intervento seguente di Rosa Errico, studiosa di Edith Stein, che ha trattato la questione dell'individuazione nel confronto tra Tommaso e la Stein. Qui ella dimostra che l'espressione "materia signata quantitate" non è originariamente tomista e che, quindi, la questione se la materia sia in grado di dar luogo all'individualità deve essere ripensata alla luce di una nuova interpretazione di quel rapporto tra i due filosofi.
L'intervento successivo di Ida M. R. Rodriquez, Ricercatrice di Filosofia Teoretica di Bari, è stato rivolto ad un'originale questione che riguarda precisamente l?estetica musicale in Edith Stein. Partendo da una riconsiderazione di questa dimensione, presente nella Stein, ma mai posta in evidenza nel dovuto modo, la relazione si è incentrata sull'intenzione di riscoprire il senso che per la Stein ha avuto un'educazione alla musica e l'importanza che essa riveste all'interno della formazione della persona umana.
Dedicato alla questione della philosophia cordis è stato invece l?intervento di Marcello Acquaviva, Docente di Filosofia teoretica presso la Facoltà Teologica pugliese. Muovendo dalla Epistola Fides et Ratio si è mostrato come il riferimento alla Stein significasse in lei il tentativo di conciliare la sua posizione filosofica con la fede che progressivamente diveniva il senso della sua vita. In tal modo la filosofia e l'antropologia divengono una via per un accesso alla dimensione religiosa, "l'ascesa a Dio". L'ultima relazione di Luigi Orlando, Direttore dell'Istituto Teologico "S. Fara" di Bari, ha riguardato il percorso biblico dell'opera della Stein ed ha messo così in evidenza i luoghi testamentari presenti nel suo cammino filosofico. A tale scopo si è portato in luce il metodo regressivo in uso anche nella speculazione più propriamente religiosa e, in relazione a Paolo e Giovanni della Croce, si sono fatte rilevare le varie posizioni riguardo alla verità e alla persona.
Il Convegno si è concluso con la cerimonia della premiazione della Prof.ssa Angela Ales Bello per il suo importantissimo ed essenziale contributo allo studio della Stein, in merito alle sue numerosissime pubblicazioni, traduzioni e cure, a cui ha dedicato la sua intensa vita di filosofa e di interprete. Il premio "Edith Stein", consistito in una bellissima icona della santa, ha così contribuito a dare al Convegno la veste ufficiale di un riconoscimento importante da parte della comunità filosofica italiana non solo al meritevole lavoro di una filosofa che non sempre viene studiata nel modo dovuto come la Stein, ma ha anche a dare rilevo al lavoro di interpretazione e divulgazione del suo pensiero che la Prof.ssa Ales Bello ha contribuito a far nascere e crescere, dando luogo in tal modo ad una precisa scuola di pensiero, di cui gli interventi di questo Convegno internazionale sono la concreta espressione.
Prof.ssa Nicoletta Ghigi
Università degli Studi di Perugia

(Foto di gruppo per Relatori intervenuti al Convegno sul tema"Il percorso intellettuale di Edith Stein")